segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ser líder, uma conquista, um desafio!

Observando os líderes que acompanhei em minha carreira, em 20 anos de trabalho, gostaria de apontar algumas conclusões que chego a respeito de líder e seu desempenho neste papel importante nas instituições. Com cada um ocorreram aprendizados diversos e faço uma abordagem com qualidades encontradas, como também com o perfil e traços que ficaram a desejar por parte destas pessoas que sou muita grata pela convivência.

Primeiramente um líder desenvolve potencial e habilidades para executar seu trabalho, a cada dia novos desafios surgem e conquistas podem ser alcançadas de acordo com a sua capacidade de administrar o seu mundo real.

Inicialmente é necessário que sua empresa esteja em um processo de organização interna satisfatória, onde os setores e as pessoas possuam apoio e recursos para executarem seus trabalhos de forma harmônica.

Portanto, o clima organizacional deve ser favorável e merece atenção constante, como um termômetro que se mede e mantém-se em uma temperatura estável e agradável. Verificar e constatar que há nível de stress, significa que algo não está bem, pois o trabalho deve ser prazeroso para todos.

Ser presente e estar disponível sempre para administrar os conflitos sem tomá-los como algo pessoal ou confundir como incompetência, também é base fundamental.

O líder deve escutar as pessoas, pensar e executar as melhores soluções junto de seus colaboradores, que sabem o que é melhor para si, para a instituição e para a clientela. Ninguém quer construir algo que seja desconfortável para um destes níveis, pois as pressões serão constantes na forma consciente ou inconsciente que possam se apresentar.

Escutar também implica em checar informações, verificar dados e confrontar, para a verdadeira identidade dos fatos.

Promover e estimular as pessoas para o sucesso. Esta é tarefa bem difícil, nem todos os líderes têm esta condição, pois há um temor que possam superá-lo. Esta condição é realmente rara, somente o líder seguro e que busca constante crescimento e desenvolvimento é capaz de fazê-lo.

Manter a ética, respeitar as leis, ter integridade, desde as diretrizes da visão, missão, princípios e valores da empresa até as leis públicas.

Ser responsável, divulgando e se comprometendo somente com o que vai poder cumprir. No caso de erros, admiti-los.

Haver respeito humano e gostar das pessoas, no fracasso ou no êxito, gerando um nível de abertura para o aprendizado recíproco e constante.

Amor ao trabalho e dedicação, sendo criativo e que contagie uma energia positiva para toda a equipe, em forma de sinapse.

Ter esforço pelo investimento, identificando as prioridades e atualizando sempre os recursos tecnológicos necessários para o perfeito andamento dos processos.

Desejo de superação, estando sempre atento aos resultados e os rumos organizacionais, com visão de futuro de forma empreendedora.

Pontualidade, sendo exato no cumprimento de seus deveres e do prazo. Um líder não pode arrastar processos que sejam importantes para sua equipe e seus resultados organizacionais que dependem da liderança.

Praticar o empowerment, possibilitando autonomia de seus colaboradores e identificando o momento certo para a prática, preparando os mesmos para exercer suas funções com a habilidade de capacidade de decisões.

É fácil demais ler a respeito de liderança e achar que pode desenvolver o papel de líder. Muitos nem percebem as falhas e acreditam estarem executando suas tarefas de forma plena. Liderar é aperfeiçoar-se! Liderar é mudar atitudes! Liderar é investir em seu desenvolvimento!

Líderes são “talentos “ que têm visão do todo, que sabem onde podem chegar, que se colocam no futuro, nos pontos para o qual devem convergir as forças que realizarão os sonhos e ao invés de empurrarem seus colaboradores em direção a este futuro, eles puxam, de acordo com a necessidade e a velocidade requerida por cada um, visando atingirem o objetivo juntos, ao mesmo tempo.

A liderança é um doce prazer. Liderar é atingir e superar os objetivos junto com as pessoas, é promovê-las para o seu desenvolvimento pessoal e a auto-realização.

Aprender a ser líder é um processo que não se consegue sozinho, tem que haver muito feedback e muita reflexão. Somente as pessoas capazes de olhar para dentro de si mesmos, podem ser verdadeiros líderes.

Seja um verdadeiro líder, faça feedback e busque estas referências sempre.

Todos os dias temos algo a aperfeiçoar e podemos superar este desafio. Acredite em você, invista em coaching, que assim sua empresa e você estarão em processo de formação contínua e com resultados de excelência.

Nunca desanime, faça disso uma conquista e sucesso em sua carreira!

por: Beatriz C.R.H. de Campos

sábado, 29 de maio de 2010

Você é um profissional Jack Bauer?

Nenhum outro personagem do cinema ou televisão é tão eficaz quanto Jack Bauer. O que temos a aprender com ele?

Em apenas um dia, Jack Bauer consegue salvar os Estados Unidos de ataques terroristas - não apenas uma, mas diversas vezes, evita atentados à vida do presidente, identifica traidores, interroga suspeitos, invade embaixadas, foge de prisões, infiltra-se em grupos inimigos e, no fim de 24 horas, consegue dar conta de todos os desafios. Nenhum outro personagem do cinema ou televisão é tão eficaz quanto Jack Bauer.

Peter Drucker foi, sem dúvidas, o pensador que mais bateu na tecla sobre a importância da eficácia. Segundo o pai da administração moderna, eficácia significa fazer as coisas acontecerem. Só isso? Exatamente. Parece simples, mas poucos são os profissionais que realmente têm a capacidade de fazer o que tem que ser feito e entregar resultados satisfatórios. A boa notícia é que a eficácia é um hábito que podemos adquirir como adquirimos qualquer outro hábito, ou seja: a partir da prática.

Drucker aponta cinco práticas essenciais para qualquer pessoa se tornar um profissional eficaz. Vamos ver como Jack Bauer lida com cada uma delas?

- Gerenciar o tempo - O tempo é um recurso limitante e totalmente irrecuperável. "Se você não souber gerenciar o seu tempo, não poderá gerenciar coisa alguma", diria o professor Drucker. Em 24 Horas, o relógio corre literalmente contra Jack Bauer, o que faz da gestão do tempo uma questão de vida ou morte para o agente da CTU.

- Esforçar-se para dar contribuições - O foco na contribuição é a chave da eficácia. Significa transferir a atenção do profissional de sua própria função, de sua especialidade específica, para o desempenho da empresa como um todo. Drucker recomenda que se faça sempre a seguinte reflexão: "que tipo de contribuição posso oferecer que afetará de forma significativa o desempenho e os resultados da empresa em que trabalho?". Bauer tem uma clara noção do todo. O personagem nunca se esquiva de uma missão importante com a desculpa de que "isso não faz parte do meu trabalho, não sou pago para isso".

- Tornar produtivos os pontos fortes da organização - Nada se constrói sobre a fraqueza e, para conseguir resultados, devemos usar todas as forças disponíveis - a dos colegas, a dos superiores e a nossa própria. O executivo eficaz não toma decisões sobre pessoal para diminuir fraquezas, e sim para aumentar a força da empresa. Nesse ponto, o personagem de Jack Bauer encarna o verdadeiro gerente eficaz de Drucker. Bauer costuma tomar a frente das operações, faz questão de trabalhar apenas com os seus melhores colegas (e respeita e reconhece as competências de cada um), questiona e influencia a ordem de seus superiores - o que inclui até mesmo o presidente dos Estados Unidos! - e, por fim, tem consciência de seus próprios pontos fortes e os coloca totalmente à serviço da "organização" (no caso, a CTU e os EUA).

- Concentrar seus esforços nas tarefas mais importantes para atingir resultados - Um dos segredos da eficácia reside na concentração dos esforços. Primeiro o mais importante. Devemos saber lidar com a realidade de que sempre há mais coisas a fazer do que tempo disponível para realizá-las. Para sermos eficazes, devemos saber estabelecer prioridades e, também, posterioridades - aquelas tarefas que adiamos ou até mesmo abandonamos. Jack Bauer é um mestre nessa prática. Uma das 24 frases mais ditas em todas as temporadas da série é justamente "I don't have time for this!" ("não tenho tempo para isso!"). Bauer, inclusive, costuma passar por cima de algumas normas e regras burocráticas que podem travar e comprometer o cumprimento de suas missões (um alerta: não tente fazer isso na sua organização!).

- Tomar decisões eficazes - Drucker observa que a decisão certa exige tanto análise quanto coragem. Cada decisão é um julgamento de risco: é um comprometimento de recursos presentes com um futuro incerto e desconhecido. Se o processo de tomada de decisão for cuidadosamente observado e as medidas necessárias forem tomadas, diminui-se o risco e aumenta-se a chance da decisão ser bem-sucedida. Todas as decisões de Bauer são extremamente difíceis e arriscadas, mas o personagem tem consciência de sua importância e não sucumbe com o peso de seu fardo - e não se exime de tomá-las, mesmo que tenha que arcar com severas consequências posteriormente.

"A eficácia dos gerentes é a nossa maior esperança para tornar a sociedade moderna economicamente produtiva e socialmente viável". Peter Drucker

Jack Bauer
I don't have time for this!

Antes que atirem a primeira pedra, quero deixar claro que devemos guardar as devidas proporções nessa comparação. Jack Bauer é um personagem fictício de uma (viciante) série de televisão. Seus fins sempre justificam seus meios nada ortodoxos. As situações impostas pelos roteiristas sempre colocam Jack entre a cruz e a espada com dilemas morais e éticos complexos do tipo "justifica-se torturar alguém para obter uma informação capaz de salvar milhares de pessoas?". Gostaria que o leitor, sinceramente, não tomasse esse exemplos para condenar o pobre Jack Bauer e esse seu humilde fã que vos escreve. É importante lembrar que Jack Bauer jamais saiu aplaudido ao final das 24 horas. Pelo contrário, no último episódio seus problemas sempre recomeçam... tic-tac, tic-tac, tic-tac.

por:Leandro Vieira

Efetividade da Ação Gerencial

Os novos tempos exigem uma nova postura gerencial. Bons gerentes respondem com eficácia à velocidade das mudanças!

Quando um gerente falha, com certeza não está valorizando um dos 4 principais focos que devem orientar sua ação:

1) Ter em mente a importância do seu papel
2) Obter comprometimento/envolvimento da equipe
3) Alcançar os resultados previstos pela alta administração do negócio
4) Implementar Inovações

O gerente que objetiva melhorar seu desempenho profissional, sempre pensa: o que devo fazer para atuar de forma eficaz? A resposta a esta pergunta, muitas vezes é simples, mas exige muito empenho, dedicação e uma boa visão conceitual que sirva de embasamento para a prática do dia-a-dia. Antes de tudo, é preciso uma clara consciência do papel gerencial. Gerentes existem para implementar mudanças. A mudança é tão importante que se existe algum lugar o­nde não se possa implementar mudança alguma, ali não se precisa de um gerente!

As mudanças devem ser entendidas no sentido de transformações. As mudanças que transformam, isto é, inovam, podem ocorrer nas estratégias, nos sistemas e processos de trabalho e na mentalidade da equipe e elas sempre advém de uma decisão. De todos estes aspectos, o mais difícil é, seguramente, a mudança da mentalidade das pessoas. A tendência natural para a acomodação de alguns, do medo e da falta de comprometimento com os objetivos são os grandes obstáculos. Os gerentes devem adquirir uma profunda percepção do que motiva funcionários. O gerente que busca a efetividade de suas ações deve criar uma visão que, uma vez compartilhada pela equipe norteia e orienta todas as ações do grupo.

Gerentes existem para pensar, decidir, mudar. Gerentes eficazes, antes de tudo, são pessoas que mantêm acesa a chama do questionamento. Questionam os membros da equipe, questionam a respeitos das situações e eventos, sobre tendências dos negócios e, principalmente, questionam a si próprios.

Perguntas fundamentais

Por que fazemos isso?
Por que dessa maneira?
Quais são as alternativas?
Quanto custa?
Por que os custos estão tão altos?
Por que não inovamos?
O que pode ser feito?
O que está acontecendo lá fora que pode ajudar/atrapalhar?
Que resultados esperam de mim?
Quais são as grandes tendências?
Quais são as oportunidades?

As perguntas servem para fazer pensar, levantar hipóteses, descobrir caminhos, identificar oportunidades e detectar problemas. Na verdade, são as respostas que contam. Mas quando não fazemos as perguntas certas e relevantes não obtemos as melhores respostas. Com as respostas e as informações coletadas pode-se mais facilmente encontrar os melhores caminhos para decidir,implementar e acompanhar os resultados.

Um gerente eficaz sabe que gerência trata do amanhã, não do o­ntem. Pois não há nada que possa ser feito em relação ao passado. O amanhã diz respeito àquilo que deve ser feito. O que deve ser feito, é determinado pelo ambiente externo - o que os concorrentes podem fazer, quais serão as prováveis reações dos clientes, quais são as grandes tendências. ?O sucesso está nas mãos daqueles que encaram a função com a paixão do artista e a precisão do cientista? (T. levitt).
 
por: Lupércio Hilsdorf

Reconheça Méritos e Compartilhe Vitórias

Existem muitas coisas a melhorar dentro do universo corporativo para que possamos conciliar humanização e resultados.

Uma das fundamentais mudanças a serem implantadas diz respeito a como lidar com méritos, frustrações, vitórias e derrotas. Estas quatro realidades são indissociáveis da realidade competitiva dentro ou fora do mundo corporativo.

Atingir a excelência neste quesito equivale a compreender que a empresa deve investir sim no capital intelectual, mas sem esquecer-se que as pessoas não crescem apenas pela via do intelecto. Por mais racional que seja o comportamento de um profissional ou equipe, ele sempre terá seus componentes emocionais. Muitas vezes a própria racionalidade extremada de alguém no fundo reflete um mecanismo de defesa de ordem emocional. O indivíduo utiliza o escudo da razão por sentir que nele residem suas forças e este escudo protege suas fraquezas emocionais, características de todo ser humano.

Vencer a maneira muitas vezes equivocada com que lidamos com méritos, frustrações, vitórias e derrotas requer mudança de processos, crenças, valores, cultura e, sobretudo, mudança interior.

Exaustivas pesquisas, em diversas partes do mundo, já evidenciaram que o reconhecimento por um trabalho bem feito é o mais alto motivador e fator de resultados na performance de um profissional!

Resta refletirmos sobre o que é e como se demonstra o reconhecimento sob a ótica de quem o recebe, lembrando que em comunicação, mensagem é o que o outro entendeu e não o que queríamos dizer.

A grande maioria das pessoas exercendo papel de liderança não compreende, a não ser superficialmente, o poder potencializado em reconhecimento e recompensas (nem sempre materiais).

De fato, estima-se que apenas 33% dos líderes e administradores declaram eles mesmos terem vivido uma experiência corporativa o­nde puderam receber reconhecimento relevante.

Confunde-se muito a questão de reconhecimento com as questões que envolvam valores monetários, os quais são importantes, mas não são únicos e se forem oferecidos sem os demais que vamos brevemente apresentar, serão rapidamente esquecidos.

Recompensas em dinheiro são importantes para os funcionários, mas o que tende efetivamente a motivá-los é um sentimento de reconhecimento pelo trabalho bem feito e uma agradável sensação de sentirem-se apreciados.

Lembra-se da regra clássica de ouro: ''Se você pretende que alguém lhe surpreenda com um comportamento exemplar, dê a esta pessoa uma alta reputação a zelar!''.

A motivação proveniente de reconhecimento e premiações será incrivelmente mais efetiva se a forma como ela for oferecida criar uma atmosfera e uma história que o funcionário possa ter prazer em contar a sua família, amigos e colegas nos anos que virão!

Este laço emocional é que torna algo inesquecível, na sua ausência vale a máxima filosófica:

''Nada se esquece mais rápido que um benefício.''

Lembre-se que se você está na liderança, você é quem reforça comportamentos e resultados!

Existem recompensas formais e informais, materiais e não materiais. Procure refletir sobre isso.

De maneira geral vale lembrar destas regras simples:

1) Ajuste o reconhecimento e a premiação ao estilo de quem vai recebê-lo. Respeite as características pessoais e torne-as suas aliadas para criar um momento significativo para a pessoa.

2) Ajuste o reconhecimento e a premiação ao resultado que lhe deu origem. Não supervalorize resultados pequenos nem subvalorize resultados significativos. Demonstre um claro sentimento de justiça.

3) Seja específico e aja no momento certo. Para ser efetivas as recompensas e reconhecimentos devem ser oferecidos os mais próximos possíveis das realizações. Recompensas que vem meses depois do resultado agregam pouquíssimo valor para que o comportamento de sucesso se mantenha e receba uma dose extra de motivação. Deixe claro qual quesito específico você está reconhecendo e premiando. Você pode estar premiando um vendedor por sua excelente performance (quantitativa) em vendas, mas o mesmo vendedor vem trabalhando superficialmente muitos itens do portfólio e colaborando pouco como marketing na distribuição de material de merchandising. Se você não for específico ele vai achar que você está premiando o comportamento dele como um todo e todas as carências dele vão migrar para uma área de conforto de difícil solução.

Estas são algumas particularidades que podem contribuir para que você e sua empresa possam oferecer reconhecimento e premiações efetivas para seus colaboradores/talentos.

Some a elas uma regra de ouro dos grandes líderes:

''Devo assumir a maior parcela de responsabilidade por qualquer insucesso ou equívoco realizado por minha equipe. Todos os méritos e vitórias devem ser compartilhados, pois não me pertencem e sim à equipe!''

por: Carlos Hilsdorf

Gestão do Medo

Tudo que você não controla, controla você. Um dos grandes inimigos dos avanços de carreira é o medo, sobretudo o medo de perder aquilo que você já conquistou.

É comum que pessoas em começo de carreira almejem desafios e projetos audaciosos para demonstrarem seu valor e conquistarem seu espaço, mas depois de sucessivas vitórias, depois que alcançam sucesso e um patrimônio moral na profissão, tornam-se temerárias. Quando temos uma biografia repleta de sucessos é comum cairmos na ilusão da nossa impossibilidade de errar na tentativa de não macular nosso 'currículo de acertos''.

É exatamente neste ponto o­nde estagnamos nossas carreiras. Este ''patrimônio'' a zelar nos torna menos ousados e mais defensivos, comprometendo nossas reais possibilidades futuras. Ocorre o mesmo que no futebol, times que se preocupam somente em defender-se e em ''administrar a vantagem'' costumeiramente perdem os jogos frente aos times que ''não tendo nada a perder'', partem com tudo para o ataque.

Tudo que você não controla (administra), controla você. Em um planejamento estratégico de carreira é necessário contemplar as questões do seu desenvolvimento emocional, da sua evolução em termos da administração de si mesmo, de sua personalidade e temperamento.

Sua carreira é antes de tudo, você!

É você superando obstáculos e desafios e, sobretudo, se auto-superando. Esquecer isso equivale a se esconder, a se tornar low profile e, com isso, minar as suas reais possibilidades de crescimento.
O medo possui uma característica muito particular: aumenta quando você procura disfarçá-lo e só desaparece depois que você desenvolve uma disciplina de enfrentamento contínuo por um razoável período de tempo.
Em seu plano de carreira, considere o que você pretende realizar nos próximos cinco anos em termos de:
  • Produtividade, trabalho prazeroso
  • Máximo desenvolvimento das suas habilidades e competências
  • Equilíbrio emocional compartilhado (amor, família)

Cada um destes itens vai apresentar a você seus particulares tipos de medo:
  • o   medo da rotina, do tédio, da produtividade decrescente.
  • o   medo dos seus limites e limitações pessoais, até o­nde realmente pode   chegar a sua competência.
  • o   medo de ser feliz ou perder quem você ama.
Lembre-se, tudo que você não controla, controla você. Se em seu plano de carreira você pensar mais na carreira que em ''você na carreira'', poderá perder-se em um doloroso labirinto.

Para administrar seus medos, primeiro você precisa admiti-los, depois conhecê-los melhor e, por último, enfrentá-los. Embora esta seja uma tarefa pessoal e intransferível, você não poderá realizá-la sozinho. Como disse Ernest Hemingway, ''nenhum homem é uma ilha''. Conte com o auxílio das outras pessoas, ouça as críticas e feedbacks. Sua imagem de si mesmo será tanto melhor quanto melhor for a qualidade do espelho o­nde você estiver se observando e este espelho são as pessoas com as quais você se relaciona.

Sucesso é um esporte coletivo, não tente alcançá-lo sozinho porque mesmo que você pudesse consegui-lo a solidão seria insuportável e insustentável.

Não tenha medo de se decepcionar novamente com as pessoas, isso certamente vai acontecer, assim como muitas pessoas também irão se decepcionar com você. O mundo ao nosso redor é feito de expectativas e nós somos pessoas reais, vivendo uma vida real, repleta de desafios e imperfeições a serem enfrentadas. Tenha medo! Ter medo é natural, mas administre seu medo para que ele não controle você. Você é o administrador de sua vida. As circunstâncias são apenas o contexto, a estratégia é sua!

por: Carlos Hilsdorf

Aprenda a delegar

Nenhum administrador, diretor, gerente ou supervisor é uma ilha. O sucesso de toda e qualquer liderança reside no aproveitamento de times e equipes compostos por pessoas diferentes trabalhando com um conjunto de objetivos e metas compartilhadas.

Nenhuma empresa será suficientemente rápida se seus colaboradores tenderem a centralizar e a fazer tudo por si mesmo.

A ''não delegação'' é uma âncora muito pesada para toda e qualquer empresa, uma ''âncora'' que freqüentemente termina afundando a embarcação.

Delegar não é apenas eleger alguém a quem você passará determinada tarefa ou missão. Delegar não é livrar-se de algo transferindo este algo para alguém. Delegar é fazer as coisas acontecerem através de outras pessoas.

Ao delegar precisamos fornecer às pessoas:

1. Uma direção, um norte: para que saibam para o­nde ir.

2. A autoridade, o aval: para que tenham o poder de prosseguir.

3. Os meios e as condições necessárias: para que possam concluir o que lhes foi solicitado.

Uma das características mais importantes na avaliação da alta performance para cargos de decisão e liderança consiste justamente em verificar se o profissional em questão consegue fazer as coisas acontecerem através do trabalho de outras pessoas!

A incapacidade de delegar é um atalho para ser desligado de qualquer participação relevante dentro de uma empresa.

Se você não delega ações importantes para seus colaboradores está incorrendo em graves erros:

1. Perdendo a oportunidade de testar o desempenho deles, não sabendo com quem contar diante dos maiores desafios.

2. Acostumando seus colaboradores a viverem dentro de uma zona de conforto. Qualquer solicitação adicional sua passa a ser percebida como ''excesso'' ou ''abuso'' e recebida com insatisfação.

3. Minando suas possibilidades de promoção, porque não delegando, você não prepara ninguém para substituí-lo e decreta sua permanência no mesmo cargo, na mesma função, freqüentemente no mesmo patamar de remuneração (a competência da delegação está diretamente relacionada com o nível de remuneração dos profissionais no mundo corporativo. Quem delega melhor, ganha melhor).

Não aprender a delegar é jogar contra si mesmo. Não delegar bem é sabotar a própria carreira!
Delegue com excelência, agilize resultados e cresça em sua carreira.

Para delegar melhor:

1.Compreenda o seu verdadeiro papel na empresa ou organização. Por exemplo, se você é um empresário deve dedicar-se à estratégia e à construção do futuro e não à outras atividades rotineiras e tarefeiras que pode e deve delegar. 

2.Dedique-se a fazer aquilo que é realmente de sua competência e que não pode ou não deve ser realizado por outro profissional. 

3.Aplique o melhor de sua expertise na área da sua expertise. 

4.Entenda que quando você delega, você está aguardando pelos resultados! Os caminhos utilizados por outros profissionais para obtê-los não necessariamente serão semelhantes aos seus. Desde que sejam éticos, caminhos diferentes são bem vindos se alcançam os resultados desejados. 

5.Delegar implica colaboração, acompanhamento e feedback. Quando você delega, a ação está só começando, não terminando. 

6.Escolha a pessoa certa para a tarefa certa. Muitas pessoas com tendência centralizadora desistem de delegar porque em tentativas anteriores escolheram a pessoa errada para a tarefa e obtiveram frustração com a tentativa. Como tudo na vida, se você delegar mal, vai dar errado! 

7.Quando você não tem o hábito de delegar, comece aos poucos. Delegue primeiro pequenas tarefas, conheça a performance das pessoas a quem você está delegando e vá subindo o grau de responsabilidade das tarefas delegadas até ficar somente com aquilo que deve caber essencialmente à sua competência! 

8.Assim como você, as pessoas não acertam sempre. Lembre-se disso! Aproveite os erros e enganos para treinar as pessoas para desempenhar melhor suas atribuições. 

9.Reconheça sempre que alguém fizer um bom trabalho, especialmente quando suas expectativas forem superadas e o resultado for, até mesmo, superior ao que você teria obtido na realização da tarefa. Se você estiver cercado pela equipe correta isso deve ocorrer com certa freqüência. 

10.Aprenda com as pessoas a delegar melhor, quando elas falham, além de dizerem algo sobre si mesmas elas estão dizendo muito sobre a liderança que delegou a tarefa.


por: Carlos Hilsdorf

10 Dicas para o seu Marketing Pessoal


Todo e qualquer profissional para ter sucesso precisa que o seu valor seja efetivamente percebido por seus clientes e pelo mercado em geral. Para que isso ocorra precisamos ir além das competências que compõe o nosso perfil profissional e utilizarmos técnicas de comunicação e marketing. O marketing pessoal não é um culto ao ego ou à vaidade pessoal, é uma necessidade profissional. Excelentes profissionais têm seu reconhecimento e sua demanda subestimados pelo mercado por deixarem de lado o seu marketing pessoal. Não devemos confundir humildade com anonimato. É perfeitamente possível ser reconhecido por seus valores humanos e profissionais sem com isso perder a humildade. Todos nós temos uma contribuição humana e profissional para oferecer ao mundo. Quanto maior o número de pessoas para as quais possamos oferecer nossas contribuições, melhor. Veja abaixo 10 dicas importantes sobre Marketing Pessoal:
  1. Lembre-se que seu marketing pessoal tem o poder de transformar seu talento em oportunidades. Um Gênio sem marketing pessoal é um gênio desconhecido.
  2. Se você está começando uma carreira ou uma nova etapa, demonstre toda a sua disposição para aprender com todas as pessoas e situações. Deixe sempre bem claro o quanto é importante para você aprender com as pessoas e com a empresa.
  3. Descubra o ponto mais marcante da sua personalidade, sua maneira de se comunicar, sua alegria, seu bom senso, etc. Foque a ''divulgação'' deste seu ponto marcante, ele será pra você o que uma marca é para uma empresa. Com o tempo, a sua ?marca pessoal? ficará conhecida e desejada por este e por outros atributos que o tempo vai mostrar.
  4. ''Dress to impress'' esta expressão do mercado corporativo americano possui o seguinte significado: ''vista-se para ser visto''. Sem exageros, sem extravagância, com discrição, mas desenvolvendo um estilo pessoal facilmente reconhecível. Estilo é tudo! Vista-se de maneira a que a sua presença seja agradável aos olhos. Como seres humanos somos muito atraídos pela beleza. Não há nada errado em ser bela desde que você não reduza apenas à beleza as suas potencialidades diante da vida.
  5. Mostre o seu lado ''solucionador de problemas''. Sempre que surgir uma dificuldade ou um problema dentro da equipe a que você pertence, pergunte-se: ''o que eu posso fazer por isso?''. Sempre que você ajudar a resolver um problema você estará inserindo sua marca pessoal na lembrança das pessoas.
  6. Entregue sempre um resultado superior ao esperado. Dedique-se a superar as expectativas das pessoas. Sempre que algo lhe for solicitado pergunte-se: ''Qual é a melhor maneira pela qual eu posso realizar o que me foi pedido?'', '''Eu posso superar as expectativas com respeito ao meu desempenho e o cumprimento da tarefa?'' Realize com qualidade ampliada, procure sempre olhar além da solicitação.
  7. Onde a maioria das pessoas fica parada por falta de recursos, IMPROVISE. Use sua criatividade para, diante de poucos recursos, desenvolver a melhor solução possível frente a um desafio. As pessoas mais bem colocadas no mundo dos negócios ousaram improvisar muitas vezes.
  8. Construa vários networks. Dedique-se a formar diferentes redes de relacionamentos dentro e fora da empresa. Através dos relacionamentos conhecemos e somos conhecidos, reconhecemos e somos reconhecidos e, principalmente, compartilhamos interesses comuns. Identifique quais são as áreas de interesse que aproximam você de outras pessoas: música, literatura, cinema, hobbies, esportes, competência técnica, etc. Aproxime-se das pessoas, construa relacionamentos de longo prazo.
  9. Cultive sua ética e sua honestidade de forma inabalável. A vida testa você! Caminhos não éticos são atalhos que conduzem a abismos! Uma atitude não ética acaba com o seu maior patrimônio: sua integridade. Quando a falta de ética passa a fazer parte da marca pessoal de alguém, esta pessoa somente será usada por outras igualmente não-éticas até o momento em que for conveniente abandoná-la e deixá-la pagar a ''conta''. Não ceda!
  10. Vivemos em uma era de muita competitividade e muita pressão, por isso resistência física, mental  e emocional são fundamentais. Isto significa: cuide do corpo, da mente e do espírito. Fortaleça-se nos três níveis, assim quando as pessoas estiverem fisicamente esgotadas você ainda terá fôlego extra - ponto para o seu marketing pessoal. Quando elas estiverem cansadas demais pra pensar em soluções você ainda terá criatividade de sobra para dar idéias - mais 1 ponto para o seu marketing pessoal. E, quando as pessoas estiverem com raiva ou depressão, você manterá a paz e a vontade de viver - ponto para a vida, e para o seu marketing pessoal, também.
por: Carlos Hilsdorf

Atendimento e Excelência


Atendimento continua a ser a grande questão mal resolvida na vida dos profissionais e empresas. A maior causa dos problemas crônicos com atendimento é proveniente de ilusões simples, mas extremamente comuns, e da falta da utilização de uma metodologia que contemple um check-list básico para a solução do problema do cliente.
Duas das principais ilusões que prejudicam o atendimento são:

1) Confundir atendimento com tratamento.
 
É muito comum que diante de uma reclamação de baixa performance em atendimento as pessoas se sintam indignadas e digam: - ''Mas eu sempre tratei tão bem este cliente (seja interno ou externo), sempre lhe dei tanta atenção...''
Aqui está nosso primeiro foco de reflexão: tratamento e atendimento são coisas diferentes. Um bom atendimento contém um bom relacionamento e contém atenção, porém, atenção e tratamento (relacionamento interpessoal), sozinhos, não são sinônimos de um bom atendimento.

2) Dar aos outros aquilo que pensamos que eles precisam 
Esta é outra ilusão muito comum, acreditamos estar atendendo bem às solicitações que recebemos porque estamos entregando aquilo que supomos ser o que o cliente realmente precisa. Há uma grande diferença entre o que as pessoas pensam e dizem necessitar e o que efetivamente precisam.

Soluções para estas duas ilusões básicas:

a) Compreender que tratamento é apenas a parte relacional do atendimento, se ela falhar o atendimento falha, mas se somente ela funcionar o atendimento também falhará. Além da necessidade de relacionamento, clientes possuem necessidades objetivas e diretamente ligadas com os aspectos tangíveis do problema. Estas necessidades precisam ser o foco da solução oferecida pelo atendimento, o relacionamento é a ''embalagem'' com a qual revestimos o verdadeiro ''produto'' que é a solução. Demonstrar atenção e não oferecer a solução adequada só prejudica a relação e piora a percepção da qualidade do atendimento.

b) Para fazer um bom atendimento temos que diagnosticar a necessidade declarada, e a necessidade real, e checar se a solução que estamos entregando está sendo percebida pelo cliente como uma solução efetiva, tanto para a necessidade real quanto para a declarada. Além de oferecer a solução adequada, precisamos trabalhar a percepção do cliente para o quanto esta solução está adequada às suas necessidades, é necessário:

- Prepará-lo para entender qual é o problema real e;
- Ajudá-lo a perceber a qualidade da solução que estamos oferecendo a ele.

Se você oferecer a solução adequada, mas não trabalhar seu cliente para perceber o valor desta solução, ele se sentirá mal atendido. Por quê? Por uma razão simples, suas expectativas não foram atendidas. Vale lembrar que no curto prazo, quando oferecemos uma solução diferente daquela que o cliente visualizava como ideal, se não trabalharmos a sua percepção de maneira efetiva, ele se sentirá sempre mal atendido.
As expectativas das pessoas são maiores que seus problemas!

Check List Básico para um Atendimento Eficaz
1. Identifique claramente o problema declarado e o problema real, na maioria das vezes eles são diferentes.

2. Pergunte-se sobre ''o quê'' o cliente quer e ''como'' ele quer. Isso equivale a avaliar a queixa, o problema e a expectativa de solução que o cliente tem em mente.

3. Reavalie se você realmente compreendeu a percepção do cliente com relação ao problema.

4. Verifique quais são as melhores soluções possíveis e viáveis para atender às necessidades do cliente. Procure, sempre que possível, atender tanto ao problema real quanto ao declarado.

5. Interagindo de maneira positiva através de um relacionamento de qualidade (baseado em verdadeira empatia e em uma comunicação clara, educada e amável), analise o problema junto com seu cliente para que ele possa perceber possíveis diferenças entre o problema que ele acha que tem e o problema que ele efetivamente tem.

6. Tendo o cliente compreendido qual é o problema real, apresente a ele as soluções disponíveis, ou, quando necessário, negocie um tempo para providenciar novas e melhores soluções.

7. Estando com a melhor solução definida apresente-a ao seu cliente, lembrando-se de valorizar a maneira pela qual o problema será solucionado, conscientizando-o de que esta é a melhor solução (em certas ocasiões, ao menos temporariamente).

8. Certifique-se que o cliente efetivamente compreendeu a solução e a sua adequação; e faça com ele um acordo (mesmo que informal) sobre o comprometimento dele para com as soluções apresentadas. Deixe muito claro ao cliente a parte da solução que está sobre a responsabilidade dele.

9. Não se deixe iludir com a idéia: solução apresentada, problema resolvido. A solução pode não ser adequada; pode ser somente temporariamente adequada; o cliente pode achar que entendeu, mas depois demonstrar descontentamento e; os problemas evoluem, a solução pode ter sido apresentada tarde demais e agora o problema já é outro.

10. Acompanhe o grau de satisfação do cliente após a solução oferecida. Observe se são necessários ajustes por ambas as partes.

11. Em todas as fases do processo mantenha sempre em mente duas coisas fundamentais: relacionamento de alta qualidade, baseado no profundo respeito à pessoa humana e, um profundo respeito à importância que este cliente dá aos seus problemas, mesmo os aparentemente pequenos (na sua perspectiva).

12. Aja de maneira efetiva para encontrar a melhor solução para o problema no menor espaço de tempo possível.

13. Durante todo o processo da exposição do problema até a sua solução, quando mantiver contato com o cliente, manifeste que está trabalhando na solução solicitada. Se você não mantém contatos naturais com este cliente, faça um contato específico e relate que as providências foram tomadas para encontrar a solução do problema.

14. Lembre-se: as pessoas são mais importantes que os problemas, isso inclui você e o seu cliente.

15. Atender é fornecer a ''solução do problema'', dar ao cliente ''o que ele quer'' (a solução, não necessariamente como ele imagina) e o ''como ele quer'' (sentindo-se ouvido, respeitado, bem tratado e conseguindo entender a solução oferecida como uma solução digna e adequada).

por: Carlos Hilsdorf

Seja um gerente técnico, não o “expert sabe-tudo”

Deixar de ser o expert pode ser um verdadeiro desafio para a maioria dos gerentes tradicionais. Mas a verdade é que isso pode ter conseqüências muito positivas no ambiente de trabalho.

Uma das melhores idéias que já surgiram foi exatamente a de colocar os gerentes no papel de treinadores. Então, por que tão poucas empresas desfrutam desses benefícios? É porque gerentes conservadores desenvolveram hábitos difíceis de serem modificados. Além disso, principalmente na área de vendas, muitos gerentes foram promovidos porque eram excelentes vendedores, e não excelentes formadores de equipe.


É uma perda de tempo dos teóricos em liderança exigir dos gerentes tradicionais que se transformem em treinadores, se os próprios gerentes ainda se acharem no dever de serem experts. Eles não abandonarão tão facilmente os hábitos adquiridos em tantos anos de campo. Eles acham que tiveram sucesso e chegaram até ali porque:

- Têm todas as respostas;
- Nunca cometem erros;
- Encontram sempre uma solução;
- Dizem para os outros o que deve ser feito.

Esses gerentes tradicionais são geralmente direcionadores, instrutores, solucionadores de problemas e, muitas vezes, experts em controle. Esses comportamentos foram premiados e reforçados durante todos esses anos, e agora fazem parte da sua imagem e auto-estima. Questione os conhecimentos de algum desses profissionais e você descobrirá rapidamente como é importante para eles estarem sempre com razão.


Exemplo – Existe um fato muito simples e atraente para seduzir esses gerentes reservados a descerem do pedestal: é muito mais fácil não ser o expert. Como gerente expert, você é obrigado a ter todas as respostas, seja lá qual for a situação. Isso faz com que seu time fique testando-o constantemente. O problema dessa armadilha é que, se falhar um único teste que seja, você fica desacreditado para todo o resto. Dessa forma, sua credibilidade pode sofrer uma queda dolorosa e constrangedora.


Egos focados em ter todas as respostas não dão muito espaço para cometer erros e aprender com eles. Se esse for o exemplo de liderança a ser imitado pela sua equipe, você acabará com um time medroso, sem iniciativa para experimentar, constantemente discutindo sobre o que é certo e o que é errado.


O exemplo que você dá tem um poder imenso. Seu pessoal vai seguir o comportamento que você tiver. Que tipo de modelo de aprendizagem você está demonstrando? Existe muito mais sucesso quando ela é realizada através da curiosidade e do interesse.

Líderes que modelam esses aspectos e que discutem abertamente seus erros, seu aprendizado e seus objetivos, acabam estabelecendo através do exemplo uma cultura de aprendizado.


Benefícios – Você se encontrará em excelente companhia ao fazer questionamentos como técnico e professor. Os membros de sua equipe vão acreditar e se sentir emocionalmente mais ligados às idéias que forem assimiladas dessa maneira, mais que qualquer outra coisa que você possa fazer. E o que é melhor: eles continuarão pensando e se desenvolvendo mesmo quando você não estiver presente.
Acabar com o papel do expert significa que você pode relaxar e não ter de se preocupar em ter todas as respostas, porque agora é você quem faz as perguntas. As pessoas com as quais você trabalha aprenderão através da descoberta de suas próprias respostas para as perguntas que você fizer.

por: Raúl Candeloro

A importância do líder comunicador

No ambiente corporativo, a comunicação é o fator essencial na hora de atingir metas e alcançar resultados. A boa comunicação entre a equipe favorece o andamento das atividades e o líder comunicador tende a sustentar com maior facilidade um grupo estruturado e eficiente.

Uma recente pesquisa realizada pela sexta edição do Estudo de Benchmarking em Gestão de Projetos, desenvolvido pelo Project Management Institute Brasil (PMI), comprovou que em 76% das empresas pesquisadas, o problema com a comunicação é o principal motivo pelo fracasso dos projetos. A pesquisa também aponta que fracassar em um empreendimento é perder muito dinheiro, pois, para 46% dos empreendimentos o investimento foi de 1 a 10 milhões de reais no setor de projetos.

Esses dados refletem um problema que, por parecer simples, quando deixado de lado, pode se tornar o motivo da queda de uma organização. A maioria das empresas ainda sofrem com grandes falhas na comunicação, e o problemas nem sempre estão ligados às ferramentas utilizadas para trabalhar com os colaboradores internos.

Muitas vezes, o modo como essa comunicação é trabalhada por seus lideres e gestores é o principal fator que declina a qualidade da troca de informações para otimizar o trabalho dentro de uma organização.

Lembre-se que as formas de comunicação podem ser expressivas, verbais e não verbais e, se expressada de maneira entendível, é possível que essa troca de informações gere um relacionamento mutuo com o próximo. Por isso, o primeiro conceito fundamental de importância no sucesso da comunicação, ligado a idealização de inteligência emocional, é a flexibilidade comunicativa, a capacidade e a intenção do comunicador de entender e se adaptar ao contexto situacional do interlocutor.

É importante lembrar que o nosso corpo também fala. A linguagem corporal é uma ferramenta que pode deixar a troca de informações mais natural. Ouvir o nosso corpo e as emoções que ele manifesta significa escutar um conselheiro com uma experiência muito maior do que a razão e a lógica e não há nada de errado com isso, pois os seres humanos são seres emocionais.

Portanto, para liderar uma equipe com sucesso, é fundamental que o líder tenha uma comunicação eficaz, do contrário, a empresa correrá o risco de seu planejamento não sair do papel. Sobretudo, o líder tende a exercer influência sobre a sua equipe, e, para isso, a habilidade em comunicar e fazer-se entender é essencial para o sucesso do grupo.

É muito importante saber e estar consciente daquilo que "tornamos comum" e de como fazemos isso através da nossa linguagem verbal e não verbal, ou seja, a maneira como nos comunicamos reflete o que pensamos e condiciona nosso comportamento. Assim, ao utilizar a comunicação de forma eficaz, sua empresa possivelmente passará longe do índice de negócios que não deram certo pela falta de clareza em suas trocas de informações.


por: Eduardo Shinyashiki

Qual é o seu plano de carreira?

Há dois tipos de pessoas nas empresas: as que vivem do plano de carreira que a empresa lhes oferece e as que constroem o seu próprio plano.

Em qual destes grupos você está? A resposta a esta pergunta define suas possibilidades futuras.

Dependendo do tamanho e da filosofia da empresa para a qual você aluga seu tempo, cérebro e talento, ela possuirá ou não um plano de carreira. Claro que as melhores empresas, independentemente do seu tamanho, têm pelo menos uma clara orientação neste sentido. Afinal, se você tem talento e é empreendedor(a), só continuará trabalhando para ela se as perspectivas futuras forem bastante interessantes.

Suponha que você trabalhe em uma empresa que, entre outros benefícios, lhe oferece um excelente plano de carreira. Minha pergunta é:

Será que você não tem um plano melhor?

O que eu quero dizer com isso é que os planos de carreira oferecidos pelas empresas se baseiam em uma ótica linear de oportunidades, ou seja, eles pressupõem que você vai, ao longo do tempo, galgando condições melhores à medida que evolui como profissional. Estes planos, necessariamente consideram um tipo de expectativa com relação à velocidade com que você aprende e a que cargos você poderá chegar tendo como pré-requisito sua posição atual. Isto é lógico e compreensível, mas muito embora estes planos possam ser excelentes, eu volto a lhe perguntar:

Será que você não tem um plano melhor?

Será que você não pode aprender mais rápido e ousar posições mais elevadas dentro da organização? Será que você, ao contrário de seguir um plano linear não pode dar uma espécie de salto quântico?

Existem muitos planos para a sua carreira: seu marido ou esposa tem um que consideram o ideal para você. Seu chefe tem outro, seus colegas de trabalho têm outro, a empresa, institucionalmente, prevê um modelo, e assim sucessivamente, mas...

Será que você não tem um plano melhor?

Todos podem observar de onde você vai partir, mas pouquíssimos podem imaginar onde você pode chegar, e isto inclui você!

Em 1868, nascia em plena Inglaterra vitoriana, conhecida por seu exacerbado conservadorismo, uma mulher chamada Gertrude Bell. A sociedade vitoriana tinha um “plano de carreira” para ela. Caso Gertrude se permitisse tornar produto do meio em que vivia, seria uma dama recatada, sexualmente reprimida e sem nenhuma expressão política. Mas Gertrudes ousou e elaborou um plano melhor tornando-se a primeira mulher a receber o prêmio de primeiro lugar em História Moderna da Universidade de Oxford, e ainda:

  • Deu a volta ao mundo duas vezes.
  •  Era esgrimista de primeira categoria e Montanhista.
  •  Foi a primeira mulher a escalar o Engelhorn na Suíça.
  •  Aos 23 anos de idade visitou a Pérsia desenvolvendo fluência no idioma, estudou antropologia e realizou inúmeras descobertas arqueológicas.
  •  Durante a Primeira Guerra Mundial, por ser profunda conhecedora do universo árabe, foi designada para o Serviço de Inteligência Britânica.
  •  Tomou parte na força expedicionária da Mesopotâmia.
  •  Foi indicada por Winston Churchill como Secretária de Assuntos Orientais junto à Comissão do Alto Comando no Iraque.
  •  Foi a única mulher a participar da conferência no Cairo sobre o futuro da Mesopotâmia (Irã e Iraque).

Gertrude ousou não seguir o “plano de carreira” que a sociedade vitoriana oferecia às suas mulheres. Gertrude preferiu escrever uma nova história a ler a roteiro que lhe ofereciam.

Ninguém poderia imaginar aonde ela chegaria, nem mesmo ela. Ela deu verdadeiros saltos quânticos, e passou por cima de inúmeros homens brilhantes - que seguiam seu plano de carreira político e acadêmico - e da imensa maioria das mulheres da sua época.

Gertrude deu a si mesmo alternativas, ousou construir seu próprio plano de vida seguindo seu coração, e não modelos pré-estabelecidos.

Seguir um plano de carreira pode significar para algumas pessoas não atingir na plenitude o seu potencial, deixando de escrever sua própria história para adaptar-se a um modelo desenvolvido por outras pessoas. Pode significar estacionar na gerência enquanto você tem competência para a presidência,. Neste caso todos perdem!

As empresas oferecem um plano de carreira para que você saiba que ela se preocupa com o seu futuro profissional, mas isto não quer dizer que esta alternativa seja a única e nem a melhor, é apenas uma das inúmeras possibilidades.

Trabalhe buscando a excelência e a alta performance, ampliando seus horizontes e buscando intensamente a sua auto-realização.

Considere o plano de carreira oferecido pela empresa como a expectativa linear do desenvolvimento da sua carreira, mas dedique-se a realizar seu salto quântico, superando as melhores expectativas a seu respeito e, jamais esqueça a cada conquista de considerar que:

Com certeza você tem um plano ainda melhor!

por: Carlos Hilsdorf

Entrevista sobre Liderança e Equipes de Alta performance



1 - Em seu entender, hoje a competividade entre as organizações e a globalização dos negócios faz os grandes talentos assumirem cada vez mais importância ou, pelo contrário são as pessoas com grande sentido de humildade e com vontade de aprender cada vez mais que marcam a diferença?

Vivemos em um mundo complexo, o­nde coisas, aparentemente, paradoxais acontecem simultaneamente e com muita frequência. O aumento exponencial da competitividade, oriunda em parte da globalização, oferece grandes oportunidades para diferentes tipos de "grandes talentos" que podemos dividir em dois subtipos básicos: os "grandes talentos" dotados de humildade e os "grandes talentos" destituidos de humildade.

Talento e humildade não necessariamente se desenvolvem juntos. Muitas pessoas talentosas possuem problemas de personalidade e outras particularidades psíquicas que as fazem agir de maneira arrogante para esconder seus medos e fraquezas. Todo arrogante é um fraco disfarçado de forte!

Mas, empresas vivem de resultados e se uma pessoa consegue trazer resultados apesar de sua arrogância, terá espaço! Importante observar que sucesso é esporte coletivo e que vivemos na maioria dos negócios situações que dependem intensamente da qualidade do trabalho em equipe. Assim, os talentosos arrogantes mantêm seus postos enquanto (e somente enquanto) um grande talento possuidor de humildade não for encontrado para substituí-lo e proporcionar melhores condições de relacionamento e resultado com a equipe.

Importante ressaltar que humildade não é "ser menos" que os outros, é saber que não somos "mais que ninguém"!

Quanto ao aprendizado, ele é necessariamente contínuo para todos e deve ocorrer cada vez mais rápido. Precisamos aprender a aprender mais rápido que nossos pares e concorrentes!

2 - A liderança talentosa e demasiado carismática pode ser, no contexto atual, uma desvantagem para o fortalecimento das pessoas enquanto membros de uma equipe?

Talento e carisma não são contra-indicados para um líder, pelo contrário, mas se forem utilizados de maneira utilitarista, servindo-se das pessoas enquanto deveria servir às pessoas, neste caso, começa a ser um desarticulador das pessoas e dos resultados no trabalho em equipe.

3 - O que caracteriza uma equipe de Alto Rendimento?

Uma equipe de alta performance se caracteriza pela energia e competência com que se compromete ao aprimoramento contínuo e superação de suas metas individuais e coletivas.

Estas equipes apresentam um elevado senso de missão e significado associado a todas as suas ações e são movidas por um vínculo ao mesmo tempo profissional e psicológico, muito bem definido por Peter Senge e Peter Drucker como sendo uma espécie de "Sonho Compartilhado"!

Equipes de alto rendimento são compostas por pessoas de alto rendimento, pessoas que no jargão americano possuem "drive", que podemos tarduzir como "força própria", são auto-motivadas e focadas em agregar valor e na obtenção de resultados relevantes!

4 - Como se caracteriza a liderança de uma equipe de Alta Performance?

A liderança de alta performance se caracteriza por sua capacidade de fazer com que as pessoas, mesmo as mais talentosas, cheguem o­nde elas não chegariam sozinhas!

O líder de alta performance inspira as pessoas a transformarem-se qualitativamente e alcançarem metas superiores. Este líder é uma mistura de coach e mentor, sabe tratar diferentemente a pessoas diferentes, sem discriminar a ninguém com esta habilidade interpessoal. É um líder focado em resultados, mas dotado de um profundo respeito pelas pessoas e suas contribuições. O caráter deste líder e sua disposição em ajudar seus liderados a superarem a sí mesmos faz dele uma pessoa digna de admiração e respeito!

5 - Quais os principais obstáculos que impedem o alto rendimento das equipes nas empresas na sua opinião?

Os principais obstáculos são:

a) Erro de gestão nos níveis hierárquicos superiores.

b) Falta de missão e visão bem definidas e alinhadas com as estratégias da organização.

c) Deficiência da liderança.

d) Falta de pertinência dos liderados (pessoas erradas nos lugares errados ou pessoas certas nos lugares errados).

e) Paternalismo (que gera falta de comprometimento).

f) Excesso de pressão (que é tão perigosa quanto a falta de pressão).

g) Falta de mecanismos coerentes de mensuração de resultados.

6 - Como deve ser preparado e treinado o líder para o alto rendimento? Ou não pode ser preparado, quem é líder já nasce líder?

Liderança é uma competência e, como tal, pode ser desenvolvida. Devemos levar em consideração a interação entre talento, conhecimento e atitude.

Ter talento não é suficiente, porque talento é potencial e, como tal, precisa também ser desenvolvido para ser utilizado em sua plenitude.

Da mesma forma que o talento para a música não transforma uma pessoa em músico, sem dedicação e conhecimento o talento ou predisposição para a liderança também não transforma alguém automaticamente em um líder de alto rendimento.

A presença do talento acelera aprendizagem e possibilita atingir níveis mais altos, e isso já é muito!

O conhecimento lapida o potencial e faz da predisposição uma consciência que, quando colocada em prática pela atitude vencedora do indivíduo, fornece as bases para a existência de um líder de alta performance.

A idéia de quem é líder já nasce líder é um mito como tantos outros. Nossas características herdadas ou natas são facilitadoras, mas não garantem o sucesso. Sucesso é o encontro entre a competência (que inclui o talento) e a oportunidade (aproveitada com atitudes vencedoras).

por: Carlos Hilsdorf

Como você administra sua carreira?

Para construir uma carreira de sucesso você precisará ser ao mesmo tempo um cientista e um artista.

Arte e ciência têm em comum o fato de nunca estarem satisfeitas, e de serem ambas, exposições imprecisas da realidade.

Talvez cause estranhamento ler que a ciência é uma exposição imprecisa da realidade, mas basta lembrar que a ciência de hoje é exatamente a superação e muitas vezes a negação da ciência de ontem!

Enquanto a ciência é conhecimento organizado, a arte corresponde à técnica da obtenção do "memorável". A ciência interpreta a realidade com base em fórmulas e a arte a "retrata" com símbolos.

O que ciência e arte têm em comum com gestão de carreira?

Tudo!

Nas relações interpessoais você precisa tanto da ciência política quanto da arte da comunicação. Para manter-se em posições de evidência nos negócios você vai precisar atuar tanto como negociador quanto como um escultor.

Na gestão você vai precisar da arte de implantar mudanças e da ciência de implantar as mudanças certas.

Tudo na vida e nos negócios representa um encontro da arte com a ciência. No mundo dos negócios vencem aqueles que compreendem a necessidade de utilizar, simultaneamente, ciência e arte, razão e emoção, em proporções variáveis caso a caso.

Mas precisamos estar cientes que o excesso de arte ou de ciência pode prejudicar a obtenção dos melhores resultados.

Excesso de talento pode ser prejudicial assim como excesso de racionalidade também. Observe que na elaboração de uma estratégia de Marketing, embora você considere racionalmente inúmeras variáveis, terá que lidar também com o intangível, com as reações emocionais dos clientes.

O excesso de racionalidade torna uma campanha publicitária fria e o excesso de emotividade a torna piegas e pouco assertiva. Daí a necessidade do equilíbrio.

Um bom RH precisa igualmente dominar a arte de trabalhar com pessoas e a ciência da compreensão desses talentos no ambiente organizacional.

Precisamos todos de uma avaliação constante do nosso balanço emotividade/racionalidade. As duas características são fundamentais para uma boa gestão de carreira, não devemos subestimar nem superestimar a nenhuma delas.

É comum que pessoas com uma orientação mais racional desprezem os aspectos emocionais da sua personalidade e também nas demais pessoas com as quais se relaciona. Isto prejudica muito a qualidade dos relacionamentos.

Outras pessoas de perfil mais emotivo tendem a desconsiderar a importância da análise dos dados, do pragmatismo. Isto prejudica gravemente o processo de tomada de decisão e consequentemente os negócios.

Como a imensa maioria das pessoas tem uma nítida inclinação para uma destas orientações e, como hoje trabalhamos em equipes, estamos o tempo todo em contato com estilos diferentes dos nossos. Tratar a todos da mesma maneira é um delírio profissional. A sabedoria está em estabelecer empatia, comunicação e estratégias de qualidade para lidar com pessoas diferentes.

Imaginar que você conseguirá manter sua posição ou seu processo de ascensão profissional sem incomodar a alguém é, no mínimo, ingenuidade. Até porque mesmo que você se esforce e domine a arte e a ciência de não incomodar a ninguém, uma coisa é certa: muitos se sentirão incomodados por conta própria.

Ou seja, você vai precisar da ciência e da arte da administração dos conflitos, dos egos e das vaidades. Apenas a ciência ou somente a arte não vai resolver... Você vai precisar das duas!

Como você está administrando a sua carreira?

Aqueles que querem vencer em suas carreiras terão que, necessariamente, desenvolver o espírito missionário dos artistas e o espírito pragmático dos cientistas.

Se você está neste grupo, bem vindo ao caminho rumo ao topo, se ainda não está, verifique se você é melhor definido como um artista ou como cientista e busque desenvolver o complemento. Focalize suas forças, administre suas fraquezas, mas não confie apenas nas primeiras e nem acredite muito nas segundas.

Por: Carlos Hilsdorf