quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

MENSAGEM PARA O ANO NOVO





Todo ano se inicia como portador de esperanças renovadas, trazendo oportunidades transformadoras e abrindo caminho para melhores chances e perspectivas. Esse é o tempo de refletir sobre os últimos doze meses e imaginar estratégias que determinem uma melhoria geral de vida. É também a hora de se ter a coragem para fazer escolhas responsáveis para 2010.
As pessoas se sentem fortalecidas com a chegada de um novo período, e corajosamente encaram as conhecidas "resoluções de Ano-Novo". "É nesse ano que eu deixo de fumar". "Daqui para frente não brigo mais com minha família". "Agora, em 2010, eu começo o curso". "Na primeira semana de janeiro, inicio minha dieta". "Caso-me nesse ano ou vou procurar outra pessoa". "Em 2010 vou economizar e parar de comprar por impulso", são apenas algumas das frequentes e necessárias decisões, para um ano que se inicia.
Talvez porque essas resoluções dependam apenas da nossa vontade, elas sempre têm como alvo nós mesmos, com nossas dificuldades pessoais. Devemos, porém, nesse inventário de resoluções, incluir outro ser, enorme e vivo, que depende totalmente das nossas decisões: o planeta Terra.
Quase no final dessa primeira década do Terceiro Milênio, o que constatamos é que o planeta vem há séculos sendo devastado pela própria ação do homem. O desgaste torna-se evidente e se traduz em catástrofes cada vez mais frequentes, que assolam todas as regiões do planeta. Ondas tsunami, vendavais, furacões, tempestades e tornados nos fornecem uma clara demonstração de que é necessário proteger nossa morada, nossa casa, que é a Terra inteira, mais o sistema solar e o infinito.
Assim, na nossa listinha de "Resoluções para 2010" é indispensável dedicar um item para o Planeta Terra e começar a se dedicar com mais seriedade aos problemas do meio ambiente: reciclar e dar destino adequado ao lixo, fazer o maior uso possível de elementos biodegradáveis, evitar desperdício de energia e água, tentar uma agricultura cada vez mais orgânica e sem uso de agrotóxicos nocivos ao terreno e à saúde e ter uma vida o mais natural possível, devem ser o objetivo de toda a espécie humana.
Se todo o povo da Terra tomar consciência da importância que tais comportamentos apresentam uma salvação, a partir dos cuidados com o ecossistema, a vida no Planeta estará protegida. Cada um fazendo sua parte, em sintonia com os demais, contribuirá corretamente para a preservação da vida.
Vamos incluir o respeito e a atenção à nossa "casa", que é a Terra inteira, na lista de nossas "boas resoluções de Ano-Novo", e tentar o máximo para preservá-la. Só assim, ela será para todos muito mais do que uma casa. Ela será nosso verdadeiro lar. 

por: Marina Gold

UMA NOITE DE PAPAI NOEL

Anoitecera muito cedo naquela capital européia em que me encontrava de passagem. O frio do inverno derrubava alguns pequenos flocos de neve sobre a praça iluminada, repleta de pessoas esperando dar meia-noite — era véspera de Natal.

Sentei-me num banco e fiquei observando o movimento: no centro da praça enorme, artistas se apresentavam em grupos: uma mulher exibia um minúsculo cachorro fazendo acrobacias; em outro grupo, um homem se apresentava com tochas: era o engolidor de fogo. Mais além, músicos entoavam canções natalinas ao som de pequenos sinos.

Eu fazia uma retrospectiva do ano que passara e me parecia haver cumprido todas as missões a mim indicadas. Era o meu momento de paz. Porém, de repente, toda a minha sensibilidade aflorou e, num impulso, me levantei e comecei a procurar algo que nem sabia o que era. Vasculhando em torno percebi um rapazinho muito jovem, devia ter no máximo 18 anos, olhando-me fixamente.

Ele se aproximou de mim e pediu um dinheiro. Minha generosa mão brasileira, acostumada com a pobreza que motivam pedidos assim, se encaminhou para a bolsa. Mas, antes mesmo de abri-la, me dei conta de que estava num país desenvolvido, onde ninguém pede esmolas. Numa intuição que veio direto da vidência com a qual convivo e trabalho, pedi em inglês, língua em que ele me abordara: “Mostre-me suas mãos!”. Quando ele as abriu, percebi imediatamente as marcas escuras nas pontas dos dedos, indicando preparo da droga. Não senti medo. Apenas falei algo que põe a tremer o mais destemido dos drogados: “Eu jamais faria uma coisa dessas comigo”.

Ele arregalou os olhos claros, os cabelos loiros em desalinho cobrindo a testa, e me pareceu que algo havia se aberto na sua cabeça. Continuei falando: “É Natal! Vá para casa. Faz meses que você não dá notícias. Pense na alegria de sua mãe e irmã se você chegar agora lá. Elas estão muito tristes sem conseguir encontrá-lo. Você, o mestre em se esconder”.

Encarei-o. Ele estava surpreso com o que ouvia e as lágrimas começaram a correr pelo seu rosto. Na certeza da força do impacto, insisti: “Vamos juntos até sua casa. Faço questão de te acompanhar até lá”. Ele balançou a cabeça, revelando a universalidade do não e argumentou: “Eles vão me jogar fora. Eles estão cansados de mim e não vão querer dividir comigo a ceia do Natal”.

Então, com ousadia e numa atitude vigorosa, que não costumo adotar, completei: “Meu amigo, você não está entendendo nada. No meu país, tão longe daqui, sou uma bruxa. (Na verdade sou uma esotérica, usei a palavra para causar maior surpresa). Uma bruxa poderosa, acostumada a enfrentar situações assim e mesmo outras, bem piores. Por isso, com serenidade posso afirmar que você tem mais uma chance. Seguramente, com certeza você tem mais uma chance. Onde fica sua casa? É para lá que você deve ir e eu quero te acompanhar”.

Ele me apontou uma rua estreita e tranqüila e eu comecei a caminhar ao lado dele. Passadas algumas esquinas, entramos por uma travessa à direita, estreita, medieval, e ele me apontou um pequeno prédio. “É no terceiro andar”. Preparei-me para a subida, pois não havia elevador. Ao chegar ele bateu à porta e uma moça veio atender. Aos gritos de “Peter, Peter... Mamãe, o Peter está aqui. Vovô. Venham correndo”, ele foi recebido e todos o rodearam com beijos e abraços.

Olhei pela porta aberta a mesa posta, o pão, o vinho, o assado. Eu estava em paz. Saí devagar, sem nenhum ruído, a neve lá embaixo me castigando o rosto e corri. Não queria me despedir. Achei melhor que ele pensasse que do nosso encontro restava algo de irreal. Voltei para a praça, feliz. Sentia que dessa vez eu havia sido o Papai Noel.

por : Marina Gold

No mundo corporativo não é preciso ser gênio, mas usar as inteligências múltiplas



Uma das qualidades mais apreciadas pelo homem é a inteligência. A capacidade de raciocínio lógico e a sagacidade são almejadas por todos. Mas, será que existe apenas um tipo de inteligência?

De acordo com a professora e palestrante do Cead (Cursos Especiais de Aprimoramento e Desenvolvimento)/Contmatic Phoenix, Rosana Spinelli dos Santos, a capacidade de conhecer, compreender e aprender não é congênita, limitada e única. Temos inteligências múltiplas que são interligadas e bastante valorizadas, sobretudo, no mundo corporativo.

"A competição, seja por uma vaga de emprego ou mesmo entre organizações, não permite que os profissionais tenham conhecimentos estreitos e limitados. A sobrevivência no mercado está atrelada ao desenvolvimento de inteligências e capacidades múltiplas".

Autoconhecimento
Imagine trabalhar sem motivação, num emprego cuja atividade exercida você detesta, simplesmente porque não se identifica com ela. Mas, por que isso ocorre?
Afinal, para estar nesse cargo, houve um processo seletivo amplo, com vários testes específicos, nos quais apenas pessoas com a aptidão necessária para exercer a função poderiam ser contratadas.
Para a professora, a resposta dessa indagação é simples: faltou a inteligência intrapessoal, ou seja, o autoconhecimento e o controle de si que permitem identificar os campos de atuação que mais têm a ver consigo. Sem a inteligência intrapessoal, as pessoas acabam aceitando os empregos errados para elas.
"Por exemplo, se alguém tem uma habilidade incrível com a voz, capaz de convencer as pessoas facilmente, com um timbre vocal cativante, certamente ela seria ótima na área de telemarketing. O profissional precisa reconhecer as suas aptidões para procurar trabalhos que necessitam dessa habilidade específica que possui".

Controle emocional
Outra inteligência bem frequente e exigida no mundo corporativo é a interpessoal. De repente, seu colega de serviço não concorda com a sua opinião e começa a discutir para mostrar o ponto de vista que ele acha coerente. Qual é a sua reação?
Por saber que se expor os seus pensamentos será visto como uma pessoa rude, ou até mesmo insensata, e, além disso, terá de conviver com o colega no dia seguinte, você opta por ficar quieto.
Segundo Rosana, essa é a reação que demonstra a aplicação da inteligência interpessoal, na qual há uma leitura das intenções e dos desejos do outro, o que ajuda a criar empatia, compreender os sentimentos alheios e as atitudes.
Esta habilidade facilita o convívio social no ambiente de trabalho, contribuindo para um aumento da produtividade e do desenvolvimento de projetos em equipe.

Espacial
Quantas vezes você já foi interrompido por um colega de trabalho enquanto conversava com o outro? Ou ainda, seu chefe lhe pediu um documento que você tem certeza que está nas suas gavetas só não sabe em qual delas?
Pode parecer coisas corriqueiras do cotidiano, mas não é bem assim. Em ambos os exemplos faltaram o domínio da inteligência espacial, ou seja, do profissional perceber o seu espaço dentro da empresa.
Sem essa inteligência a produtividade pode se tornar lenta, afinal haverá uma perda de tempo para a organização, além de ocasionar situações constrangedoras entre colegas da equipe, ao fazer comentários impróprios para determinadas ocasiões.

Musical e Linguística
Você é daquelas pessoas que consegue identificar um colega conversando sem vê-lo? Ou que possui uma imensa facilidade de memorização, por isso, ao receber um recado, transmite exatamente o que lhe foi passado?
Caso isso ocorra com você diariamente, a sua inteligência musical é bem desenvolvida.
Mas, se por outro lado, a capacidade de interpretar e escrever com objetividade é o seu maior atributo, isso significa que sua inteligência linguística é bem apurada.
Rosana destaca que as pessoas com inteligência linguística aguçadas possuem grande facilidade em aprender idiomas e têm poder de convencimento, por meio de textos ou do discurso oral.

Lógico-matemática e corporal cinestésica
O profissional com a inteligência lógico-matemática é aquele que se sobrepõe aos outros por apresentar várias soluções para um determinado problema. Além disso, são pessoas que respondem qualquer questionamento com rapidez e possuem grande facilidade de fazer contas.

Já a inteligência corporal cinestésica, como o próprio nome sugere, nada mais é do que o controle dos movimentos do corpo. E há profissões que dependem do domínio corporal para serem desenvolvidos. É o caso de um cirurgião.

Naturalista
A preocupação com o meio ambiente é a principal característica de quem possui a inteligência naturalista em evidência. São pessoas que jamais jogariam um papel no chão ou imprimiriam papéis desnecessários.
Geralmente, os profissionais que se sobressaem com o uso da inteligência naturalista usam a ética acima de todas as coisas.

Na busca pelo emprego
Para quem está buscando uma nova oportunidade no mercado de trabalho, a professora ressalta que as inteligências interpessoal e naturalista são as mais apreciadas nos processos seletivos.
"O profissional que tem empatia, influência social, facilidade para se comunicar e se relacionar com as pessoas, além de ser ético sempre terá o seu espaço garantido em qualquer empresa".


Dicas
Na opinião da professora, há maneiras de estimular o desenvolvimento das inteligências múltiplas, com ações simples do dia-a-dia. Confira abaixo algumas dicas:

  1. Faça palavras cruzadas - com o intuito de aumentar a inteligência lógico matemática;
  2. Escreva um diário - anote o que aconteceu com você naquele dia, para despertar a inteligência linguística;
  3. Pratique atividades físicas - para ajudar a inteligência corporal cinestésica;
  4. Faça projetos - adote uma meta mensal e anote. No fim do ano faça um balanço de quantas metas você conseguiu alcançar e o que faltou para a realização dessas tarefas. Ao adotar essa medida, você contribui para o crescimento da inteligência intrapessoal;
  5. Interprete os pensamentos alheios - tente imaginar-se no lugar de uma determinada pessoa e questione-se sobre qual seria o seu comportamento. Assim você treina a inteligência interpessoal;
  6. Aulas de música - são ótimas para o desenvolvimento da inteligência musical;
  7. Dance - a dança facilita muito o aumento da inteligência espacial, afinal você não vai pisar no pé do seu parceiro, logo aprenderá a ter um maior controle de espaço e localização;
  8. Tenha contato com a natureza - Veja as práticas ambientais da sua cidade, residência e empresa e tente encontrar soluções alternativas para combater o desperdício. Assim, você treina a inteligência naturalista.

A Teoria das Inteligências Múltiplas foi desenvolvida por Howard Gardner. Para saber mais sobre o assunto, leia o artigo Administrando Inteligências Múltiplas, de Leandro Vieira.

 Por Luana Cristina de Lima Magalhães - InfoMoney

Administrando Inteligências Múltiplas



Durante muito tempo, o conceito de inteligência foi caracterizado por possuir um padrão único: acreditava-se que as pessoas nasciam com uma determinada quantidade de inteligência; dificilmente essa quantidade poderia ser alterada, em virtude de seu caráter genético; e essa inteligência era mensurável, podendo ser medida através de testes de QI ou instrumentos similares. Em fins da década de 1970 e início da de 1980, Howard Gardner, notório psicólogo e pesquisador da universidade de Harvard, quebrou essa noção desenvolvendo uma nova perspectiva, a qual chamou “teoria das inteligências múltiplas”.
As bases para as conclusões de Gardner envolvem evidências antropológicas e evidências do estudo da mente humana. Através de uma investigação multidisciplinar, o autor chegou à seguinte definição: a inteligência é “um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados por uma cultura”. A essas capacidades diversas de processamento da informação, Gardner chamou de “inteligências”, no plural. Segundo o autor, existem, pelo menos, sete tipos de inteligências, quais sejam:

1. Inteligência lingüística – envolve a sensibilidade para a língua falada e escrita e tem origem na esfera auditivo-oral. Inclui-se nesse campo a habilidade de aprender línguas estrangeiras, a capacidade de construir narrativas e o uso da língua para atingir determinados objetivos. Podemos, por exemplo, identificar pessoas de inteligência lingüística elevada entre os escritores, poetas, advogados e os locutores.
2. Inteligência lógico-matemática – denota a capacidade de analisar problemas com lógica, realizar cálculos e operações matemáticas, e mover-se no mundo dos números. É a inteligência dos matemáticos, dos físicos, dos engenheiros e de outros profissionais que exercem atividades afins.
3. Inteligência musical – envolve uma especial habilidade na atuação, na composição e, também, na apreciação da música e de padrões musicais. Gardner acredita que essa inteligência tem uma estrutura quase paralela à da inteligência lingüística, não havendo sentido caracterizar uma de inteligência (a linguística) e a outra de talento.
4. Inteligência espacial – trata-se da capacidade de reconhecer e manipular os padrões do espaço, envolvendo também a criação de representações ou imagens mentais espaciais. É a inteligência dos pilotos de avião, dos arquitetos, pintores, escultores, jogadores de xadrez, entre outros.
5. Inteligência corporal-cinestésica – essa quinta representação mental acarreta a capacidade, ou potencial, de resolver problemas ou criar produtos utilizando partes do corpo, como as mãos ou a boca. Esse tipo de inteligência é fundamental para artesãos, cirurgiões, mecânicos, atletas, atores e dançarinos, por exemplo.
6. Inteligência interpessoal – é a capacidade de compreender as intenções, as motivações e os desejos dos outros, sabendo, consequentemente, trabalhar de modo eficiente com terceiros. É a inteligência do relacionamento social efetivo, da empatia, da liderança, da diplomacia e da influência social. De fato, é a inteligência que encontramos nos bons professores, vendedores, líderes políticos e religiosos, para citar alguns exemplos.
7. Inteligência intrapessoal – complementando a interpessoal, a inteligência intrapessoal dirige-se à própria pessoa, ao seu interior. Trata-se da capacidade de conhecer a si próprio, identificar seus sentimentos, objetivos, medos, forças e fraquezas pessoais e, ao mesmo tempo, ter domínio sobre suas emoções e sobre si mesmo.

Cada pessoa possui uma mistura singular de inteligências. Uma vez que se sabe que as pessoas apresentam enormes diferenças nas formas como adquirem e representam o conhecimento, o grande desafio dos administradores passa a ser o de fazer com que essas diferenças sejam o ponto central na gestão de pessoas. Cada um é inteligente à sua maneira e o respeito às diferentes formas de apreensão cognitiva é a chave para uma liderança eficaz e uma administração bem sucedida. O maior desafio, entretanto, é o que se coloca à humanidade, colocado pelo próprio Howard Gardner: como aproveitar a singularidade a nós conferida na qualidade de espécie que exibe várias inteligências?

* Este artigo foi publicado originalmente na Revista Brasileira de Administração, Brasília, p. 41, 01 mar. 2006.

Inteligência Emocional aplicada ao trabalho






Segundo o psicólogo americano Daniel Goleman, conhecimento técnico não é garantia de sucesso. Após estudar cerca de 500 organizações em todo o mundo, Daniel concluiu que os profissionais que mais conquistavam sucesso em suas carreiras não eram os mais inteligentes ou com mais conhecimento acadêmico, mas sim aqueles capazes de lidar com as emoções de forma favorável, canalizando-as para a realização de um objetivo. Eram aqueles que sabiam trabalhar com Inteligência Emocional (I.E.).

A I.E. baseia-se em alguns pilares específicos, que são: autoconsciência, motivação, persistência, empatia e entendimento e habilidades sociais. Podemos pensar que ela apenas nos ajuda a controlar as emoções, mas a Dra. Márcia Resende, psicóloga, coach e advanced trainer em PNL, garante que não é bem assim: “conhecê-las é mais sábio do que controlá-las. Controlar é uma tensão desnecessária, gerenciar emoções é a grande oportunidade que a Inteligência Emocional proporciona, além de propiciar que elas sejam usadas de forma mais favorável ao indivíduo. Esse é o objetivo maior da I.E., saber como aprender com todas as emoções. Exemplo: a raiva pode ensinar uma pessoa a se posicionar. Também vale considerar que toda emoção tem uma intenção produtiva, assim como a raiva pode ter a intenção de valorização, o medo pode ter a intenção de proteger. Descobrir a intenção por trás de uma emoção facilita a mudança da mesma.”

A I.E. pode sofrer influência do ambiente em que uma pessoa é criada, porém, convém ressaltar que ela pode ser desenvolvida sob o aspecto pessoal por meio da autoconsciência e do autogerenciamento. “Sob o aspecto social, pode-se desenvolver a consciência social e a gestão de relacionamentos. Toda competência emocional pode ser aprimorada, mediante o emprego da conduta correta”, garante o professor Marcos Alberto de Oliveira, coordenador técnico dos cursos de pós-graduação em Gestão Estratégica de Projetos e Administração de Empresas da FAAP.

Acredita-se que, hoje em dia, o êxito no emprego está fortemente atrelado ao grau de Inteligência Emocional do profissional. Nunca se falou tanto em trabalho em equipe, iniciativa, liderança, empatia e flexibilidade como se tem falado atualmente, e, nesse sentido, a I.E. é fundamental para o desenvolvimento no ambiente de trabalho. “Ela norteia as relações, e o sucesso é composto dos resultados de relações, interações e comunicação. Nesse contexto, temos maior oportunidade de expressar a habilidade para gerenciar as emoções. Quanto mais habilidade, maior será seu sucesso”, garante a Dra. Márcia.

Marcos Alberto diz que tão importante quanto a formação, a especialização e a nossa inteligência, é a maneira como lidamos com nós mesmos e com os outros. Dra. Márcia complementa: “um profissional que lida bem com suas emoções, comunica-se melhor, respeita mais as pessoas e suas escolhas, inspira os demais e sabe alcançar suas metas. Construir estratégias e gerenciar as emoções favorece o amadurecimento profissional. As empresas teriam melhores resultados se utilizassem essa estratégia, mas como nem sempre isso acontece, cabe ao profissional buscar formas de lidar com suas emoções para crescer, seja por meio de um coaching ou de um curso específico.”

A Inteligência Emocional interfere, também, na tomada de decisão. Se pensarmos nas emoções como condutoras para determinadas atitudes, quando desenvolvemos a habilidade de nos distanciarmos de um contexto e identificamos nossas próprias emoções, conseguimos canalizá-las de uma forma mais positiva e a tomada de decisão se torna mais assertiva e consistente. Decisões pautadas em emoções limitam a percepção da realidade e podem comprometer os resultados.

“Quando um indivíduo desenvolve a capacidade de identificar suas emoções, poderá utilizar esse autocontrole para se sair bem diante das dificuldades nos relacionamentos pessoais e profissionais. Essa capacidade afeta tanto as decisões pessoais quanto as coletivas. As pessoas raramente nos dizem em palavras aquilo que sentem, porém este sentimento não declarado interfere, sim, na tomada de decisão”, declara Marcos Alberto.

Recentemente, ouvimos muitos especialistas dizerem que profissionais são contratados por suas competências técnicas, mas sempre são demitidos por comportamento. Esse fato está, mais uma vez, atrelado à dificuldade de gerenciar as próprias emoções. “O mais interessante é que grande parte dos profissionais continua investindo no desenvolvimento técnico e se esquecendo da importância das relações interpessoais, que representam mais de 80% das nossas atividades. Estamos em contato com seres humanos o tempo todo. Saber lidar com as nossas emoções e com as das pessoas que estão em nossa volta tornou-se essencial para o desenvolvimento profissional”, analisa a Dra. Márcia. Marcos Alberto diz que “é claro que as aptidões necessárias para se ter êxito começam com a força intelectual, mas as pessoas também precisam de competência emocional para concretizar todo o potencial de seu talento. A razão pela qual não se obtém a utilização de todo o potencial de uma pessoa está na incompetência emocional.”

Nesse sentido, o modo de se comunicar, de causar empatia e de se associar às pessoas ganha grande destaque. Também aqui as emoções dão o direcionamento para o sucesso das relações, pois quanto mais o ser humano sente-se compreendido, melhor será a comunicação. E para isso, tão importante quanto saber falar e se expressar, é saber ouvir.

À parte da vida profissional, a I.E. também pode, e deve, ser utilizada. “Em todas as áreas de nossa vida, saber orientar as emoções traz qualidade, bem-estar e equilíbrio. Uma pessoa que vive bem com suas emoções é uma pessoa inteira e que reconhece suas limitações e suas potencialidades. Além de reconhecê-las, utilizá-las com orientação torna a vida uma grande experiência de oportunidades”, atesta Dra. Márcia. O professor Alberto, por sua vez, finaliza a questão dizendo que “uma visão da natureza humana que ignore o poder das emoções é lamentavelmente míope. As emoções ocupam espaço representativo em nossas vidas”. E isso, certamente, é um fato a ser considerado.


por: Angélica Kernchen

domingo, 6 de dezembro de 2009

Cuide de Você

Recebi um e-mail da aluna Janete, onde ela foi assistir a uma exposição no SESC Pompéia – “Cuide de Você”, que traz interpretações textuais, traduções da carta em braile, código morse, estenografia, código de barras e outras linguagens escritas e verbais, além de retratos de cantoras e atrizes atuando, e filmes que registram interpretações-perfomance de uma carta de rompimento que a Sophie Calle recebeu e não soube respondê-la.
Quantos de nós já não passamos por esta situação na vida.
A vida tem a ver com escolhas, sempre haverá escolhas, nós somos a soma das nossas escolhas. E a maioria delas não é feita por nós.
Você não pode escolher quando vai nascer, não pode escolher a família em que vai nascer, nem mesmo quem vai amar, mas você pode escolher viver melhor e como vai amar!
Você pode ter vários defeitos, viver ansioso e ficar irritado com o sistema, com o governo, com os amigos, mas não esqueça de que a sua vida é a maior empresa do mundo. E que você tem a escolha de evitar que ela entrem na estatística do Sebrae e vá à falência.

Cuide de você, tenha um estilo de vida mais saudável e seja feliz. Escrevi um artigo com algumas dicas de sucesso para a vida e para o amor.
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. A maior parte das doenças resulta de um estilo de vida inapropriado e de vários fatores, tais como tabaco, depressão, álcool, colesterol, hipertensão, diabetes, obesidade e sedentarismo.
Nada pior do que viver sem vida própria, sem luz, sem estímulo e sem felicidade no seu casamento, com o namorado, no trabalho, na escola e com os amigos. Passa-se a viver a vida de outros. Charles Chaplin arguia “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios e das tempestades, ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É agradecer, acordar e escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste ou alegre, posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
A escolha é sua, cuide de você!
Email do rompimento, motivo da exposição "Cuide de você!":
Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito.
Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.
Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você.
Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar.
Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.
Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá.
Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.
Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.
Cuide de você.

por Paulo Barreto dos Santos  

Nunca Desista dos Seus Objetivos - Desafiando Gigantes


Não se deve desistir quando se pode ir mais alem...

Gostei muito desse vídeo, pois é um grande exemplo de motivação e superação.

São quase 7 minutos que valem a pena.

Um abraço.

A Árvore dos Desejos

Nesta última sexta-feira na aula magma do INPG "Os Desafios da Competência" com a Professora Dulce Magalhães, foi apresentado uma história que achei muito interessante sobre a arvore dos desejos que segue abaixo:

No conceito Védico indiano, o Paraíso é composto por Árvores dos Desejos. Basta alguém sentar debaixo de uma delas e desejar qualquer coisa, que imediatamente o desejo se realizará, sem intervalo de tempo entre o desejo e a realização.

Conta uma velha lenda que, certa vez um homem estava viajando e acidentalmente, sentou-se embaixo de uma dessas Árvores dos Desejos. Sem nada saber sobre isso e dominado pelo cansaço, o homem pegou no sono, à sombra de sua frondosa copa. Quando despertou estava com muita fome, e então disse: - Estou com tanta fome! Ah, como eu desejaria conseguir alguma comida agora! E imediatamente apareceu um prato de comida à sua frente, vinda do nada, simplesmente uma deliciosa comida, flutuando no ar.

Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde viera a comida. Começou a comê-la assim que a viu. Somente depois que sua fome foi saciada é que voltou a olhar ao redor. Outro pensamento surgiu em sua mente: - Se ao menos eu conseguisse algo para beber... Imediatamente apareceram excelentes sucos e vinhos. Bebendo e relaxando na brisa fresca, sob a sombra da árvore, o homem começou a pensar: - O que está acontecendo? O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao meu redor que estão fazendo truques comigo?

E diversos espíritos apareceram. O homem começou a tremer e novamente um pensamento surgiu em sua mente: - Serão esses espíritos perigosos?... Logo os espíritos se tornaram nauseantes, ferozes e começaram a fazer gestos ameaçadores para ele. Ai, meu Deus! Agora certamente eles vão me matar! E assim aconteceu, o homem morreu!


Ao contrário das outras histórias esta não tem moral, na minha visão o grande objetivo é nos levar a reflexão:
- Onde está a árvore?
- Quais são nossos desejos?
- A nossa mente é muito poderosa, qual a relação dos seus pensamentos com o resultados das suas ações?

Às vezes o intervalo entre o pensamento e o acontecimento é tão grande que nos esquecemos completamente que, de alguma maneira, desejamos o ocorrido. Mas, se olharmos profundamente, perceberemos que todos os nossos pensamentos, desejos, medos e receios estão criando nossas vidas. Eles criam nosso inferno ou nosso paraíso, criam nosso tormento ou nossa alegria.

Você pode escolher por onde quer andar, só depende de você!
Faça a sua sorte!

O Valor do Conhecimento

Este texto é muito interessante, pois de vez em quando é preciso passar pela dor da renovação, é preciso parar, repensar e começar de novo. Esses dias li uma frase bem interessante que em minha opinião resume bem isso: "Se não mudarmos de direção, provavelmente terminaremos onde começamos."

Confira o artigo abaixo e boa leitura.

“Do berço ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamamos de problemas, são apenas lições”. De Magistro, Santo Agostinho (354-430)

“Qual é o valor do conhecimento?” Esta é a pergunta que o Jornal O Estado de São Paulo vem fazendo há dias em seu Caderno de Economia.

Ninguém melhor que o consultor americano Peter Drucker que estabeleceu valor ao conhecimento constatando ser ele o único recurso econômico que faz sentido. Já Confúcio, o sábio chinês, pergunta e responde: “O que é o conhecimento? É o passado, o presente e o futuro”. Mas, como é possível conhecer o futuro? – Passando por ele. Portanto, é possível saber o futuro. Basta não ter medo dele.

Não me canso de citar, em minhas aulas, como a águia projeta o seu futuro a partir de seu conhecimento intuitivo. Da espécie das aves, ela é quem possui a maior longevidade, pois chega a viver setenta anos. Mas, para chegar a essa idade, aos quarenta anos, já está com as unhas compridas e flexíveis; não consegue mais capturar suas presas para poder se alimentar. O bico alongado e ponteagudo fica curvado; as asas envelhecidas e pesadas por causa da grossura das penas. Voar com esses problemas fica dificílimo.

Nessas circunstâncias ela tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação que chega a durar seis meses. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher num ninho próximo a um paredão onde não precisa voar. Após encontrar o lugar, ela começa a bater com o bico numa das faces do paredão até conseguir arrancá-lo. Depois de arrancar o bico, espera nascer um novo, com o qual vai arrancar as unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. Após isso, ela sai para o vôo da renovação que possibilita a ela viver mais trinta anos. – É o seu amanhecer de novo; pois o amanhecer é uma lição do universo que ensina a todos os seres vivos ser preciso renascer. Sempre.

Na página inteira de seu Caderno de Economia, contendo um enorme espaço vazio, O Estado de São Paulo registra: “A informação está em todo lugar. O conhecimento é difícil de achar. A informação passa. O conhecimento fica”.

Eu não poderia encontrar melhor exemplo para ilustrar tal pergunta que o de Bach (Joannes Sebastian). Dele Mozart (Wolfgang Amadeus) dizia: “A estrutura de sua obra é igual ao desenho perfeito de uma figura geométrica, onde tudo tem seu lugar e não há uma única linha a mais”.

Com o tempo as fontes de conhecimento ficam cada vez mais próximas: Mozart não precisou estudar tudo o que Bach estudou. Como Bach ele conseguia elaborar, mentalmente, suas estruturas e só as colocava na partitura musical uma vez satisfeito com o que compunha. – É só ouvir – e sentir – a sua Flauta Mágica. – Eis aí o verdadeiro valor do conhecimento!

por: Paulo Botelho

Liderança Comunicativa

“Não basta ser pai, tem que participar”, já diz o brocardo popular. No mundo empresarial, podemos atualizar como: “Não basta ser líder, tem que participar”.

Para alguns, liderança se adquire. Para outros, já se nasce com ela.
Liderar é trazer os outros na mesma linha de raciocínio, eficácia e motivação para o trabalho que o líder. O líder mostra o caminho que deve ser seguido, enquanto o chefe aponta o caminho. O líder comanda e está à frente do trabalho. O chefe somente aparece para colher louros ou se esconde atrás dos subordinados quando tem problemas.

Mas e no mundo jurídico-corporativo?

Muitos confundem liderança com poder, mandos e desmandos. Uma confusão imperdoável.

O líder jurídico é aquela pessoa que agrega em si primeiramente o conhecimento da sua área de atuação, depois carisma e principalmente comunicação.

Isto mesmo, o líder se comunica!

Liderar não é ficar em sua mesa de vidro dando ordens. Liderar é dizer ao estagiário que a atitude dele no fórum não é aceitável, pois uma certidão narratória fica pronta de um dia para o outro e não uma semana depois. É ensiná-lo que sendo gentil e firme no balcão da secretaria judiciária ele conseguirá manter o nome do escritório e fazer o seu próprio nome.

Cito a vocês dez elementos que formam um bom líder gestor:

1. Ser objetivo, justo e basear em fatos: Nada melhor. Ou seja, ser objetivo, direto ao ponto, sem rodeios, sem frescuras e basear suas decisões em fatos não em conversas. Muitos gestores criam uma “panelinha” em volta de si e acreditam apenas nas informações trazidas por estes colegas. Isto é um erro!

A decisão deve ser sempre baseada em fatos, indicadores, relatórios, ou seja, a decisão de quem trabalha ou não é diretamente proporcional a quantidade de trabalho que os indicadores apontam e não aquele relatório verbal no boteco do happy hour pelo seu amigo do peito. É fundamental igualmente distinguir a amizade do trabalho. Muitos fazem verdadeiras “chantagens emocionais” com o colega que acabou de ser promovido.

Amizades são maravilhosas e essenciais para o desenvolvimento humano, mas devem ter local para serem exercidas e sobretudo reflita: Se a pessoa é realmente teu amigo(a) ele(a) vai querer o melhor para ti e não o melhor para si, não é?

2. Deixar a sua equipe participar das decisões difíceis: Muito importante. Contar com o apoio da equipe é fundamental em épocas difíceis. Algumas idéias simples podem gerar resultados fantásticos. Conversar com todos da equipe pode se traduzir em redução de despesas, organização mais clara para o trabalho, entre outras questões. Exercite isto. Converse com a pessoa que serve o café. Converse com quem faxina. Converse com o colega mais quieto do escritório. Leve-os para uma sala separada dos demais e converse abertamente. Deixe eles se manifestarem. Verás que muitas idéias vem daqueles que quase nunca são ouvidos. Por óbvio não temos como fazer uma votação com toda empresa em cada decisão que deve ser tomada. Contudo, ouvir os funcionários e ser-lhes franco quando das decisões é fundamental para evitar a rotatividade da equipe e estimular a criatividade e potencialidade da equipe.

3. Fale com freqüência - e pessoalmente: Muitas vezes a comunicação é falha. Bastava uma ligação, uma simples ordem direta e pronto, tudo resolvido. Mas, a direção muitas vezes age como se o funcionário soubesse do que se trata e na verdade não sabe. Não estamos menosprezando ninguém, contudo, quem lida na operação precisa de subsídios. Fale! Não mande e-mails! Muitas vezes os gestores passam o tempo inteiro em suas salas fechadas disparando ordens por e-mails, bilhetes, ordenando a um para ordenar para outro, ou seja, a comunicação é sempre indireta. Não permita isto. Converse francamente com seus funcionários. Pessoalmente de preferência. Por obvio que nem sempre isto é possível. Mas, não deixe que a rotina não permita uma “passeada” pelo escritório com sorriso aberto, cumprimentando a equipe e ouvindo um pouco seus anseios. Esta é uma atitude líder!

4. Caminhe pela empresa: Você confia apenas no que diz seu funcionário? Ande pela empresa. Faça-se presente. Sinta os ânimos. Isto traz mais confiança aos funcionários. Além disto, numa simples caminhada, verás pessoas brabas, alegres, infantis, perceberás que estás rodeados de pessoas diferentes e poderás entender as qualidades de cada um para serem melhor aproveitadas. Além, claro, de que ver o “dono” da empresa ao seu lado e ouvir dele um bom dia, gostei da sua gravata, etc, é um incentivo que não tem preço.

5. Seja criativo na redução de custos: Para reduzir custos nem sempre é necessário demitir pessoas. Comece por outras áreas e deixe a pessoal por último. Faça campanhas de diminuição de papel, luz, água, telefone. Premie as equipes que conseguirem reduzir as despesas. Só há uma maneira de reduzir custos: Englobar, incentivar e fazer toda a empresa participar deste processo!

6. Seja você mesmo: Muitas vezes para termos tempo somos duros, fechamos a cara, etc. Seja você mesmo! Curta a vida enquanto trabalha. Não quer dizer ir trabalhar de pijama, mas quer dizer que um sorriso não faz mal a ninguém. Por óbvio, há momentos e momentos. Não podemos estar sorrindo se a produtividade está caindo. Mas, podemos demonstrar o otimismo, felicidade em estarmos na empresa, ou seja, liderarmos porque estamos visualizando os objetivos da empresa e não apenas por estar hierarquicamente dando ordens.

7. Do direito das demissões: Se tiver que demitir, o faça com propriedade, informando a equipe sobre o porquê de fazê-lo. Analise as cinco perguntas antes de fazer uma demissão: O quê, quem, como, porque e onde(Artigo escrito por Gustavo Rocha - Demissão: Fazendo as cinco perguntas… publicado em http://blog.gestao.adv.br/index.php/2009/03/19/aguarda-publ-demissao-fazendo-as-cinco-perguntas/).

“Primeiramente vamos analisar o quê: Parece simples, afinal estamos falando de uma demissão, certo? Errado. Demitir é tão ou mais complexo que contratar. Se na contratação queremos a certeza de fidelidade, garra, continuidade e inovação do profissional, na demissão, temos que analisar o contexto em que este processo de demissão está relacionado. Comece com a seguinte pergunta: Ele está relacionado a situações ou pessoas? Se for em relação a situações que aconteceram, por exemplo, a perda de um prazo, o mais importante é verificar como isto aconteceu, ou seja, uma análise racional dos fatos e “erros” que podem ter levado a situação. Também se destaca que pode ser o primeiro ou o décimo quinto erro da mesma natureza… Bom, tudo isto deve ser levado em conta. Agora, se for em relação a comentários de colegas, ou situações de pessoas, faça uma análise racional da mesma e jamais caia no engodo de fazer uma análise emotiva.

Sempre digo que quando usamos a razão em nossas decisões somente nos resta duas escolhas: Sim ou não. Tire as emoções e somente restará um sim ou não. Compreendeste o porque da complexidade?

Agora que entendemos a complexidade, vamos analisar o fator quem: Esta pessoa que está no processo demissional é quem dentro da empresa? Mais um advogado? Mais um estagiário? Mais um gerente? Se você pensa assim, cuidado. Em 99% dos casos em que pensamos se tratar de apenas mais um, percebemos que após a saída deste profissional as falhas apontadas pelos outros aumentaram, contudo não percebemos que a falta dele no trabalho também foi sentida. Não pela pessoa que ele representa, que no meu ponto de vista igualmente deve ser levado em conta, afinal uma liderança no trabalho - sendo a mesma positiva - tem o seu valor. Mas, porque normalmente não sabemos tudo que este profissional faz antes de demiti-lo.

Simplesmente achamos que ele somente fazia prazos. Mas, somente aquele colega que trabalha com ele sabe que além de fazer prazos ele cuidava da agenda, preparava relatórios, solucionava problemas na impressora e a baixa produtividade dele era justamente por ter muitas tarefas adjacentes e não conseguia dar conta da principal. Se como consultor ganhasse por cada vez que enfrentei este tipo de situação em escritórios, ficava rico. Isto é tão comum, e pior, mais comum é a direção pensar que este funcionário é apenas mais um. Certifique-se de quem é esta pessoa realmente. Tarefas, contatos, etc. Quer uma dica? Ao invés de demitir sumariamente, converse longamente e peça para que ele te relate todas as atividades, verifique tarefas que estão em contradição, etc. Terás uma boa oportunidade de ver quem ele é.

Visto isto, temos o como: Mais uma vez indago: Parece simples, não? Se é contratado pela CLT, demite via CLT. Se associado, rescinde o contrato.

Repito: Não é somente isto. Estamos em um momento em que o futuro depende das nossas relações sociais, o famoso networking. Se estiveres diante de um líder e este não esta mais servindo aos propósitos da empresa, demiti-lo é correto? Sim, óbvio. Mas, a forma, o como fazê-lo. Converse longamente sobre os objetivos e fatos que ocasionaram a saída. Informe a ele que a porta ficou aberta para conversarem, estreitarem negócios, etc.

Este ex-funcionário pode ser o decisor de uma grande empresa amanhã. E vai se lembrar das lições de experiência que passaste neste momento de ruptura. Podemos não lembrar de muitas coisas, mas nunca esquecemos daqueles que nos apoiam em situações adversa. Mude sua forma de agir. Pense no como fazer. Tenho vários anos na área jurídica e muitos dos ex-estagiários que contratei, hoje me indicam a clientes. Porque? Porque confiam no trabalho que desenvolvi e desenvolvo junto a equipes e profissionais.

Este tópico é complexo: O porque: Neste quesito ressalto o aspecto que a decisão deve ser racional e nunca, em hipótese nenhuma, deve ser emocional. Devemos basear em fatos concretos, analisados, com a métrica do tempo, para tomarmos uma decisão escorreita. Ou seja, não é uma perda de um prazo que irá ocasionar numa demissão (até pode, mas igualmente não precisa ser), porque errar faz parte da vida do ser humano, e ver como sair do erro é que diferencia o profissional competente do profissional medíocre.

Então, antes de formar a convicção do porque, monte uma espécie de dossiê administrativo deste processo de demissão, com fatos concretos, verdadeiros e sem emoções. Mais, antes de demitir, certifique-se que alguém da direção ou do poder decisório como gerente, supervisor, facilitador, etc, conversou com este funcionário alertando sobre as falhas que foram levantadas. Não permita que um bom profissional seja massacrado sem ter a chance de defesa. Lembre-se do adágio popular: “ninguém atira pedras no chão. Se estão atirando pedras, é porque esta pessoa está se sobressaindo”.

Onde: Não estamos apenas referindo ao local. Este tópico também deve ser analisado em relação ao tempo. Passei o processo demissional e cheguei a conclusão que sim, vou demitir. Mas, quando? Preferencialmente quando a empresa já tiver um substituto. A maioria prefere contratar após a demissão e isto faz contratações com pressa, sem análise de muitos requisitos, afinal a vaga está aberta, estamos “tapando buracos” e não temos como esperar.

Então, porque demitiu com pressa? A análise tem que ser da direção. Ou seja, abrimos um processo seletivo, verificamos um profissional adequado e posteriormente demitirmos àquele(s) que não estão adequados ao perfil da empresa.”

Analise com cautela uma demissão e passe ela sob a ótica das cinco perguntas. O resultado pode ser surpreendente…

8. Não desista do desenvolvimento profissional: Continue investindo na equipe e na empresa. Crise não é sinônimo de não ter investimento. Justamente quem sairá com sucesso dela é quem estiver melhor preparado.

Quanto mais a equipe estiver preparada para atender bem, conhecer o foco de atuação, criar inteligência emocional, mais fácil ela alcançará o sucesso. É uma cadeia - se não investir em atendimento, não terás bons funcionários atendendo, seus clientes ficarão insatisfeitos e procurarão outro profissional - ou seja, desenvolver a equipe é sinônimo de sucesso!

9. Mantenha-se no planejamento: Quer dizer, analise o foco da empresa e faça as redefinições necessárias, contudo, mantenha-se alinhados as tendências de mercado. Isto quer dizer que se você planejou ir pelo caminho “A” e o mercado, situação e indicadores não afirmam isto, saia do caminho “A”. Manter-se no planejamento significa estar alinhado as tendências de mercado e de futuro, reinventando todos os dias. Nas palavras de Peter Drucker: “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”.

10. Olhe para o futuro: Não fique lamentando o desempenho de ontem, analise e foque nos resultados de curto e médio prazo. Busque indicadores mais apurados, invista em tecnologia inteligente (ou seja, tecnologia que vá agregar valor ao negócio e não apenas para bonito), busque pessoas inteligentes e criativas para incrementar o negócio. É inovando que o sucesso aparece!

Com estas premissas, o líder pode ser um excelente gestor e vice-versa.

Agora reflita: Você lidera ou chefia? Você se comunica adequadamente?

por: Gustavo Rocha

De olho em sua performance. (E em sua qualidade de vida!)

Você já teve a sensação de que, por mais que se dedique ao trabalho e se considere comprometido, de vez em quando ainda ficam tarefas por fazer, coisinhas inacabadas, relatórios imperfeitos… ?

Você até que cumpre os prazos (quase sempre) e se esforça bastante, mas pode ser que fique aquele sentimento de: “Eu podia ter feito mais”.

Se este tipo de sensação é recorrente em seu cotidiano existem duas hipóteses: Ou você está mesmo um pouco relapso e precisando de mais disciplina ou- o que é bem comum- está se cobrando um nível de excelência (ê palavrinha gasta esta…) que pode vir a comprometer seu bem estar mental e, porque não dizer, espiritual.

Na verdade pode ser bastante complicado ter a noção exata de sua performance para saber se é você quem se cobra demais ou se está mesmo deixando a peteca cair. Parece uma questão boba mas os consultórios médicos e psicológicos se enchem de gente que, mesmo trabalhando bem, não conseguem estar satisfeitas consigo mesmas.

Há pessoas que, mesmo cumprindo todos os prazos e atingindo metas, se exasperam e adoecem em busca de um desempenho irretocável. Nestes tempos de competição insana e pressão absurda pode valer pena parar um pouco e refletir sobre o quanto e “como”, você vem se cobrando.

Ser excessivamente condescendente consigo de certo é uma atitude negativa que pode fazê-lo mascarar comportamentos relapsos, mas o contrário, a cobrança excessiva pode chegar a prejudicá-lo em um âmbito muito mais amplo de sua vida. Meu convite aqui é para tentar olhar seu dia a dia profissional e achar um ponto de mensuração seguro a partir do qual balizar sua performance e sua percepção a respeito dela. Pode ser seu superior, seus clientes ou seus colegas de trabalho.

Você pode escolher ter uma conversa aberta sobre seu desempenho e comportamento, ou mesmo observar sinais sutis que denunciam se você vem ou não mantendo o ritmo. Questionar-se sobre isto é bom em qualquer do casos, porque se você estiver mesmo relapso será a chance de enxergar melhor suas falhas e aprimorar-se, e caso você receba apenas feedbacks positivos, não é o caso de “relaxar”, mas é possível perceber que tudo vai bem, e isto ajuda a tirar um pouco da ansiedade de quem é perfeccionista.

Conhecer a si mesmo através do olhos de outros, especialmente na vida profissional, é uma atitude inteligente que pode garantir o crescimento na carreira e mais ainda, sua paz de espírito.

por: Bruno Soalheiro 

Festa de Final de Ano

Se você tem um comportamento estritamente profissional o ano todo, por que não mantê-lo na festa de fim de ano? Está aí um evento que pode ser uma alegre reunião de companheiros que batalham lado a lado, dia após dia. Ou uma ocasião com o poder bombástico de derrubar, em apenas algumas horas, o que você levou o ano todo para construir. Falo de imagem. E imagem, como se sabe, é tudo.
A bebida deixa todo mundo meio descontraído. Quem bebe demais, seja qual for o combustível, transforma-se num chato, pois perde suas "travas" morais e éticas, e vem sempre com um papo inconveniente. É capaz de chegar na secretária do diretor geral e dizer para quem quiser ouvir: "Você é muito gostosa!".
Outro problema é o vídeo e as fotos, pois tem sempre alguém com uma filmadora indiscreta ou uma máquina fotográfica que sem dúvida alguma está lúcido o bastante para captar os melhores momentos (leiam-se micos, vexames e constrangimentos).
Para as pessoas inteligentes, capazes de desfrutar com bom senso os prazeres do copo, da mesa e da companhia, será hora de recordar os bons momentos da noite anterior.

Para quem ultrapassou os limites existe a chamada síndrome do dia seguinte, onde você implora a Deus pela chegada do fim do mundo. 

Para fugir da síndrome do dia seguinte, basta seguir as dicas que faço a seguir!
1) Fique longe o máximo possível da bebida. Não teste sua resistência exatamente neste dia. Se bebida em excesso é um problema, beber e comer exageradamente é um convite ao mal-estar. É imprescindível equilibrar as doses e as porções que for consumir. Isso vai evitar muita dor de cabeça.
2) Se você é formal com a maioria das pessoas, não pense que, tirando o paletó e a gravata, essa formalidade será esquecida. Não seja na festa quem você não é no dia-a-dia.
3) As mulheres têm mil opções de roupa, inclusive aquelas capazes de deixá-las sedutoras, poderosas e reveladoras. Esse tipo de roupa deve ficar no guarda-roupa no dia da festa. Não se deixe convencer do contrário.
4) Mesmo que a festa seja um luau, por exemplo, é só o ambiente de trabalho que mudou, a hierarquia continua a mesma e as relações profissionais não devem ser esquecidas. Portanto, nada de intimidades com chefes e subordinados. Converse com todos. Não se concentre em apenas um ou dois colegas, ou terá que agüentar as indiretas no dia seguinte.
5) Se o marido/esposa é ciumento(a) não o(a) leve à festa. Explique que é uma reunião informal de trabalho, uma comemoração, mas que os cônjuges não são exatamente bem-vindos. Uma mentirinha "branca" é perdoável se houver a possibilidade de um pequeno escândalo familiar, caso aquela colega extrovertida (ou o estagiário atrevido) resolver fazer uma gracinha imprópria diante de seu acompanhante.
6) Chefe é chefe, o tempo todo. Tem que se manter sóbrio e conservar o distanciamento profissional sempre. Não é no dia da festa que ele vai resolver dançar forró com as funcionárias só para mostrar que é um chefe "pé-no-chão" ou vai tomar todas e ficar "cantando" as funcionárias.
7) Em última análise, se algo sair errado, se você teve uma atitude não muito profissional, no dia seguinte escolha o momento adequado e peça desculpas. Afinal, errar é humano. E que fique a lição.

A festa na empresa é um momento de descontração, de descobertas surpreendentes e uma boa ocasião para transformar aquele companheiro de trabalho no seu mais novo amigo de infância. Boa festa!

por: Washington Sorio

sábado, 28 de novembro de 2009

Aquilo que você não tenta, não consegue.

Entendendo alguns princípios básicos de como o Universo funciona, tudo fica mais fácil. Uma das regras diz que aquilo que você não tenta, não consegue.
 
 Será tão difícil de entender isso? Aquilo que você não tenta, não consegue.
 
 
 Simples e direta, essa norma parece ser uma das mais difíceis de implantar na mente das pessoas que dizem querer algo.
 
 Dizem que querem, mas não tentam sistemática e consistentemente.
 
 Dizem que querem, mas assim que surgem os primeiros (e inevitáveis) desafios, desistem.
 
 Dizem que querem, mas assim que o programa de TV começa a passar, desligam o cérebro e entram em transe, vivendo outras vidas.
 
 Dizem que querem - desde que não tenham que pagar o custo do projeto, em termos de dedicação, horas e suor.
 
 Não importa quantas vezes você diga que quer algo. Se você não fizer repetidamente as coisas que levam você até este algo, nada tenderá a acontecer.
 
 Sabe qual a razão das pessoas desistirem tão rápido de tudo? Ficam desapontadas com as falhas, os tropeços e as quedas intermediárias, entre o ponto no qual estão e o ponto para o qual desejam ir.
 
 Parte das pessoas até tenta, mas assim que as primeiras quedas e fracassos ocorrem, desistem de tudo. Acontece que os fracassos intermediários são absolutamente necessários e devem ser esperados. É uma questão de física e matemática.
 
 Ninguém parece ter explicado para elas, quando crianças, que os tropeços, falhas e quedas são exatamente o caminho que leva ao sucesso! Não há outro caminho.
 
 Lembra-se do conto dos Três Porquinhos? Os dois primeiros porquinhos tiveram suas casas completamente destruídas pelo Lobo Mau, antes que o porquinho chamado de "Prático" construísse sua casa com tijolos e cimento. Os fracassos com as casas construídas pelos dois primeiros porquinhos, uma feita de palha, e outra de madeira, mostram que o processo que leva ao sucesso é exatamente o fracasso intermediário.
 
 A falha sempre vai acontecer, sempre vai surgir, porque ela é parte inerente do processo que leva ao sucesso. Deixe-me repetir para que você fixe isso
 claramente: a falha sempre vai acontecer, por ser parte inerente ao processo que leva ao sucesso.
 
 Quem está nas arquibancadas, assistindo, não tropeça, não cai e não escuta vaias. Se você falhou, fracassou, caiu... é porque ainda esta no jogo, ainda está no time que busca a vitória, está dando as tacadas e, com sorte, aprendendo como melhorar seu jogo. É isso o que o jogador de hockey, Wayne Gretzky, tentou explicar quando disse que "você erra 100% das tacadas que não dá".
 
 Quantos gols Ronaldinho teria feito, se não participasse de nenhuma Copa do Mundo?
 
 Quantas corridas Senna teria ganhado se não participasse de nenhum grande prêmio?
 
 Pense naquilo em que você teve sucesso no passado, algo que tenha conquistado e que faz parte da sua história de vida. Você teria tido esse sucesso se tivesse ido para um guarda-roupas e se escondido do mundo lá dentro?
 
 Com toda a sinceridade, sua resposta deve ter sido um sonoro "não".
 
 Você falhará, no caminho para o sucesso? Claro que sim. Mas isso é muito bom. Este é um indicador de que você continua no caminho, continua no jogo e continua a avançar. Lembre-se: você erra 100% das tacadas que não dá.

por: Aldo Novak

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Como abordar corretamente seu networking

Uma verdade no mercado de trabalho é que hoje não basta ser competente para crescer em uma empresa. É preciso se fazer presente, de forma que seu trabalho seja visto e valorizado. Como? Por meio do marketing pessoal.


Em um artigo da Career Center sobre o assunto, o marketing pessoal é descrito como algo que depende de o profissional saber valorizar histórias de sucesso, apresentando situações nas quais tenha feito a diferença, sempre ressaltando o "como": a maneira como você agiu.

Mas não é possível fazer marketing pessoal sem que se saiba abordar corretamente o seu networking. É comum que as pessoas exagerem na dose e até intimidem conhecidos. Quem se expõe em excesso corre o risco de se prejudicar, ideia que é justamente oposta à do marketing pessoal. Não pareça um desesperado!



Ponto-chave

O ponto-chave do marketing pessoal, na abordagem de pessoas, é ser carismático e capaz de criar empatia. As chances de sucesso aumentam quando se é leal e sincero. Para quem é líder e possui espírito empreendedor, é importante recompensar as pessoas que dão resultados e saber ouvir. Já se você é subordinado a uma pessoa com esse estilo de liderança, seja independente e direto.

Segundo a Career Center, fazer marketing pessoal é fazer política. "Embora este termo esteja se desgastando e tenha hoje uma conotação negativa, a política está em tudo: na família, no trabalho, na relação com amigos. Ser político é comunicar de forma adequada para o público adequado, estar no lugar certo com as pessoas certas, saber ouvir e ficar quieto, e até mesmo ser capaz de 'engolir sapos' de vez em quando".

Outro ponto importante: o profissional deve saber assessorar a sua própria imagem, aprendendo como falar e quando. "Procure tornar-se referência em um determinado assunto, invista em sua educação e na reciclagem de seus conhecimentos e habilidades", recomenda a Career Center, que finaliza: "Um bom marketing pessoal pode ser a diferença entre ser ou não promovido".
 
por: Karin Sato

domingo, 22 de novembro de 2009

O Poder do Entusiasmo

Entusiasmo é acreditar na nossa capacidade de fazer as coisas acontecerem, de darem certo, de transformar a natureza e as pessoas.

Não espere ter as condições ideais para se entusiasmar.

Nós é que temos que transformar a nossa vida numa Vida Entusiástica.

Não é a realidade da vida que tem que nos entusiasmar, nós é que temos que entusiasmar a realidade da nossa vida! Nós é que temos que entusiasmar nossas idéias...

"DICAS PARA SE VIVER ENTUSIASTICAMENTE"

1- Afaste-se das pessoas e dos fatos negadores e negativos. Se você se deixar envolver por um ambiente negativo, você vai se transformar numa pessoa negativa.

2- Acredite nos seus "insights" positivos. Os vencedores são aqueles que acreditam nas suas idéias.

3 - Não reclame constantemente. Quando a gente reclama muito, se habitua a reclamar cada vez mais e acaba se transformando numa pessoa azeda. É insuportável conviver com pessoas que só vivem se queixando!

4- Cultive a alegria e o bom humor... Aprenda a sorrir! Terapia do Riso : Habituar-se a sorrir, a achar graça de si mesmo. O sorriso tem um efeito poderoso em nossa vida; as pessoas que zombam dos próprios erros, são mais felizes e mais fortes.

5- Ilumine seu ambiente de trabalho e da sua casa. A escuridão traz a depressão! O ambiente determina a condição funcional em que as pessoas agem e fazem as coisas ocorrerem.

6- Seja alguém disposto a colaborar com os outros. Sempre ache uma maneira de participar! Traga as pessoas mais próximo de você. Participe, converse com as pessoas com as quais convive. interesse-se pelas pessoas à sua volta!

7 - Surpreenda as pessoas com "momentos mágicos". Contagie os outros... Faça com que ao entrar num ambiente, as pessoas se contagiem com a aura de entusiasmo que envolve você!

8 - Faça tudo com sentimento de perfeição. Faça as coisas com vontade de fazer! Não faça nada pela metade! Faça as coisas com desejo de acertar e de criar o mais correto possível! Ande bem vestido, limpo e perfumado. Tenha orgulho da sua imagem. Gostar de si próprio, mantendo a auto-estima, é fundamental para o Entusiasmo.

10 - Aja prontamente. Faça agora! "DO IT NOW" Não postergue, não deixe para amanhã. Quando tiver alguma coisa para fazer, faça imediatamente. Sentiu que é o momento certo?

- Aja! ! !

"ENTUSIASMO SIGNIFICA TER DEUS DENTRO DE SI."

Descubra o entusiasmo na Vida! Seja capaz de transformar as coisas e fazê-las acontecer. Não espere as condições ideais, faça o Entusiasmo ocorrer pela crença de que você é capaz de realizações eficazes e de... VENCER OBSTÁCULOS ! ! !

por: Autor desconhecido

sábado, 21 de novembro de 2009

O poder do elogio

Pode parecer bobagem, mas o elogio tem um poder beneficamente transformador.
Mesmo para quem tem relutância em aceitá-lo, seja por medo ou desconfiança (da fonte é claro), ele sempre causa algum tipo de impacto positivo.

Agora, há pessoas que estão tão desacostumadas de receber elogios que se pegam a gastar horas tentando decifrar o que foi aquilo. Muitas vezes se perguntam: “Qual é a piada?”, “Onde estão as câmeras?” ou ainda “O que eu fiz de errado?”

Tô brincando não. São anos de experiência observando o comportamento de indivíduos que, infelizmente, reagem assim.
Portanto, não perca uma oportunidade de elogiar. Mas, quando elogiar? Agora (mas antes termine de ler, por favor... Ahahah)!

Elogie diariamente. Sempre que observar uma atitude que esteja em conformidade com o que você espera de sua equipe, não perca tempo. Elogie!
Procure não elogiar a pessoa, mas suas habilidades na execução de determinados trabalhos.

Veja, você poderá elogiar a caligrafia, a dicção, a organização do posto de trabalho, o cumprimento da meta, o esforço diário, etc.
Experimente! Todos de sua equipe saberão que você os observa carinhosamente, assim sempre estarão em busca de aperfeiçoamento.
Afinal, elogio também vicia.

Experimente elogiar e ganhe sua equipe. Mas só vale se o elogio for sincero.


por: Débora Martins

O bom comunicador elogia

O bom comunicador elogia as pessoas que o cercam, o mau comunicador só critica. Aliás, não tem nada mais chato do que pessoas que nunca elogiam. Existem aqueles que estão sempre mal humorados, enfezados, cansados, e só tem olhos para os erros e nunca para o acerto, do funcionário, do filho, do amigo...
 
Se você quer ser um bom líder e um bom comunicador: elogie sua equipe, sua família, seu produto. Vamos ver como isso é possível e bem simples de ser colocado em prática. Quando analiso os simpáticos e vencedores, todos têm algo em comum, apesar de diferentes estilos, profissões, carreiras e culturas. O que chama a atenção fortemente é que todos eles, todas as pessoas de “sucesso”, independente de qual área atuem, elogiam suas equipes de liderados.
 
E para isso dar certo, é preciso ter o hábito de elogiar na hora. Não esperam dias para falar, para agir, para fazer a equipe acontecer. É fácil se transformar num verdadeiro líder: basta elogiar.
 
A liderança moderna exige que sejamos simpáticos, além de competentes; carismáticos além de pontuais; motivados além de conhecedores do assunto e para isso só tem uma maneira: NÃO DEIXE PARA AMANHÃ O ELOGIO DE HOJE. Se deixar para elogiar o outro amanhã (seja quem for esse outro) tenha muito cuidado, pois talvez o amanhã não chegue, ou talvez, outra pessoa, mais rápida do que você o conquiste primeiro.
 
O bom comunicador sabe: elogiar é a nova palavra da liderança moderna. Elogie na hora. Faça ao perceber.

por: Thais Alves

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Criticar por criticar: por que algumas pessoas agem assim no trabalho?

Você já deve ter presenciado uma cena como esta: uma pessoa faz uma crítica, mas não tem exemplos ou justificativas para fundamentá-la nem sabe apontar uma solução para o problema. Pois saiba que, apesar de não indicada, a situação acontece o tempo todo, inclusive no ambiente corporativo, e é um exemplo clássico da "crítica insignificativa ou injustificada".

De acordo com a psicoterapeuta Clarice Barbosa, quando se critica, a intenção é apontar o erro do outro, seja no comportamento, seja no trabalho realizado. Mas, quando isso é feito de maneira injustificada, o que a pessoa está tentando fazer é se defender e colocar o foco no outro.

O especialista em Gestão de Projetos Anthony Mersino, em seu livro "Inteligência emocional para gerenciamento de projetos" (Ed. M. Books), afirmou que a crítica injustificada muitas vezes vem de indivíduos que estão se sentindo inseguros, ameaçados ou emocionalmente vulneráveis. Muitas vezes, a crítica costuma ser uma reação "à mágoa que sentimos", explicou na obra.

Por que criticar?
Segundo Clarice, uma justificativa para a pessoa criticar muito pode estar na infância. Imagine a seguinte situação, que pode ilustrar esta ideia: quando você estava no colégio, tirava notas boas de maneira geral, mas sempre ia mal em matemática. A reação dos seus pais era parabenizá-lo em relação às matérias em que ia bem ou criticar muito por conta da falta de habilidade com cálculos?

Se você respondeu que seus pais optariam pela segunda opção, significa que você cresceu forçado a enxergar o lado negativo das situações.

Outro motivo para o comportamento crítico injustificável é a autodefesa. "Quando uma pessoa aponta os defeitos do outro, ela expõe essa pessoa e tira o foco dela mesma", afirmou Clarice.

Cenário favorável
Mas a pessoa que critica sem justificativas não o faz em território inimigo. A psicoterapeuta explicou que ou ela está em um ambiente que convive há muito tempo ou em uma posição de poder. "Ela está se sentindo segura para fazer isso. Assim que se sente confortável, começa a expor o outro, deixando-o vulnerável".

O cenário começa a ficar desfavorável para esse profissional que critica sem justificativas quando ele se depara com um colega de trabalho com perfil questionador. Isso acontece com mais frequência em empresas em que o ambiente de trabalho é mais flexível, em que há espaço para questionar, e em ambientes onde a hierarquia não gera medo.

"A crítica insignificante também é destrutiva. Se não questionada, ela acaba sendo uma verdade", disse Clarice. Por exemplo: você entra numa empresa e falam que um funcionário é agressivo. Quando conversa com a pessoa, você percebe outra imagem. O que aconteceu é que se disseminou a imagem negativa do profissional, porque alguém começou com isso. "Se você tem bom senso, vai avaliar o que é verdade mesmo. Uma crítica sempre contém um julgamento".

Tipos de crítica
Existe aquela crítica que é destrutiva, a qual diminui a autoestima do profissional e não o motiva a melhorar. Normalmente, não é dito o que ele deve melhorar e, por isso, ele deve questionar.

Na construtiva, por outro lado, pontua-se o que o profissional está fazendo de errado e o que pode melhorar. "Ela não faz o profissional se sentir inferior e aponta também as qualidades. A pessoa que receber isso não vai se sentir menosprezada"


por: Flávia Furlan Nunes

Como agir com um colega intrometido, que põe defeito em tudo o que você faz?

Existe um tipo de profissional que não é muito difícil de encontrar em uma empresa: o intrometido. Trata-se daquela pessoa que sempre está dando uma opinião, mesmo que não tenha sido perguntada, sobre uma tarefa que não é de sua responsabilidade, além disso, está sempre colocando defeitos no que os outros fazem e até se comporta como se fosse o chefe, mesmo estando no mesmo nível hierárquico que o seu.

Para quem trabalha com esse tipo de pessoa, manter a calma é difícil e exige exercício constante. Esse colega quase sempre prejudica a sua produtividade e cria um clima de competição na empresa que pode ser prejudicial. Se você está passando por essa situação, saiba que existem algumas atitudes podem ser tomadas para mudar o comportamento dessa pessoa.

Velho e bom feedback
Segundo o sócio da Steer Consultoria em Recursos Humanos, Ivan Witt, antes de tudo, é preciso diferenciar a intromissão da vontade de ajudar. "Se é um hábito do colega, se ele se intromete o tempo todo, é intromissão. Mostra que ele quer aparecer e impor a sua opinião", explica.

Para ele, a melhor forma de corrigir esse comportamento é o feedback. "Primeiramente, tem que falar: "obrigado pela sua ajuda, mas quem tem de fazer isso sou eu". "Se o colega insistir, é preciso ser mais enfático e deixar claro que o trabalho é seu e não dele", diz.

Witt considera que a intromissão demonstra que a pessoa não valoriza a opinião dos outros, além de passar uma imagem de que ela acredita ser mais importante que os outros funcionários da empresa. "Há infinitas possibilidades de se fazer a mesma coisa, e cada um tem direito a usar a sua, na tarefa pela qual é responsável", considera.

Além disso, o sócio lembra que a responsabilidade pela execução dessa tarefa será sua, e não do colega intrometido, por isso, é importante que a decisão também seja sua.

"Se a ajuda é esporádica, é bacana, até porque é importante ouvir os demais. Mas, no final do dia, quem assina o trabalho é você", explica.

Deixando o chefe de fora
Já se você pensou em procurar o chefe para falar desse colega, pense outra vez. Isso porque essa atitude pode acabar prejudicando a sua imagem. Segundo Witt, isso mostrará que não houve competência suficiente para lidar com a situação.

"Isso só deve ser feito em última instância, porque problemas de relacionamento entre os pares devem ser resolvidos entre os pares. Tem de exercitar o braço político. Se o colega não respeita, é possível pedir ajuda também a outros pares", reforça Witt. 


por: Roberta de Matos Vilas Boas

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O que é ser normal?

Há algum tempo atrás, ser normal em termos de trabalho era trabalhar das 8h às 18h, ter 30 dias de férias e finais de semana.

Já faz algum tempo que esta realidade mudou.

Mudou tanto que já não sabemos o que é normal ou não.

Para muitos, trabalhar até tarde todos os dias, incluir finais de semana, ler e-mails no celular até no banheiro é normal. Faz parte do trabalho, dizem estes.

Para outros, o horário é fundamental. Se não sairem as 18h parece que vão morrer.

O normal de hoje não será o normal de amanhã.

A realidade que vivemos demonstra que estamos evoluindo e nos moldando todos os dias  de uma maneira que nada mais será como antes.

Durante muito tempo o conhecimento foi valorizado. Hoje não é valorizado, é imprescindível.

Durante muito tempo ser carrancudo era sinal de seriedade. Hoje, seriedade é ser flexível as novas tendências.

Durante muito tempo saber a tecnologia era um diferencial, Hoje, não passa de algo corriqueiro e obrigatório.

Neste tempo que vivemos algumas palavras são essenciais:

* Aceitar mudanças;

* Ser tolerante, mas não complacente;

* Racionalizar as mudanças, nem tudo que é novo é bom;

* Ter prioridades e conviver com as pressões;

* Inteligência emocional;

* Inovar é a regra, padronizar o dia a dia;

* Perder hoje pode significar ganhar amanhã;

Estas e outras tantas são realidades que há bem pouco tempo não existiam e/ou não participavam ativamente da vida laborativa.

Como você se vê neste contexto?

Inovador? Atrasado? Normal?

O normal é ser diferente, penso eu.


* Gustavo Rocha – diretor da Gestão.Adv.br

Aprender a dizer NÃO (2)

Dizendo NÃO!

Será que nossa vida poderia ser melhor? Pois eu digo que sim; afinal de contas, para tudo aquilo que não quiséssemos diríamos, com todas as letras, NÃO! e nunca TALVEZ!

Todos temos uma grande dificuldade com a palavra NÃO e acabamos disfarçando sentimentos, maquiando atitudes que muitas vezes, sem querer, dão uma falsa impressão das coisas resolvidas ou falsa impressão daquilo que realmente sentimos. Quantas e quantas vezes a gente se pega em uma saia justa em determinadas situações, quando acabamos por aceitar algo que vem de encontro aos nossos valores éticos e morais por não sabermos dizer um NÃO!

Quantas pessoas aproveitam-se da nossa dificuldade em dizer NÃO e abusam dessa nossa fraqueza com chantagem emocional, causando-nos uma profunda culpa na alma se dissermos NÃO!

Se analisarmos o sentido da palavra NÃO com senso comum, realmente, essa palavra tem algo de negativo, algo que desagrega, algo autoritário, um sentido de abandono.

Basta notar a força dessa palavra para uma criança que ouve o ‘NÃO!’ da mãe quando está pronta para fazer alguma arte. Ao mesmo tempo, o coração partido de uma mãe quando tem que dizer esse NÃO! para um filho. Para essa criança é um NÃO de severidade, um NÃO austero, um NÃO que, se depender da quantidade que ouve durante a infância, acarreta sérios problemas psicológicos na adolescência.

Mas se aprendêssemos a dizer NÃO ajudaríamos muitas pessoas a encontrarem seu caminho. Quantos de nós alimentamos a vida errada de nossos amigos queridos? Que muitas vezes pela falta de coragem de enfrentarem determinadas situações, pedem a nossa guarida, a nossa proteção (não quero dizer que não devemos fazê-lo). Mas ao fazermos isso estamos impedindo essa pessoa de crescer; sabemos disso, mas nunca dizemos NÃO! Continuamos a alimentar os mesmos erros da pessoa, a passar a mão em sua cabeça, a colocar panos quentes.

Quantos pais acolhem seus filhos de volta, após uma separação? Chegando a ponto de tratá-los novamente como crianças, alimentando as frustrações que não conseguem lidar como indivíduos e que, lá no final da vida, serão homens velhos e despreparados para cuidarem de si, eternamente dependentes dos pais. Quando se diz NÃO em situações assim, não estamos renegando o filho ou a filha; estamos, sim, dando-lhes força para que superem, para que retomem o comando de suas vidas.

Quantas esposas, por sentirem alguma culpa - que não existe - por acharem que o casamento é um anular-se como pessoa, alimentam as frustrações de seus maridos que as agridem, achando que têm a obrigação de agüentá-los de mau humor, reclamando de tudo e de todos, sentado no sofá. Quando se diz NÃO nessa situação, dá-se um basta para a infantilidade do companheiro; estamos dizendo CRESÇA como pessoa e como homem e não seja um menino, respeite-me como pessoa e como mulher.

Quantas pessoas carregam nas costas o peso de pessoas totalmente dependentes financeiramente? Dando-lhes o alimento na boca, feito uma ave alimentando seus filhotes ávidos por comida, pelo fato de não saberem dizer NÃO!

Quantos de nós alimentamos todo tipo de desinteresse de pessoas que se aproveitando da nossa boa vontade, usam e abusam das nossas boas intenções e nos fazem sofrer e além de tudo acham que somos os errados.

Aprenda a dizer NÃO! Só assim você fará com que as pessoas cresçam realmente à sua volta, fará com que as pessoas não tenham medo de enfrentar a vida de frente, aprendendo a andar sozinhas.

Somos indivíduos e como indivíduos precisamos crescer, andar com nossas próprias pernas, sem usar muletas e sem esconder-se atrás de pai, mãe, irmão, irmã, marido ou esposa. E o mais importante: vamos aprender a dizer NÃO A nós mesmos; vocês verão que é a melhor maneira de crescermos na vida.

Muita Paz.

por Nelson Sganzerla

Aprenda a dizer NÃO.

"Terrível palavra é um NÃO (NON). Não tem direito nem avesso: por qualquer lado que o tomeis, sempre soa e diz o mesmo. Lede-o do princípio para o fim, ou do fim para o princípio, sempre é um NÃO (NON). Por qualquer parte que o tomeis, sempre é serpente, sempre morde, sempre fere, sempre leva o veneno consigo. Mata a esperança, que é o último remédio que deixou a natureza a todos os males. Não há corretivo que o modere, nem arte que o abrande, nem lisonja que o adore. Por mais que confeiteis um NÃO, sempre amarga; por mais que o enfeites, sempre é feio; por mais que o doureis, sempre é ferro".

Pe. Antonio Vieira

Sempre que pode, o brasileiro médio procura atenuar o impacto de um “Não”. Tal disposição psicológica faz parte de nossa cultura, do nosso jeito de ser.

A nossa indisposição com o “não” invade até a nossa língua, já que faz do “pois sim” um “não” e do “pois não” um sim. E os machistas inveterados sempre se lamentam, pois custam a aprender, em suas vidas de conquistas, que na comunicação sutil das mulheres muitos “não” são “sim”.

Quando um gerente diz “não”, será que todos os membros de sua equipe decodificam da mesma maneira?

Não necessariamente! Você como gerente precisa estar alertar a essa circunstância.

O “não” é uma das palavras que podem significar coisas completamente diferentes num contexto de diversidade, entre os homens e as mulheres, mesmo entre colaboradores de variada experiência, idade, atitude, personalidade, origem, formação profissional e trajetória existencial. Uns ouvem um “não” e pensam estar encerrada a questão. Outros o ouvem de forma relativa, como uma negativa provisória, de momento, como um primeiro passo à obtenção posterior de um “sim”.

As interpretações divergentes de um “não” ilustram a realidade organizacional como um jogo, em que as suas regras são escritas por aqueles que insistem na relatividade do “não”. Os outros ficam em desvantagem porque geralmente não compreendem como o jogo empresarial é concebido para ser jogado.

Para que estes possam avançar nas organizações precisam aceitar a existência não formalizada, subliminar, dessas regras.

É claro, você, como gerente, não tem que aceitar e jogar por essas regras, mas tem que estar cônscio delas para compreender plenamente as conseqüências de suas ações gerenciais. E mais: deve encorajar a todos os seus colaboradores a descobrirem as suas próprias maneiras de participar do jogo, de forma legítima e respeitosa às suas naturezas e modos de ser, sem violação de suas individualidades.

Não há palavra mais clara na comunicação humana do que um “não”. É, assim, um fantástico eliminador de desperdício do tempo gerencial.

É bem mais comum do que geralmente se pensa a dificuldade dos gerentes de praticar o uso adequado do “não”. Tendem a substituir o “não” pelo “talvez”, ”quem sabe”, “vamos ver”,” “vou ver o que posso fazer”, “volte amanhã”, “talvez seja possível”.

Sendo assim, falsas expectativas são criadas junto aos interlocutores em geral e aos membros de suas equipes. Acumulam a reincidência desnecessária de contatos uns com os outros, com repercussões inevitáveis no mau uso do tempo.

Ninguém consegue respeitar as suas próprias prioridades se não for capaz de dizer “não” a tarefas e atividades que não devam ser feitas nem a contatos que devam ser evitados. Dizer “não” com habilidade, educação e firmeza, mas dizê-lo.

É preciso sistematicamente dizer “não” aos desperdiçadores crônicos de tempo.

Dizer não a colegas, subordinados, mas também ao chefe. Aliás, esse é um verdadeiro tabu: mas como dizer não ao chefe! Se não aprendermos a fazê-lo, ele não se dará conta do quanto nos atrapalha, de quantas coisas deixamos de fazer para atender prontamente às suas demandas, nem sempre significativas.

Há alguns fatores de ordem psicológica, emocional, cultural e educacional que nos impelem à indisposição para aprender a dizer não. Por exemplo:

a) O desejo de agradar.

O gerente não é candidato a concurso de popularidade, sempre em busca de aprovação e de aceitação.

Para alguns gerentes, este indutor atitudinal se transforma em verdadeira compulsão.

Acredita, equivocadamente, de que o seu sucesso depende de ser gostado por seus colaboradores.

Por nunca dizer não tout court aos seus subordinados, engana-se ao pensar que os seduz ou que os manipula, que os induz à realização motivada de suas atividades. Em verdade, este estilo gerencial tem profunda descrença e desapreço pela capacidade do colaborador em produzir resultados de qualidade. Acaba sendo o gerente “country-club”, ”só o amor constrói”, “somos uma grande família”.

Essa compulsão por agradar é uma forma dissimulada de descrer nas pessoas, se bem que nem sempre os gerentes que a praticam tenham consciência dos motivos de seu comportamento.

Acredita que se não disser “não” instituirá um clima descontraído em sua equipe, já que se move pelo mote de que as “vacas felizes é que dão bom leite”. Assim, ilude-se ao conceber que colaboradores felizes são pressupostamente produtivos. Um ledo engano!

Esse tipo de gerente não consegue compreender que as pessoas no trabalho não precisam se gostar, precisam sim – e muito- se respeitar. E nada mais respeitoso à dignidade pessoal do colaborador do que um “não” que lhe é dado de forma adequada, justificado e explicado, mesmo que ele não concorde com a decisão de seu gerente.

b) Desejo de ajudar os outros.

Por autoconcepção inadequada de seu papel, o gerente tende a tratar a organização como “uma agencia de assistência social” a serviço de seus colaboradores. Está sempre procurando ajudar aos outros, interessado em seus problemas, em resolver as suas dificuldades. Supera-se individualmente, sobrecarrega-se de trabalho para poupar os membros de sua equipe.

Faz o máximo que pode pessoalmente, mas falha como gerente porque não faz fazer, não obtém resultados através dos outros, seus colaboradores e subordinados.

Não diz “não” porque tem medo de ferir os outros e por isso ser rejeitado, magoar o colaborador, diminuir a sua auto-estima.

Diz: o nosso objetivo é o homem. E, assim, fixa generalidades simpáticas e confortáveis que todos aceitam por não serem avaliáveis.

Como é “um cara legal”, ele espera de todos lealdade, fraternidade e, em decorrência, bons resultados no trabalho. Afinal, sempre se preocupa com todos, está permanentemente atento às suas necessidades.

É claro que o exercício dos papéis e funções essenciais da gerência pressupõe fundamentalmente o foco na pessoa como profissional e como indivíduo, mas o gerente não é uma agência de assistência social ou o salvador do mundo.

A primeira pessoa que o gerente precisa ajudar é a si próprio, atitude, aliás, fundamental para estabelecer um clima de respeito e de auto-respeito daqueles que o cercam. Este estilo gerencial não tem tempo para atender às suas prioridades, tão ocupado que fica em cuidar dos interesses dos outros.

Não adianta ficar trabalhando após o expediente, levar trabalho para casa, sacrificar sua família e sua vida pessoal na doce ilusão de que assim agindo terá o reconhecimento de seus colaboradores, que responderão com maior empenho e melhores resultados de desempenho.

c) “Concordinos” não são promovíveis

O gerente “vaquinha de presépio” raramente alcança posições elevadas em organizações dinâmicas. A atitude de concordância indiscriminada indica desvio de caráter, submissão, falta de convicções e de opinião, pouca iniciativa e discernimento, baixa autonomia e independência.

Quem concorda sempre não tem condições de estabelecer nem de respeitar as suas próprias prioridades, pois age em função das prioridades e dos interesses dos outros.

Ao contrário de ser um gerente democrático, como se auto-percebe, é, em verdade, um gerente “abdicrata”, já que abdica de suas competências decisoriais, de líder de pessoas e de programas.

d) Nem sempre é preciso justificar

Nem sempre é preciso justificar um não. Às vezes, pode nem ser conveniente. Claro, se puder fazê-lo, não hesite em sustentar o seu não pelas razões que o embasam a decidir negativamente. Negue a demanda de maneira firme, cortês e respeitosa. É possível que se surpreenda pelo respeito que advirá de sua atitude nítida e transparente, pois desenvolverá em sua equipe um clima de certeza de relações, de franqueza e de autenticidade na interação pessoal.

e) Querer parecer competente


Uma das mais comuns imaturidades gerenciais é se pretender parecer competente, como se estivesse contracenando numa representação de papéis. Dizer sim a todas as demandas dá uma falsa impressão de competência na resolução de problemas

O gerente eficaz simplesmente administra o seu tempo, e, em função do tempo disponível, estabelece o que fazer. Portanto, fixa as suas prioridades em função do tempo de que dispõe, pois sabe que sempre há mais trabalho a fazer do que tempo disponível para realizá-lo. Diz não a tudo o mais!