sábado, 28 de novembro de 2009

Aquilo que você não tenta, não consegue.

Entendendo alguns princípios básicos de como o Universo funciona, tudo fica mais fácil. Uma das regras diz que aquilo que você não tenta, não consegue.
 
 Será tão difícil de entender isso? Aquilo que você não tenta, não consegue.
 
 
 Simples e direta, essa norma parece ser uma das mais difíceis de implantar na mente das pessoas que dizem querer algo.
 
 Dizem que querem, mas não tentam sistemática e consistentemente.
 
 Dizem que querem, mas assim que surgem os primeiros (e inevitáveis) desafios, desistem.
 
 Dizem que querem, mas assim que o programa de TV começa a passar, desligam o cérebro e entram em transe, vivendo outras vidas.
 
 Dizem que querem - desde que não tenham que pagar o custo do projeto, em termos de dedicação, horas e suor.
 
 Não importa quantas vezes você diga que quer algo. Se você não fizer repetidamente as coisas que levam você até este algo, nada tenderá a acontecer.
 
 Sabe qual a razão das pessoas desistirem tão rápido de tudo? Ficam desapontadas com as falhas, os tropeços e as quedas intermediárias, entre o ponto no qual estão e o ponto para o qual desejam ir.
 
 Parte das pessoas até tenta, mas assim que as primeiras quedas e fracassos ocorrem, desistem de tudo. Acontece que os fracassos intermediários são absolutamente necessários e devem ser esperados. É uma questão de física e matemática.
 
 Ninguém parece ter explicado para elas, quando crianças, que os tropeços, falhas e quedas são exatamente o caminho que leva ao sucesso! Não há outro caminho.
 
 Lembra-se do conto dos Três Porquinhos? Os dois primeiros porquinhos tiveram suas casas completamente destruídas pelo Lobo Mau, antes que o porquinho chamado de "Prático" construísse sua casa com tijolos e cimento. Os fracassos com as casas construídas pelos dois primeiros porquinhos, uma feita de palha, e outra de madeira, mostram que o processo que leva ao sucesso é exatamente o fracasso intermediário.
 
 A falha sempre vai acontecer, sempre vai surgir, porque ela é parte inerente do processo que leva ao sucesso. Deixe-me repetir para que você fixe isso
 claramente: a falha sempre vai acontecer, por ser parte inerente ao processo que leva ao sucesso.
 
 Quem está nas arquibancadas, assistindo, não tropeça, não cai e não escuta vaias. Se você falhou, fracassou, caiu... é porque ainda esta no jogo, ainda está no time que busca a vitória, está dando as tacadas e, com sorte, aprendendo como melhorar seu jogo. É isso o que o jogador de hockey, Wayne Gretzky, tentou explicar quando disse que "você erra 100% das tacadas que não dá".
 
 Quantos gols Ronaldinho teria feito, se não participasse de nenhuma Copa do Mundo?
 
 Quantas corridas Senna teria ganhado se não participasse de nenhum grande prêmio?
 
 Pense naquilo em que você teve sucesso no passado, algo que tenha conquistado e que faz parte da sua história de vida. Você teria tido esse sucesso se tivesse ido para um guarda-roupas e se escondido do mundo lá dentro?
 
 Com toda a sinceridade, sua resposta deve ter sido um sonoro "não".
 
 Você falhará, no caminho para o sucesso? Claro que sim. Mas isso é muito bom. Este é um indicador de que você continua no caminho, continua no jogo e continua a avançar. Lembre-se: você erra 100% das tacadas que não dá.

por: Aldo Novak

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Como abordar corretamente seu networking

Uma verdade no mercado de trabalho é que hoje não basta ser competente para crescer em uma empresa. É preciso se fazer presente, de forma que seu trabalho seja visto e valorizado. Como? Por meio do marketing pessoal.


Em um artigo da Career Center sobre o assunto, o marketing pessoal é descrito como algo que depende de o profissional saber valorizar histórias de sucesso, apresentando situações nas quais tenha feito a diferença, sempre ressaltando o "como": a maneira como você agiu.

Mas não é possível fazer marketing pessoal sem que se saiba abordar corretamente o seu networking. É comum que as pessoas exagerem na dose e até intimidem conhecidos. Quem se expõe em excesso corre o risco de se prejudicar, ideia que é justamente oposta à do marketing pessoal. Não pareça um desesperado!



Ponto-chave

O ponto-chave do marketing pessoal, na abordagem de pessoas, é ser carismático e capaz de criar empatia. As chances de sucesso aumentam quando se é leal e sincero. Para quem é líder e possui espírito empreendedor, é importante recompensar as pessoas que dão resultados e saber ouvir. Já se você é subordinado a uma pessoa com esse estilo de liderança, seja independente e direto.

Segundo a Career Center, fazer marketing pessoal é fazer política. "Embora este termo esteja se desgastando e tenha hoje uma conotação negativa, a política está em tudo: na família, no trabalho, na relação com amigos. Ser político é comunicar de forma adequada para o público adequado, estar no lugar certo com as pessoas certas, saber ouvir e ficar quieto, e até mesmo ser capaz de 'engolir sapos' de vez em quando".

Outro ponto importante: o profissional deve saber assessorar a sua própria imagem, aprendendo como falar e quando. "Procure tornar-se referência em um determinado assunto, invista em sua educação e na reciclagem de seus conhecimentos e habilidades", recomenda a Career Center, que finaliza: "Um bom marketing pessoal pode ser a diferença entre ser ou não promovido".
 
por: Karin Sato

domingo, 22 de novembro de 2009

O Poder do Entusiasmo

Entusiasmo é acreditar na nossa capacidade de fazer as coisas acontecerem, de darem certo, de transformar a natureza e as pessoas.

Não espere ter as condições ideais para se entusiasmar.

Nós é que temos que transformar a nossa vida numa Vida Entusiástica.

Não é a realidade da vida que tem que nos entusiasmar, nós é que temos que entusiasmar a realidade da nossa vida! Nós é que temos que entusiasmar nossas idéias...

"DICAS PARA SE VIVER ENTUSIASTICAMENTE"

1- Afaste-se das pessoas e dos fatos negadores e negativos. Se você se deixar envolver por um ambiente negativo, você vai se transformar numa pessoa negativa.

2- Acredite nos seus "insights" positivos. Os vencedores são aqueles que acreditam nas suas idéias.

3 - Não reclame constantemente. Quando a gente reclama muito, se habitua a reclamar cada vez mais e acaba se transformando numa pessoa azeda. É insuportável conviver com pessoas que só vivem se queixando!

4- Cultive a alegria e o bom humor... Aprenda a sorrir! Terapia do Riso : Habituar-se a sorrir, a achar graça de si mesmo. O sorriso tem um efeito poderoso em nossa vida; as pessoas que zombam dos próprios erros, são mais felizes e mais fortes.

5- Ilumine seu ambiente de trabalho e da sua casa. A escuridão traz a depressão! O ambiente determina a condição funcional em que as pessoas agem e fazem as coisas ocorrerem.

6- Seja alguém disposto a colaborar com os outros. Sempre ache uma maneira de participar! Traga as pessoas mais próximo de você. Participe, converse com as pessoas com as quais convive. interesse-se pelas pessoas à sua volta!

7 - Surpreenda as pessoas com "momentos mágicos". Contagie os outros... Faça com que ao entrar num ambiente, as pessoas se contagiem com a aura de entusiasmo que envolve você!

8 - Faça tudo com sentimento de perfeição. Faça as coisas com vontade de fazer! Não faça nada pela metade! Faça as coisas com desejo de acertar e de criar o mais correto possível! Ande bem vestido, limpo e perfumado. Tenha orgulho da sua imagem. Gostar de si próprio, mantendo a auto-estima, é fundamental para o Entusiasmo.

10 - Aja prontamente. Faça agora! "DO IT NOW" Não postergue, não deixe para amanhã. Quando tiver alguma coisa para fazer, faça imediatamente. Sentiu que é o momento certo?

- Aja! ! !

"ENTUSIASMO SIGNIFICA TER DEUS DENTRO DE SI."

Descubra o entusiasmo na Vida! Seja capaz de transformar as coisas e fazê-las acontecer. Não espere as condições ideais, faça o Entusiasmo ocorrer pela crença de que você é capaz de realizações eficazes e de... VENCER OBSTÁCULOS ! ! !

por: Autor desconhecido

sábado, 21 de novembro de 2009

O poder do elogio

Pode parecer bobagem, mas o elogio tem um poder beneficamente transformador.
Mesmo para quem tem relutância em aceitá-lo, seja por medo ou desconfiança (da fonte é claro), ele sempre causa algum tipo de impacto positivo.

Agora, há pessoas que estão tão desacostumadas de receber elogios que se pegam a gastar horas tentando decifrar o que foi aquilo. Muitas vezes se perguntam: “Qual é a piada?”, “Onde estão as câmeras?” ou ainda “O que eu fiz de errado?”

Tô brincando não. São anos de experiência observando o comportamento de indivíduos que, infelizmente, reagem assim.
Portanto, não perca uma oportunidade de elogiar. Mas, quando elogiar? Agora (mas antes termine de ler, por favor... Ahahah)!

Elogie diariamente. Sempre que observar uma atitude que esteja em conformidade com o que você espera de sua equipe, não perca tempo. Elogie!
Procure não elogiar a pessoa, mas suas habilidades na execução de determinados trabalhos.

Veja, você poderá elogiar a caligrafia, a dicção, a organização do posto de trabalho, o cumprimento da meta, o esforço diário, etc.
Experimente! Todos de sua equipe saberão que você os observa carinhosamente, assim sempre estarão em busca de aperfeiçoamento.
Afinal, elogio também vicia.

Experimente elogiar e ganhe sua equipe. Mas só vale se o elogio for sincero.


por: Débora Martins

O bom comunicador elogia

O bom comunicador elogia as pessoas que o cercam, o mau comunicador só critica. Aliás, não tem nada mais chato do que pessoas que nunca elogiam. Existem aqueles que estão sempre mal humorados, enfezados, cansados, e só tem olhos para os erros e nunca para o acerto, do funcionário, do filho, do amigo...
 
Se você quer ser um bom líder e um bom comunicador: elogie sua equipe, sua família, seu produto. Vamos ver como isso é possível e bem simples de ser colocado em prática. Quando analiso os simpáticos e vencedores, todos têm algo em comum, apesar de diferentes estilos, profissões, carreiras e culturas. O que chama a atenção fortemente é que todos eles, todas as pessoas de “sucesso”, independente de qual área atuem, elogiam suas equipes de liderados.
 
E para isso dar certo, é preciso ter o hábito de elogiar na hora. Não esperam dias para falar, para agir, para fazer a equipe acontecer. É fácil se transformar num verdadeiro líder: basta elogiar.
 
A liderança moderna exige que sejamos simpáticos, além de competentes; carismáticos além de pontuais; motivados além de conhecedores do assunto e para isso só tem uma maneira: NÃO DEIXE PARA AMANHÃ O ELOGIO DE HOJE. Se deixar para elogiar o outro amanhã (seja quem for esse outro) tenha muito cuidado, pois talvez o amanhã não chegue, ou talvez, outra pessoa, mais rápida do que você o conquiste primeiro.
 
O bom comunicador sabe: elogiar é a nova palavra da liderança moderna. Elogie na hora. Faça ao perceber.

por: Thais Alves

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Criticar por criticar: por que algumas pessoas agem assim no trabalho?

Você já deve ter presenciado uma cena como esta: uma pessoa faz uma crítica, mas não tem exemplos ou justificativas para fundamentá-la nem sabe apontar uma solução para o problema. Pois saiba que, apesar de não indicada, a situação acontece o tempo todo, inclusive no ambiente corporativo, e é um exemplo clássico da "crítica insignificativa ou injustificada".

De acordo com a psicoterapeuta Clarice Barbosa, quando se critica, a intenção é apontar o erro do outro, seja no comportamento, seja no trabalho realizado. Mas, quando isso é feito de maneira injustificada, o que a pessoa está tentando fazer é se defender e colocar o foco no outro.

O especialista em Gestão de Projetos Anthony Mersino, em seu livro "Inteligência emocional para gerenciamento de projetos" (Ed. M. Books), afirmou que a crítica injustificada muitas vezes vem de indivíduos que estão se sentindo inseguros, ameaçados ou emocionalmente vulneráveis. Muitas vezes, a crítica costuma ser uma reação "à mágoa que sentimos", explicou na obra.

Por que criticar?
Segundo Clarice, uma justificativa para a pessoa criticar muito pode estar na infância. Imagine a seguinte situação, que pode ilustrar esta ideia: quando você estava no colégio, tirava notas boas de maneira geral, mas sempre ia mal em matemática. A reação dos seus pais era parabenizá-lo em relação às matérias em que ia bem ou criticar muito por conta da falta de habilidade com cálculos?

Se você respondeu que seus pais optariam pela segunda opção, significa que você cresceu forçado a enxergar o lado negativo das situações.

Outro motivo para o comportamento crítico injustificável é a autodefesa. "Quando uma pessoa aponta os defeitos do outro, ela expõe essa pessoa e tira o foco dela mesma", afirmou Clarice.

Cenário favorável
Mas a pessoa que critica sem justificativas não o faz em território inimigo. A psicoterapeuta explicou que ou ela está em um ambiente que convive há muito tempo ou em uma posição de poder. "Ela está se sentindo segura para fazer isso. Assim que se sente confortável, começa a expor o outro, deixando-o vulnerável".

O cenário começa a ficar desfavorável para esse profissional que critica sem justificativas quando ele se depara com um colega de trabalho com perfil questionador. Isso acontece com mais frequência em empresas em que o ambiente de trabalho é mais flexível, em que há espaço para questionar, e em ambientes onde a hierarquia não gera medo.

"A crítica insignificante também é destrutiva. Se não questionada, ela acaba sendo uma verdade", disse Clarice. Por exemplo: você entra numa empresa e falam que um funcionário é agressivo. Quando conversa com a pessoa, você percebe outra imagem. O que aconteceu é que se disseminou a imagem negativa do profissional, porque alguém começou com isso. "Se você tem bom senso, vai avaliar o que é verdade mesmo. Uma crítica sempre contém um julgamento".

Tipos de crítica
Existe aquela crítica que é destrutiva, a qual diminui a autoestima do profissional e não o motiva a melhorar. Normalmente, não é dito o que ele deve melhorar e, por isso, ele deve questionar.

Na construtiva, por outro lado, pontua-se o que o profissional está fazendo de errado e o que pode melhorar. "Ela não faz o profissional se sentir inferior e aponta também as qualidades. A pessoa que receber isso não vai se sentir menosprezada"


por: Flávia Furlan Nunes

Como agir com um colega intrometido, que põe defeito em tudo o que você faz?

Existe um tipo de profissional que não é muito difícil de encontrar em uma empresa: o intrometido. Trata-se daquela pessoa que sempre está dando uma opinião, mesmo que não tenha sido perguntada, sobre uma tarefa que não é de sua responsabilidade, além disso, está sempre colocando defeitos no que os outros fazem e até se comporta como se fosse o chefe, mesmo estando no mesmo nível hierárquico que o seu.

Para quem trabalha com esse tipo de pessoa, manter a calma é difícil e exige exercício constante. Esse colega quase sempre prejudica a sua produtividade e cria um clima de competição na empresa que pode ser prejudicial. Se você está passando por essa situação, saiba que existem algumas atitudes podem ser tomadas para mudar o comportamento dessa pessoa.

Velho e bom feedback
Segundo o sócio da Steer Consultoria em Recursos Humanos, Ivan Witt, antes de tudo, é preciso diferenciar a intromissão da vontade de ajudar. "Se é um hábito do colega, se ele se intromete o tempo todo, é intromissão. Mostra que ele quer aparecer e impor a sua opinião", explica.

Para ele, a melhor forma de corrigir esse comportamento é o feedback. "Primeiramente, tem que falar: "obrigado pela sua ajuda, mas quem tem de fazer isso sou eu". "Se o colega insistir, é preciso ser mais enfático e deixar claro que o trabalho é seu e não dele", diz.

Witt considera que a intromissão demonstra que a pessoa não valoriza a opinião dos outros, além de passar uma imagem de que ela acredita ser mais importante que os outros funcionários da empresa. "Há infinitas possibilidades de se fazer a mesma coisa, e cada um tem direito a usar a sua, na tarefa pela qual é responsável", considera.

Além disso, o sócio lembra que a responsabilidade pela execução dessa tarefa será sua, e não do colega intrometido, por isso, é importante que a decisão também seja sua.

"Se a ajuda é esporádica, é bacana, até porque é importante ouvir os demais. Mas, no final do dia, quem assina o trabalho é você", explica.

Deixando o chefe de fora
Já se você pensou em procurar o chefe para falar desse colega, pense outra vez. Isso porque essa atitude pode acabar prejudicando a sua imagem. Segundo Witt, isso mostrará que não houve competência suficiente para lidar com a situação.

"Isso só deve ser feito em última instância, porque problemas de relacionamento entre os pares devem ser resolvidos entre os pares. Tem de exercitar o braço político. Se o colega não respeita, é possível pedir ajuda também a outros pares", reforça Witt. 


por: Roberta de Matos Vilas Boas

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O que é ser normal?

Há algum tempo atrás, ser normal em termos de trabalho era trabalhar das 8h às 18h, ter 30 dias de férias e finais de semana.

Já faz algum tempo que esta realidade mudou.

Mudou tanto que já não sabemos o que é normal ou não.

Para muitos, trabalhar até tarde todos os dias, incluir finais de semana, ler e-mails no celular até no banheiro é normal. Faz parte do trabalho, dizem estes.

Para outros, o horário é fundamental. Se não sairem as 18h parece que vão morrer.

O normal de hoje não será o normal de amanhã.

A realidade que vivemos demonstra que estamos evoluindo e nos moldando todos os dias  de uma maneira que nada mais será como antes.

Durante muito tempo o conhecimento foi valorizado. Hoje não é valorizado, é imprescindível.

Durante muito tempo ser carrancudo era sinal de seriedade. Hoje, seriedade é ser flexível as novas tendências.

Durante muito tempo saber a tecnologia era um diferencial, Hoje, não passa de algo corriqueiro e obrigatório.

Neste tempo que vivemos algumas palavras são essenciais:

* Aceitar mudanças;

* Ser tolerante, mas não complacente;

* Racionalizar as mudanças, nem tudo que é novo é bom;

* Ter prioridades e conviver com as pressões;

* Inteligência emocional;

* Inovar é a regra, padronizar o dia a dia;

* Perder hoje pode significar ganhar amanhã;

Estas e outras tantas são realidades que há bem pouco tempo não existiam e/ou não participavam ativamente da vida laborativa.

Como você se vê neste contexto?

Inovador? Atrasado? Normal?

O normal é ser diferente, penso eu.


* Gustavo Rocha – diretor da Gestão.Adv.br

Aprender a dizer NÃO (2)

Dizendo NÃO!

Será que nossa vida poderia ser melhor? Pois eu digo que sim; afinal de contas, para tudo aquilo que não quiséssemos diríamos, com todas as letras, NÃO! e nunca TALVEZ!

Todos temos uma grande dificuldade com a palavra NÃO e acabamos disfarçando sentimentos, maquiando atitudes que muitas vezes, sem querer, dão uma falsa impressão das coisas resolvidas ou falsa impressão daquilo que realmente sentimos. Quantas e quantas vezes a gente se pega em uma saia justa em determinadas situações, quando acabamos por aceitar algo que vem de encontro aos nossos valores éticos e morais por não sabermos dizer um NÃO!

Quantas pessoas aproveitam-se da nossa dificuldade em dizer NÃO e abusam dessa nossa fraqueza com chantagem emocional, causando-nos uma profunda culpa na alma se dissermos NÃO!

Se analisarmos o sentido da palavra NÃO com senso comum, realmente, essa palavra tem algo de negativo, algo que desagrega, algo autoritário, um sentido de abandono.

Basta notar a força dessa palavra para uma criança que ouve o ‘NÃO!’ da mãe quando está pronta para fazer alguma arte. Ao mesmo tempo, o coração partido de uma mãe quando tem que dizer esse NÃO! para um filho. Para essa criança é um NÃO de severidade, um NÃO austero, um NÃO que, se depender da quantidade que ouve durante a infância, acarreta sérios problemas psicológicos na adolescência.

Mas se aprendêssemos a dizer NÃO ajudaríamos muitas pessoas a encontrarem seu caminho. Quantos de nós alimentamos a vida errada de nossos amigos queridos? Que muitas vezes pela falta de coragem de enfrentarem determinadas situações, pedem a nossa guarida, a nossa proteção (não quero dizer que não devemos fazê-lo). Mas ao fazermos isso estamos impedindo essa pessoa de crescer; sabemos disso, mas nunca dizemos NÃO! Continuamos a alimentar os mesmos erros da pessoa, a passar a mão em sua cabeça, a colocar panos quentes.

Quantos pais acolhem seus filhos de volta, após uma separação? Chegando a ponto de tratá-los novamente como crianças, alimentando as frustrações que não conseguem lidar como indivíduos e que, lá no final da vida, serão homens velhos e despreparados para cuidarem de si, eternamente dependentes dos pais. Quando se diz NÃO em situações assim, não estamos renegando o filho ou a filha; estamos, sim, dando-lhes força para que superem, para que retomem o comando de suas vidas.

Quantas esposas, por sentirem alguma culpa - que não existe - por acharem que o casamento é um anular-se como pessoa, alimentam as frustrações de seus maridos que as agridem, achando que têm a obrigação de agüentá-los de mau humor, reclamando de tudo e de todos, sentado no sofá. Quando se diz NÃO nessa situação, dá-se um basta para a infantilidade do companheiro; estamos dizendo CRESÇA como pessoa e como homem e não seja um menino, respeite-me como pessoa e como mulher.

Quantas pessoas carregam nas costas o peso de pessoas totalmente dependentes financeiramente? Dando-lhes o alimento na boca, feito uma ave alimentando seus filhotes ávidos por comida, pelo fato de não saberem dizer NÃO!

Quantos de nós alimentamos todo tipo de desinteresse de pessoas que se aproveitando da nossa boa vontade, usam e abusam das nossas boas intenções e nos fazem sofrer e além de tudo acham que somos os errados.

Aprenda a dizer NÃO! Só assim você fará com que as pessoas cresçam realmente à sua volta, fará com que as pessoas não tenham medo de enfrentar a vida de frente, aprendendo a andar sozinhas.

Somos indivíduos e como indivíduos precisamos crescer, andar com nossas próprias pernas, sem usar muletas e sem esconder-se atrás de pai, mãe, irmão, irmã, marido ou esposa. E o mais importante: vamos aprender a dizer NÃO A nós mesmos; vocês verão que é a melhor maneira de crescermos na vida.

Muita Paz.

por Nelson Sganzerla

Aprenda a dizer NÃO.

"Terrível palavra é um NÃO (NON). Não tem direito nem avesso: por qualquer lado que o tomeis, sempre soa e diz o mesmo. Lede-o do princípio para o fim, ou do fim para o princípio, sempre é um NÃO (NON). Por qualquer parte que o tomeis, sempre é serpente, sempre morde, sempre fere, sempre leva o veneno consigo. Mata a esperança, que é o último remédio que deixou a natureza a todos os males. Não há corretivo que o modere, nem arte que o abrande, nem lisonja que o adore. Por mais que confeiteis um NÃO, sempre amarga; por mais que o enfeites, sempre é feio; por mais que o doureis, sempre é ferro".

Pe. Antonio Vieira

Sempre que pode, o brasileiro médio procura atenuar o impacto de um “Não”. Tal disposição psicológica faz parte de nossa cultura, do nosso jeito de ser.

A nossa indisposição com o “não” invade até a nossa língua, já que faz do “pois sim” um “não” e do “pois não” um sim. E os machistas inveterados sempre se lamentam, pois custam a aprender, em suas vidas de conquistas, que na comunicação sutil das mulheres muitos “não” são “sim”.

Quando um gerente diz “não”, será que todos os membros de sua equipe decodificam da mesma maneira?

Não necessariamente! Você como gerente precisa estar alertar a essa circunstância.

O “não” é uma das palavras que podem significar coisas completamente diferentes num contexto de diversidade, entre os homens e as mulheres, mesmo entre colaboradores de variada experiência, idade, atitude, personalidade, origem, formação profissional e trajetória existencial. Uns ouvem um “não” e pensam estar encerrada a questão. Outros o ouvem de forma relativa, como uma negativa provisória, de momento, como um primeiro passo à obtenção posterior de um “sim”.

As interpretações divergentes de um “não” ilustram a realidade organizacional como um jogo, em que as suas regras são escritas por aqueles que insistem na relatividade do “não”. Os outros ficam em desvantagem porque geralmente não compreendem como o jogo empresarial é concebido para ser jogado.

Para que estes possam avançar nas organizações precisam aceitar a existência não formalizada, subliminar, dessas regras.

É claro, você, como gerente, não tem que aceitar e jogar por essas regras, mas tem que estar cônscio delas para compreender plenamente as conseqüências de suas ações gerenciais. E mais: deve encorajar a todos os seus colaboradores a descobrirem as suas próprias maneiras de participar do jogo, de forma legítima e respeitosa às suas naturezas e modos de ser, sem violação de suas individualidades.

Não há palavra mais clara na comunicação humana do que um “não”. É, assim, um fantástico eliminador de desperdício do tempo gerencial.

É bem mais comum do que geralmente se pensa a dificuldade dos gerentes de praticar o uso adequado do “não”. Tendem a substituir o “não” pelo “talvez”, ”quem sabe”, “vamos ver”,” “vou ver o que posso fazer”, “volte amanhã”, “talvez seja possível”.

Sendo assim, falsas expectativas são criadas junto aos interlocutores em geral e aos membros de suas equipes. Acumulam a reincidência desnecessária de contatos uns com os outros, com repercussões inevitáveis no mau uso do tempo.

Ninguém consegue respeitar as suas próprias prioridades se não for capaz de dizer “não” a tarefas e atividades que não devam ser feitas nem a contatos que devam ser evitados. Dizer “não” com habilidade, educação e firmeza, mas dizê-lo.

É preciso sistematicamente dizer “não” aos desperdiçadores crônicos de tempo.

Dizer não a colegas, subordinados, mas também ao chefe. Aliás, esse é um verdadeiro tabu: mas como dizer não ao chefe! Se não aprendermos a fazê-lo, ele não se dará conta do quanto nos atrapalha, de quantas coisas deixamos de fazer para atender prontamente às suas demandas, nem sempre significativas.

Há alguns fatores de ordem psicológica, emocional, cultural e educacional que nos impelem à indisposição para aprender a dizer não. Por exemplo:

a) O desejo de agradar.

O gerente não é candidato a concurso de popularidade, sempre em busca de aprovação e de aceitação.

Para alguns gerentes, este indutor atitudinal se transforma em verdadeira compulsão.

Acredita, equivocadamente, de que o seu sucesso depende de ser gostado por seus colaboradores.

Por nunca dizer não tout court aos seus subordinados, engana-se ao pensar que os seduz ou que os manipula, que os induz à realização motivada de suas atividades. Em verdade, este estilo gerencial tem profunda descrença e desapreço pela capacidade do colaborador em produzir resultados de qualidade. Acaba sendo o gerente “country-club”, ”só o amor constrói”, “somos uma grande família”.

Essa compulsão por agradar é uma forma dissimulada de descrer nas pessoas, se bem que nem sempre os gerentes que a praticam tenham consciência dos motivos de seu comportamento.

Acredita que se não disser “não” instituirá um clima descontraído em sua equipe, já que se move pelo mote de que as “vacas felizes é que dão bom leite”. Assim, ilude-se ao conceber que colaboradores felizes são pressupostamente produtivos. Um ledo engano!

Esse tipo de gerente não consegue compreender que as pessoas no trabalho não precisam se gostar, precisam sim – e muito- se respeitar. E nada mais respeitoso à dignidade pessoal do colaborador do que um “não” que lhe é dado de forma adequada, justificado e explicado, mesmo que ele não concorde com a decisão de seu gerente.

b) Desejo de ajudar os outros.

Por autoconcepção inadequada de seu papel, o gerente tende a tratar a organização como “uma agencia de assistência social” a serviço de seus colaboradores. Está sempre procurando ajudar aos outros, interessado em seus problemas, em resolver as suas dificuldades. Supera-se individualmente, sobrecarrega-se de trabalho para poupar os membros de sua equipe.

Faz o máximo que pode pessoalmente, mas falha como gerente porque não faz fazer, não obtém resultados através dos outros, seus colaboradores e subordinados.

Não diz “não” porque tem medo de ferir os outros e por isso ser rejeitado, magoar o colaborador, diminuir a sua auto-estima.

Diz: o nosso objetivo é o homem. E, assim, fixa generalidades simpáticas e confortáveis que todos aceitam por não serem avaliáveis.

Como é “um cara legal”, ele espera de todos lealdade, fraternidade e, em decorrência, bons resultados no trabalho. Afinal, sempre se preocupa com todos, está permanentemente atento às suas necessidades.

É claro que o exercício dos papéis e funções essenciais da gerência pressupõe fundamentalmente o foco na pessoa como profissional e como indivíduo, mas o gerente não é uma agência de assistência social ou o salvador do mundo.

A primeira pessoa que o gerente precisa ajudar é a si próprio, atitude, aliás, fundamental para estabelecer um clima de respeito e de auto-respeito daqueles que o cercam. Este estilo gerencial não tem tempo para atender às suas prioridades, tão ocupado que fica em cuidar dos interesses dos outros.

Não adianta ficar trabalhando após o expediente, levar trabalho para casa, sacrificar sua família e sua vida pessoal na doce ilusão de que assim agindo terá o reconhecimento de seus colaboradores, que responderão com maior empenho e melhores resultados de desempenho.

c) “Concordinos” não são promovíveis

O gerente “vaquinha de presépio” raramente alcança posições elevadas em organizações dinâmicas. A atitude de concordância indiscriminada indica desvio de caráter, submissão, falta de convicções e de opinião, pouca iniciativa e discernimento, baixa autonomia e independência.

Quem concorda sempre não tem condições de estabelecer nem de respeitar as suas próprias prioridades, pois age em função das prioridades e dos interesses dos outros.

Ao contrário de ser um gerente democrático, como se auto-percebe, é, em verdade, um gerente “abdicrata”, já que abdica de suas competências decisoriais, de líder de pessoas e de programas.

d) Nem sempre é preciso justificar

Nem sempre é preciso justificar um não. Às vezes, pode nem ser conveniente. Claro, se puder fazê-lo, não hesite em sustentar o seu não pelas razões que o embasam a decidir negativamente. Negue a demanda de maneira firme, cortês e respeitosa. É possível que se surpreenda pelo respeito que advirá de sua atitude nítida e transparente, pois desenvolverá em sua equipe um clima de certeza de relações, de franqueza e de autenticidade na interação pessoal.

e) Querer parecer competente


Uma das mais comuns imaturidades gerenciais é se pretender parecer competente, como se estivesse contracenando numa representação de papéis. Dizer sim a todas as demandas dá uma falsa impressão de competência na resolução de problemas

O gerente eficaz simplesmente administra o seu tempo, e, em função do tempo disponível, estabelece o que fazer. Portanto, fixa as suas prioridades em função do tempo de que dispõe, pois sabe que sempre há mais trabalho a fazer do que tempo disponível para realizá-lo. Diz não a tudo o mais!

A importância do Feedback

Você costuma dar feedback para seus pares, chefes ou subordinados? Afinal, você sabe o que é feedback? Feedback é uma palavra inglesa, um termo da eletrônica traduzida em português por realimentação ou retroalimentação.

No processo de desenvolvimento da competência interpessoal, feedback é um método que auxilia no processo de mudança de comportamento, ou seja, é a comunicação entre uma pessoa ou um grupo no sentindo de fornecer-lhe informações sobre sua performance na organização.

È importante que os profissionais quando recebem um feedback, não apenas entendam as suas dicas sobre o que fazer para melhorar o desempenho profissional, mas também as coloque em prática. Muitos executivos não gostam de dar feedback, pois temem que os comentários bem intencionados sejam vistos como críticas pessoais e, por isso, evitam apontar falhas, questionar esforços e atitudes individuais. Esqueça isso!

Profissionais eficientes devem dar feedback todos os dias. Isso significa distribuir elogios merecidos, observações neutras e até um aviso mais sério. O ideal é que os aspectos positivos se sobreponham a todos os outros, afinal ninguém esquece os elogios recebidos. Elogie sempre que surgir oportunidade e não guarde seus comentários apenas para poucos momentos de brilho ou resultados excepcionais.

Quando o feedback é do tipo construtivo, é importante explicar aos colaboradores os seus altos padrões de desempenho. O efeito dessa abordagem é mais eficiente do que simplesmente chegar e dizer: "Há algo que você está fazendo errado e precisa mudar".

Quase todo mundo tem expectativa de ser avaliado, deixe a equipe comunicar-se livremente através de sugestões, idéias e ressalvas. Deixe as pessoas a par do próprio desempenho e incentive-as a melhorar.

Use o método de três etapas para tornar o feedback o mais produtivo possível:

Convide os colaboradores a se auto-avaliarem: Escolha uma tarefa e deixa que a própria equipe avalie o seu trabalho de acordo com uma escala do tipo 1-10. Muitas pessoas são rigorosas quando julgam a si mesmas, ainda que exagerem nos resultados você terá uma base para começar a avaliação.

Faça follow-up: Peça que os profissionais expliquem ou dêem exemplos para justificar sua nota na auto-avaliação.

Ajuste sua análise com comentário deles: Agora que você deu chance para que os membros da sua equipe se auto-avaliassem, é a sua vez "Gostaria de acrescentar algo ao que você disse". Comece dando feedback sobre o que eles deixaram escapar, reforce as informações positivas apresentadas e termine com um elogio, para manter o clima otimista.

Lembre-se de que os elogios podem ocorrer face a face, por e-mail, através de um cartão ou até mesmo em pequenas lembranças, mas independente da forma, perderá todo o seu encanto se for repetido freqüentemente. Para produzir os efeitos desejados, o elogio precisa ser específico e sincero. E não se esqueça que a crítica sempre deverá ocorrer em particular.

Equipe

Não adianta ter uma equipe bem treinada se essa equipe não for bem unida. Essa equipe e a imagem da empresa, ou melhor, o espelho da empresa dentro ou fora do trabalho. O empregado cabe a ele seguir as normas técnicas e éticas e moral da empresa procurando executar da melhor forma possível seu trabalho. Todo empregado deseja crescer profissionalmente dentro de uma organização empresarial.

Quando a empresa não tem condições de dar a esse trabalhador o devido reconhecimento profissional. Esse trabalhador acaba gerando conflitos internos dentro da organização empresarial prejudicando não só a empresa mas também o grupo.

O que o contratado tem que ter em mente?
Ele tem que tem mente que foi contratado para executar o serviço de acordo com que esta escrito no contrato e não fica especulando ou espreitando o chefe da empresa. Posso dizer aqui neste texto.Que um trabalhador ou uma equipe bem estruturada e organizada e solidificada pode vencer todo tipo de problema dentro de uma organização.

Cintando um exemplo: A equipe da "GPOE" com vinte agentes para deter mais de cem bandidos na cadeia. Essa equipe precisa estar preparada emocionalmente fisicamente espiritualmente. Essa equipe de vinte agentes terá que acabar com a rebelião.Do primeiro pavilhão até o ultimo pavilhão organizando todos os cem detentos em suas respectivas alas.

Todo empregador precisa de estratégia para lidar da melhor forma possível com seus empregados dando lhe um bom treinamento adequado e o respeito adequado para que o trabalhador possa se sentir desejado pela própria empresa. Apos o ciclo treinamento fornecido pela empresa o trabalhador se sentira mais valorizado motivado.E o trabalhador apoiara o seu chefe da melhor forma possível gerando lucro e um ambiente harmônico no serviço da empresa.

por: IVAN MENDES

A arte de mexer no time sem sair de campo

No ambiente corporativo, ouve-se muito falar que “em time que está ganhando, não se mexe”. Bobagem! Seja porque o craque está cansado ou porque o técnico adversário mudou os jogadores de posição, o gestor competente pode e deve ter coragem de realizar mudanças.

Talvez pareça contraditório, mas a revisão e a melhoria de processos, que constituem um dos pilares dos Advisory Services, são inerentes ao bom processo em si. E, uma vez que suas finalidades – melhoria de fluxo, ganho de eficiência e barateamento – são aspirações comuns a todo tipo de organização, a revisão de processos pode e deve ser incorporada à gestão de todas as empresas, independente de porte ou segmento.

Em uma grande indústria ou numa pequena loja, em uma entidade beneficente ou numa instituição financeira de grande porte, prevalece sempre uma dinâmica parecida: primeiro, as atividades se desenrolam num ambiente em que diferentes áreas e departamentos interagem, de maneira nem sempre alinhada ou integrada; segundo, as mudanças e inovações costumam ser recebidas com desconfiança.

Por isso, nas empresas e entidades em que a revisão de processos é uma novidade, o trabalho requer um verdadeiro aculturamento. Nessas situações, costumam se revelar casos peculiares, como o do gerente de área que mantém seus controles em planilhas de Excell guardadas em seus arquivos pessoais, em vez de compartilhar tais informações nos diretórios comuns; ou o do estagiário que “responde” por um determinado setor, gerando distorções de função e comprometendo a qualidade e a credibilidade do trabalho final.

Controlar as expectativas do alto escalão, que tende a esperar resultados muito rápidos, é outro grande desafio. Afinal, nem sempre é possível atender a essa expectativa, em virtude do próprio ritmo da equipe, que precisa ser preparada para lidar com uma realidade diferente.

Porém, o mais importante de tudo é saber cativar o time de tal modo que ele interprete a presença do consultor externo como algo positivo, e não como uma ameaça ou como sinônimo de “mais trabalho e mais problemas”. Criar essa sinergia favorece a conquista de bons resultados, porque é junto das pessoas que atuam no dia-a-dia que se pode identificar os pontos nevrálgicos da organização, analisar custos e benefícios de diferentes metodologias (desse modo, evitam-se erros como o de implantar ferramentas caras e complexas que seriam sub-aproveitadas) e perceber quais são os caminhos mais promissores a seguir. Muitas vezes, o processo de revisão funciona como catalisador das necessidades que estão em curso.

Enfim, revisar e melhorar processos requer olho clínico e habilidade para aprimorar o que está sendo bem feito, e também para detectar riscos de fraude, lacunas na segurança e fatores que podem acarretar ineficiência, levar à perda de oportunidades ou atrapalhar a conquista dos objetivos almejados. E o campo de possibilidades de atuação é infinito: áreas de administração, finanças, controladoria, tecnologia da informação, gestão de estoques... Tudo é passível de aperfeiçoamento!

E, seja feita por uma equipe interna, por um time misto ou por especialistas terceirizados, a revisão e a melhoria de processos devem obedecer a três etapas fundamentais: a identificação e o mapeamento dos controles e riscos, a apresentação das propostas de solução, o que inclui o delineamento de um novo fluxograma, e a efetiva implantação do que foi definido.

É nesta última fase que o envolvimento integral – de funcionários, diretores e todos aqueles que participam do dia-a-dia da empresa – será mais sentido. Aqueles que participaram das discussões, da elaboração dos diagnósticos e do delineamento das soluções tendem a dar uma resposta melhor, pois quando as pessoas têm a percepção de que ajudaram a construir as mudanças, resistem menos a elas.

por: Eduardo Pocetti

Gestão e Gestação

Não apenas na rima temos a gestão e a gestação como próximas.

Na gestação esperamos nove meses por um acontecimento. Na gestão, planejamos e esperamos o acontecimento.

Na gestação organizamos o caminho do acontecimento (quarto, fraldas, etc). Na gestão preparamos e executamos nosso planejamento para que tudo saia correto.

Na gestação precisamos fazer exames periódicos visando a saúde e bem-estar do bebê. Na gestão, precisamos diagnosticar sempre todos os fatos e acontecimentos, visando que nosso planejamento se execute. É um verdadeiro pré-natal!

Na gestação o sonho de um bebê invade a família, todos ficam sensibilizados, querem dar presentes, enfim, compartilhar com a gestante o acontecimento. Na gestão, temos que participar a equipe de todo o nosso sonho, nosso projeto, nosso ideal para que tudo e todos possam se envolver e assim termos mais chances de sucesso.

Na gestação temos desejos de comidas estranhas, dores, suor, fome, cansaço, sono. Na gestão temos imprevistos, falhas, demissões, contratações, enfim, ambos precisam de pedras no caminho para que o sucesso seja mais saboroso.

Enfim, gestação e gestão são próximas e tem muito a nos ensinar.

E não esqueça que a gestação acaba com o nascimento do bebê. Mas, para o bebê manter-se forte e saudável precisará de carinho, atenção, leite materno... Na gestão, depois do seu projeto se concretizar a realidade é a mesma: Precisa de atenção, carinho, maior planejamento e vontade para que ele continue de pé.

Assim como no nascituro, a gestão é intimamente ligada ao seu progenitor.

Não abandone o projeto. Mude, adapte, reconsidere. Mas, não aborte. Seja a favor da vida! Seja a favor dos seus ideais!!!


* Gustavo Rocha – diretor da Gestão.Adv.Br

Mantenha-se aberto para novas idéias

Nessa coluna Grapeia escreve sobre alguns pecados capitais cometido por alguns líderes. A complacência e arrogância são os grandes inimigos.

Os líderes arrogantes acham que suas idéias são sempre melhores do que as dos outros e os condescendentes não estão dispostos a ouvir idéias alheias, muito menos experimentá-las. Para eles, as coisas já estão muito bem, obrigada. Talvez eles se sintam ameaçados quando outras pessoas oferecem idéias, mesmo que elas sejam boas e possam agregar algo de positivo à equipe e à empresa. Tais pessoas não absorvem tais idéias e tão pouco as focaliza de forma a promover quaisquer mudanças.ou, ainda, acreditam, equivocadamente, que por terem o titulo de “gerente” devem ter como obrigação fornecer as respostas para todos os problemas.Para os colaboradores é desmotivador trabalhar com um gestor assim.

Insistir em fazer tudo sempre do mesmo jeito pode trazer duas conseqüências:

1 – Impacto sobre os colaboradores: As pessoas se sentem ignoradas, suas idéias são rejeitadas e suas contribuições desconsideradas. Lideres assim não conseguem motivar suas equipes e acabam provocando um aumento na rotatividade de pessoal.

2 – Impacto sobre a empresa: Como as boas idéias e soluções acabam não sendo implementadas, as pessoas param de tentar buscar novas formas de realizar as tarefas ou de resolver velhos problemas. E isso leva à estagnação.

Muitas empresas de consultoria têm sido bem-sucedidas ao apresentar soluções para as empresas usando uma estratégia simples.

Os consultores perguntam aos próprios colaboradores como eles enfrentariam os atuais problemas de sua organização e após, apresentam essas idéias à Diretoria acompanhada de uma conta bem salgada.

Não faltam boas idéias. Basta que os lideres se disponham a procurá-las.

Aqui vão algumas dicas para criar um ambiente acolhedor:

Pergunte o que as pessoas acham: Seus melhores recursos estão à sua disposição, ao alcance da Mão. Peça que seus colaboradores dêem sugestões para melhorar os processos administrativos e gerenciais.

Estimule a criatividade: Crie um ambiente no qual as pessoas possam pensar em voz alta. Mesmo que não seja possível colocar em prática algumas idéias aparentemente absurdas que surgirem, esses brainstorms podem gerar boas alternativas.

Demonstre entusiasmo: Mostre às pessoas que você não vai ignorar suas idéias e sugestões. Os lideres precisam captar e amplificar o entusiasmo dos outros.
 
por: Leonardo Grapeia

Trabalho em excesso?

Será que você sabe administrar o seu tempo produtivo?


Por Luana Cristina de Lima Magalhães - InfoMoney

O trabalho e a correria durante a semana, muitas vezes, ocasiona a falta de energia e de satisfação pessoal. Mas, por que será que isso ocorre? Você sabe administrar e tornar o seu tempo produtivo tanto no ambiente social quanto no profissional?

De acordo com o especialista em gerenciamento do tempo e sócio da Triad, Christian Barbosa, a maioria das pessoas faz as coisas certas na hora errada ou então gastam muito tempo com atividades desnecessárias.

"As consequências de não saber equilibrar o tempo e as atividades a serem executadas são as horas-extras no trabalho, o estresse e a decepção por querer realizar muitas coisas e sentir-se mal por não ser capaz".

Indagações

Diante de uma mesa lotada de tarefas para serem feitas e os ponteiros do relógio "correndo" desenfreadamente, a sensação que temos é de não haver alternativas a não ser as horas-extras, o expediente no fim de semana ou o trabalhar em casa, não é verdade?

Mas, para Barbosa, há outra solução para esse problema, sem deixar de ser produtivo. Basta mudar os seus hábitos organizacionais.

"É possível sim ser produtivo no trabalho e realizar tudo o que precisamos, tendo espaço ainda para aproveitar o melhor da vida pessoal, a partir de simples mudanças nos hábitos de organização".

Como mudar?

O primeiro passo para organizar bem o seu tempo é anotar todos os seus compromissos do dia, com o intuito de não esquecer nenhum deles.

"Com as novas tecnologias, a famosa e velha agenda de papel está sendo deixada de lado pelos profissionais, que abandonam o hábito de escrever as suas atividades. Para os adeptos às inovações tecnológicas, sugiro que procurem algumas ferramentas existentes para a organização pessoal. Voltem a adotar a mania de escrever o que precisa ser feito nos próximos dias e planejem a execução".

Barbosa ressalta que, ao ter a confiança de que os compromissos fixados apenas na memória não serão esquecidos, as chances de não cumprir os prazos estabelecidos são maiores, devido à grande quantidade de serviços a serem decorados.

Calcule seu tempo

Depois de anotar todos os compromissos, chega a hora de conferir se haverá tempo hábil para realizá-los.

"Muitas pessoas fazem uma lista imensa de atividades e, no fim do dia, percebem que não conseguiram cumprir um terço do programado. Por isso, após escrever quais são as suas tarefas importantes e urgentes, pergunte-se quanto tempo levará para realizar cada uma delas. Então some e analise a real possibilidade de fazer tudo dentro do seu tempo disponível no trabalho".

Stop!

O especialista alerta que o profissional precisa estar ciente de que pode haver alterações na rotina de trabalho pré-estabelecida, como o surgimento de mais compromissos, em caráter de urgência. Entretanto, um limite deve ser respeitado.

"Por um desejo ou uma obrigação de fazer tudo rápido, as pessoas parecem querer abraçar o mundo e tentam fazer mais do que podem, ficando até mais tarde no escritório ou levando o trabalho para casa. Esse é um erro que deveria ser evitado ao máximo".

Barbosa finaliza afirmando que nem sempre temos como fugir do excesso de trabalho. Porém, é possível realizar um bom planejamento, não desperdiçando tempo e conhecendo os nossos limites, com o objetivo de fazer aquilo que sentimos prazer, conquistando uma vida melhor, com mais qualidade e satisfação.

Aprendendo a aprender

Já aconteceu de você ligar o carro, sair andando e só mais tarde descobrir que o freio de mão estava puxado? O sociologista Kurt Lewin desenvolveu um conceito chamado "Análise das Forças de Campo". Desta forma, ele descreve dois tipos de força: forças de freio (que desencorajam avanços) e forças de aceleração (que encorajam o avanço).

Algumas pessoas passam pela vida com o freio de mão puxado, presas, com atitudes medo e pensamentos negativos. Outras pessoas soltam o freio e avançam - de maneira positiva, lógica e confiante. Destes dois tipos, quem você acha que é mais feliz e vitorioso?

Al Siebert, autor de The Survivor Personality (A Personalidade do Sobrevivente, ainda sem tradução no Brasil), descobriu que os sobreviventes (pessoas que se envolvem sem querer em grandes desastres) ganham forças com a adversidade. "É a forma que uma pessoa reage às situações que determina sua sobrevivência", diz Siebert. As características de alguém com grandes chances de sobreviver num desastre são:

1. Flexibilidade: a capacidade de se adaptar sem quebrar.

2. Senso crítico:
uma grande vontade de que as coisas funcionem corretamente. Pouca tolerância a coisas que estão erradas.

3. Empatia:
capacidade de identificar os sentimentos, pensamentos e atitudes das outras pessoas.

4. Criatividade: a habilidade de resolver problemas usando a imaginação.

5. Resistência: o poder de voltar a ficar em pé, mesmo quando derrubado várias vezes.

6. Curiosidade: vontade de saber, aprender e compreender.

Note que estas mesmas características podem perfeitamente descrever uma pessoa de sucesso. Além da resistência (já falamos antes sobre o "Quociente de Adversidade"), talvez o mais importante de tudo seja a curiosidade - o aprender a aprender.

Como disse James Michener, "os mestres na arte de viver fazem poucas distinções entre emprego e diversão, entre trabalho e lazer, entre mente e corpo. Eles simplesmente perseguem a visão de excelência no que quer que seja que decidam fazer, deixando os outros, espectadores, decidir se estão trabalhando ou se divertindo. Para os mestres, essas duas coisas estão sempre juntas".

Veja algumas dicas para checar seu freio de mão, desenvolver o "aprender a aprender" e tornar-se um mestre no que faz!

Valorize conhecimentos 'não técnicos'
Se o futuro é menos previsível do que era antes, habilidades lógicas e analíticas já não são mais suficientes para garantir o sucesso. Num ambiente de incertezas, a imaginação e a flexibilidade passam a ter cada vez mais valor. Na verdade, 'pensar diferente' muitas vezes não é nada mais do que reagrupar conhecimento de novas formas. Mas para isso é necessário adquirir esse conhecimento antes.

Questione - procure novos ângulos
Ser curioso e questionador é algo pouco enfatizado nas escolas - e muito menos nas empresas. Sindri Anderson, que já foi diretora de treinamento e desenvolvimento da Levi Strauss & Co., cita casos de treinamento em boates, galerias de arte, onde quer que seus clientes estivessem. Armados de câmeras digitais e gravadores, os gerentes de produto da empresa coletavam informações diretamente na fonte. Não dá para pedir criatividade dos seus funcionários se o treinamento é feito sempre igual, quadradinho, numa sala sem janelas, com ar-condicionado e luz artificial.

Sintonia fina constante
Aprender deixou de ser um evento. Tanto que os departamentos de RH antes pensavam em número de bundas na cadeira em alguma sala de treinamento. O treinamento era dado e pronto - que venha a próxima turma. Continuidade, nem pensar - não havia nem tempo nem dinheiro para isso. Numa fábrica você não fica esperando que um produto defeituoso chegue ao final da linha de produção para ser rejeitado. Existem vários controles de processo que avisam ao menor sinal de desvio. Mas nossa educação não tem sido assim. Na empresa, o treinamento estará diretamente vinculado a resultados. Assim, a forma de medir o sucesso do treinamento estará diretamente relacionada a resultados financeiros ou de performance. Cursos que não se traduzam em satisfação do cliente, lucro, crescimento ou retenção de talento (diminuição do turn over) serão cada vez menos estimulados.

Prefira a substância
Você tem que entender de tecnologia. Sem dúvida alguma, grandes novidades serão lançadas nos próximos anos que revolucionarão a maneira pela qual aprendemos - a forma em que processamos, arquivamos e posteriormente utilizamos as informações arquivadas. Mas cuidado: todos temos a tendência a apaixonar-nos pelo 'brilho' - pelo que está na moda, pelo que todo mundo está comentando. Na hora de trabalhar, as pessoas não querem brilho - querem conteúdo, substância, conhecimento - de preferência, organizado de forma que a informação sendo procurada seja encontrada de maneira fácil e rápida. O segredo é aproveitar a quantidade enorme de 'consultores' disponíveis gratuitamente: seus colegas, a Internet, listas de discussão. E o melhor de tudo é que assim, você garante atualização contínua. Importante mesmo é aprender.

Comunicação eficaz
Quando problemas surgem numa empresa, raramente é porque não existia informação suficiente, e sim porque ela não foi comunicada corretamente. Por isso é fundamental saber trabalhar em grupo: além de saber trabalhar com a informação e usá-la para tomar decisões, você precisa também entender as perspectivas das
outras pessoas - como elas se comunicam e como tomam decisões

Conhece a ti mesmo
Você conhece suas fraquezas? Você está disposto a aceitá-las e admiti-las? O que tem freado sua vida, impedindo-o de viver exatamente da forma que gostaria? Quando você é honesto consigo mesmo sobre suas fraquezas, e está disposto a dedicar-se a trabalhar para melhorá-las, você acaba trilhando o caminho para o sucesso. Faça as perguntas certas, entenda o problema completamente e explore o máximo de soluções possíveis que puder.

Para terminar, uma lista de máximas, retiradas de "An Incomplete Manifest for Growth, de Bruce Mau", publicadas originalmente na revista Fast Company:

1. Deixe os eventos mudarem você: Você deve estar disposto a crescer. Crescer é diferente de algo que acontece com você: você produz o crescimento. O pré-requisito para o crescimento é estar aberto para as experiências de novos eventos e a disposição para ser transformado por eles.

2. Capture acidentes: a resposta errada é uma resposta certa procurando uma pergunta diferente. Colecione respostas erradas como parte do processo de aprendizagem. Depois faça perguntas diferentes.

3. Faça perguntas estúpidas: O crescimento é alimentado pelo desejo e pela inocência. O importante é a resposta, não a pergunta. Imagine passar pela vida aprendendo na velocidade em que aprendem as crianças.

4. Coloque-se nos ombros de alguém: Você pode viajar muito mais longe carregado pelas conquistas daqueles que vieram antes de você. E a vista é muito melhor.

5. Repita-se: Se gostou, faça de novo. Se não gostou, experimente mais uma vez.

6. Crie novas palavras: Novas condições exigem novas maneiras de pensar. Novos pensamentos exigem novas formas de expressão. Novas expressões criam novas condições.

7. A criatividade não depende de artefatos: Esqueça tecnologia. Pense com seu cérebro.

8. Viaje: O mundo é muito maior do que a tela da sua TV, ou a Internet.

9. Cometa erros mais rapidamente: Esta idéia é emprestada, provavelmente do Andy Grove.

10. _____________________ : Esta nós deixamos intencionalmente em branco. Deixe sempre um lugar para suas novas idéias, e as novas idéias das outras pessoas também.

por Raúl Candeloro

É tudo uma questão de atitude

O importante é investir e praticar uma conduta profissional voltada para o futuro, com energia e vitalidade, fugindo do anonimatos

A gente muitas vezes se pergunta o que é que explica o sucesso na vida das pessoas. Sucesso na escola, no esporte, na família, no dinheiro e, principalmente, na carreira e no emprego. E respondemos que é esforço, competência, berço, inteligência e grande dose de sorte.

O que nem sempre incluímos na lista dos atributos para o sucesso profissional é um fator que mais e mais vai aparecendo como elemento chave: a atitude.

O executivo que passou anos de sua carreira, eventualmente em empregos sucessivos, mas sempre de alguma forma escondido do mundo em sua sala e atrás de sua escrivaninha, não demonstrou a atitude certa para o sucesso.

O profissional que fugiu de cursos que lhe ofereceram - com boas e más justificativas - deixando de lado o seu desenvolvimento cultural e a sua preparação para novos e importantes desafios, mostrou a atitude errada para a busca do sucesso na carreira.

Aquele outro que se deixou ficar para trás sem perceber a qualidade e a velocidade das mudanças sócio-técnicas que iam ocorrendo no seu contexto profissional e foi se deixando ficar obsoleto e antigo, certamente não teve a atitude necessária para o sucesso em sua vida profissional.

Atitude igualmente modesta a do profissional que não percebeu o mundo global e a importância do investimento em idiomas que lhe permitiriam a comunicação em nível internacional e o entendimento dos acontecimentos da grande aldeia de hoje em dia.

Para muitos executivos faltou a atitude compatível com a compreensão de que as pessoas é que são importantes em qualquer ambiente e que sem elas e sem seu engajamento nada de sucesso acontece.

Outros, ainda, em sua atitude como profissionais, não se aperceberam de sua responsabilidade para com o ambiente físico e social dentro do qual vivem e no seu desempenho demonstraram sempre a sua nostalgia com o passado e a sua impermeabilidade ao futuro.

E nesta lista ainda cabem aqueles profissionais que trocaram as suas famílias por suas "workaholic" atitudes ou, vice-versa, os que pretenderam ficar confortáveis em seus ninhos, sem se atentar que a dedicação ao seu trabalho era, também, parte de uma atitude voltada para o sucesso.

Cada um de nós tem que conviver com sua personalidade, seus valores e sua realidade. E certamente a sorte, quando se a tem, ajuda e quando não está conosco complica. Mas como vimos acima, em apenas alguns casos mais flagrantes, parece que há um diferencial que efetivamente promove ou derruba pessoas e profissionais e que esse diferencial se traduz por uma atitude perante a vida e a carreira que cada vez mais caracteriza o sucesso.

Falamos da atitude fundamental de estar alerta para o seu contexto de vida e de atuação, procurando perceber as mudanças que vão ocorrendo e procurando estar sempre engajado e atuante, para não ficar para trás. Não estamos propondo uma vida estressada, tensa e corrida, dirigida para o sucesso a todo custo, mas uma existência compatível com o seu tempo e com os seus valores.

A verdade é que a vida profissional, hoje em dia, é cada vez mais difícil e exigente com as pessoas e as famílias. O importante é que para conviver com tal contexto há que se ter, em relação à carreira, uma atitude positiva, investindo o que for possível investir e praticando uma conduta profissional voltada para o futuro, com energia e vitalidade e fugindo do anonimato. O executivo que não cresce no dia-a-dia e que ninguém conhece, dificilmente alcançará o sucesso. No final, é tudo uma questão de atitude!

Por Laerte Leite Cordeiro

Dez dicas para o jovem profissional

Ingressar no mercado de trabalho não é tarefa fácil para ninguém. Pensando nisso, a psicóloga Mila Motomura* preparou para o Empregos.com.br uma lista com algumas dicas preciosas para quem está iniciando sua carreira
 
1. Entenda muito bem o que é sucesso para você. Promoções rápidas? Dinheiro? Contribuições significativas para a sociedade? Evoluir profissionalmente até virar um “peso pesado”? Descubra que tipo de sucesso você almeja e por quê.

2. Assuma totalmente o cargo em que você está e procure ser o melhor na área de sua responsabilidade. Crie, invente, melhore, reinvente seu próprio trabalho para torná-lo cada vez melhor e mais contributivo. Esteja sempre totalmente presente no aqui-e-agora do seu trabalho, não desperdice um momento sequer “olhando a grama do vizinho”.

3. Não faça coisas que possam prejudicar o futuro: mentir, puxar o tapete do outro, envolver-se em fofocas para derrubar o concorrente, fazer coisas não éticas para subir na velocidade desejada. Quando a pessoa faz isso se perde na ilusão do curto prazo e prejudica permanentemente a evolução profissional a longo prazo.

4. Caminhar sozinho ou com outros? A jornada de evolução profissional tende a ser vista, principalmente no mundo dos negócios, como uma guerra pessoal. É a idéia do destacar-se na multidão, ser o melhor, não perder a competição. Outros, no entanto, vêem essa evolução como algo coletivo, ou seja, trabalhar para a organização. Ir muito bem e todos ganharem com isso inclusive a própria sociedade. Muitos executivos de sucesso duradouro estão trabalhando para o bem-estar da coletividade, da equipe, dos próprios colegas. É o caso daquele profissional que é bem-quisto por todos ao seu redor e todos só falam bem dele. É como se muita energia positiva ajudasse a pessoa a evoluir mais rápido.

5. Não fique só em diagnósticos e planos, vá rapidamente para a ação. Mesmo que não dê totalmente certo logo na primeira tentativa, proporcionará aprendizagem prática. Essa experiência é o ativo mais importante que o profissional deve construir. Equilibre competência teórica com crescente competência prática.

6. Equilibre sua competência técnica com competência política e humana. A competência política positiva é a capacidade de lidar com o poder. Seu próprio (consciência da força que você tem em fazer as coisas acontecerem ao seu redor) e competência de lidar com o poder dos outros: pares, chefes, etc. As competências humanas podem ser compreendidas no sentido de você ser um verdadeiro diplomata sabendo lidar muito bem com as situações de conflito que sempre surgem nas organizações.

7. Invista em suas competências duráveis que são aquelas que nunca se tornam obsoletas. Todo o conhecimento e toda técnica envelhecem, por isso é importante se atualizar o tempo todo. Exemplos: capacidade de pensar estrategicamente, de comunicação, trabalhar em equipe, etc.

8. Amplie constantemente sua rede de relacionamentos. Não se isole, conheça gente de todas as áreas e profissões, procure pessoas, procure especialistas, visite organizações diferentes, solicite reuniões, entrevistas, seja pró-ativo socialmente. É sempre impressionante o que pode ser gerado a partir desses relacionamentos: novas idéias, novas oportunidades de relação, novos negócios, ajuda mútua, etc.

9. Respeite os veteranos ao seu redor. Aprenda com a experiência deles. Ouça as histórias que têm a contar. Aprenda a partir dos erros e acertos que tiveram em suas próprias carreiras. Lembre-se que sua carreira dependerá bastante de sua prática e de sua experiência e os veteranos poderão acelerar muito a sua evolução.

10. Não peque por excesso de esforço. O melhor sucesso é aquele que é alcançado naturalmente, sem estresse, simplesmente a partir de suas realizações no dia-a-dia. Esforçar-se além da conta pode até gerar benefícios, a curto prazo, na evolução da carreira, mas a longo prazo pode ser fator de retardamento, à medida que eventuais períodos de estresse venham interromper o processo, em certos casos até tirando a pessoa da carreira escolhida. O melhor sucesso é aquele que é sustentado naturalmente e altamente prazeroso.

por: Mila Motomura

Aproveite as férias para investir na carreira

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que gostaria de estudar mais para aprimorar seus conhecimentos e alavancar a carreira, porém não possui tempo disponível para isso? Com a correria do dia-a-dia, realmente sobra pouco tempo para cuidarmos e investirmos em nós mesmos, já que passamos boa parte do nosso tempo no trabalho e o restante é consumido com a realização de tarefas rotineiras.

Essa situação também é bastante comum entre os estudantes de nível médio e superior que, muitas vezes, estudam e fazem estágio, atividades que ocupam todo o seu dia. O tempo é escasso para eles, que estão justamente em um período em que é preciso estudar e fazer cursos e, assim, terem maiores chances de entrar no mercado de trabalho, uma vez que possuem pouca ou nenhuma experiência profissional ou mesmo na área de estudo.

Mas agora pense: o que você planejou para suas férias? Investir em você mesmo estava entre seus planos para 2009? Além de incrementar o currículo, o aperfeiçoamento pessoal e profissional durante esse período pode fazer toda a diferença no momento da entrevista. Um candidato esforçado, que aproveitou suas férias para estudar, passará uma melhor impressão ao entrevistador. Por isso, sugiro algumas formas para voltar à rotina com mais conhecimento e disposição para o seu futuro, como:

·          Não deixe para depois -  O tempo é muito valioso e temos que aproveitar todas as boas oportunidades que estão ao nosso alcance. Por isso, não deixe-o passar, comece agora a procurar o que fazer para investir no seu futuro profissional. Não esqueça que uma das formas de avaliar o jovem candidato a uma vaga de estágio é o nível de conhecimento que possui na área em que irá atuar;

·          Aperfeiçoe seu conhecimento em outro idioma -  Existem muitas escolas de idiomas com cursos de férias intensivos que permitem ao estudante melhorar seu conhecimento em uma língua estrangeira, além de cursos de curta duração para iniciantes. Não perca essa oportunidade. Talvez, quando as férias acabarem, você não tenha mais tanto tempo e/ou disposição para fazê-lo;

·          Aperfeiçoe a sua escrita -  Cada vez mais as entrevistas de emprego exigem a elaboração de uma redação para que o candidato seja avaliado pela sua escrita ou então pelo modo como pensa e se expressa. Mesmo que a sua carreira não exija esse tipo de habilidade, é muito importante que o profissional saiba expressar-se corretamente e não cometa erros gramaticais no envio de mensagens eletrônicas, por exemplo. Por isso, você pode aproveitar as férias para fazer um curso gramatical ou de redação gratuitamente. O próprio site da Academia Brasileira de Letras oferece esse serviço e tira dúvidas dos internautas sobre esse assunto;

·          Melhore seus conhecimentos em informática -  Hoje as empresas procuram cada vez mais aderir às novas tecnologias e o uso de um computador é indispensável. Se você ainda não domina as ferramentas mais básicas, procure aprender mais sobre essa área para sair na frente dos demais candidatos e oferecer às empresas o que elas precisam. Caso não possa realizar um curso básico ou de especialização, o conselho é que tenha no seu computador os programas que deseja aprender como funcionam e que você mesmo experimente-os e tente mexer em todas as ferramentas que eles oferecem. Caso tenha dúvidas, anote-as e pergunte para alguma pessoa que tenha mais conhecimento e vá em frente, aprenda sem custos;

·          Já sabe o que quer? Especialize-se -  Os cursos de graduação geralmente permitem ao estudante que trabalhem em diferentes áreas de atuação. A primeira grande decisão na vida do jovem é decidir qual carreira irá seguir e a segunda é saber em qual área, em específico, irá trabalhar. Se você já tomou essa decisão, procure na sua universidade ou em outras instituições de ensino algum curso extracurricular específico para adquirir maior conhecimento teórico. Isso conta muitos pontos no currículo e mostra interesse e determinação por parte do candidato;

·          Pratique esportes e cidadania -  A atividade física não melhora somente o seu condicionamento, ela lhe dá mais disposição no dia-a-dia. Além disso, quando esportes coletivos são praticados, também desenvolvemos a habilidade de se trabalhar em equipe. As pessoas que têm esse hábito, ou mesmo o fazem quando possuem tempo disponível, são bem vistas pelas empresas, pois mostra que esse profissional não age individualmente. Outra atitude bem vista por gestores na entrevista é a consciência social do candidato, o que também demonstra o trabalho em comum e, principalmente, que é uma pessoa determinada e com objetivos claros. Se você acha que precisa melhorar o seu desempenho no trabalho em equipe, esse é um método eficaz, agradável e socialmente correto;

·          Relaxe e estude! -  Claro que as férias devem ser aproveitadas para descansar e renovar as energias. É nessa época do ano que as pessoas têm mais disposição e o cansaço é menor devido ao tempo extra que possuem. É por isso que você deve aproveitar para investir em si mesmo. Então estude o quanto achar necessário durante a semana e aproveite seus fins de semana para descansar. Coloque você na sua agenda de prioridades!

Por Giuliano Bortoluci

Qual é o seu limite?

As únicas limitações para se ter sucesso são aquelas auto-impostas .

Quero relatar para você uma pergunta que me fizeram essa semana e que me fez refletir sobre como podemos ser mais. Imagine que seu filho está doente e precisa de um determinado tipo de remédio que só pode ser encontrado no topo do monte Everest, e que para salvá-lo você tem que conseguir chegar lá em 24 horas. O que você faria? Tenho certeza que não deixaria seu filho morrer! Por que isso acontece? Porque em determinadas situações somos capazes de realizar façanhas maravilhosas e, em outros momentos, ficamos esperando o mundo acabar no sofá da sala?

Como disse o famoso filósofo de negócios Jim Rohn: " O que pode impedir você de realizar aquilo que quer, são apenas as limitações auto-impostas". São os limites psicológicos que fazem você trabalhar em baixa performance. É aquela voz na sua cabeça dizendo que você não pode, não vai dar, isso é impossível, etc.

Portanto, é preciso reconhecer esses limites, você não consegue mudar o que não reconhece. Não pode atingir um alvo que você não vê. Não pode realizar coisas maravilhosas em sua vida se não tiver idéia de onde elas estão. É preciso ser honesto com você mesmo para ver o que tem que mudar.

Nossos maiores inimigos não são o governo, o patrão ou os problemas, mas a nossa própria incapacidade de descobrir um motivo verdadeiro para realizar as coisas. O que faria você levantar agora e ir para o topo do Everest? Garanto que não muitas coisas, certo?

Mas se você descobrisse um motivo maior poderia realizar coisas que hoje são inimagináveis. A questão é que se você não sabe para onde olhar, acaba sendo mais fácil seguir com a multidão olhando para as impossibilidades da vida.

Minha sugestão é que você encontre um "porquê verdadeiro", um motivo muito forte para realizar aquilo que quer. Pois quando você descobre um "porquê" descobre "como" fazer, e dessa forma consegue ultrapassar mais um limite, atinge o próximo nível. Esse nível vai exigir de você mais responsabilidade, mais dedicação, mais esforço e novos limites precisarão ser ultrapassados, isso faz parte da evolução, isso faz parte da vida.

Por Fernando Oliveira

Você está pronto para ser promovido?

Anos de trabalho e esforço e agora é hora de uma promoção certo? Teoricamente, essa é a ordem natural das coisas - bom trabalho = promoção - mas nem sempre as coisas são tão fáceis assim.

Saber como agir quando percebemos que esse momento crucial na carreira está chegando é fundamental - será que eu peço?, ofereço ajuda?, faço pressão? - são perguntas e dúvidas comuns quando estamos nessa situação.

Não há dúvida que a procura por novas responsabilidades e desenvolvimento da carreira é resultado de muito esforço, mas nada melhor do que algumas boas dicas para tornar esse percurso um pouco mais fácil!

Mostre que você quer uma promoção

A maioria das pessoas tem receio de mostrar que querem ser promovidas, pois acreditam que, se estão fazendo um bom trabalho, essa promoção é uma conseqüência. Infelizmente, se não deixar claro seu desejo por essa mudança de responsabilidades, seu chefe pode ser capaz de nunca considerar essa possibilidade!

Mostre do que é capaz!

Se as suas habilidades não estão mais sendo usadas em seu trabalho atual, dê ao seu superior exemplos concretos de como você seria de muita ajuda e poderia contribuir muito mais de assumisse funções novas e de maior responsabilidade - não custa mostrar também como você poderia facilitar a vida de seu chefe se fosse promovido!

Tudo ao mesmo tempo!

Uma maneira de provar que você está mais do que apto para se encarregar de novos trabalho é sugerir que, por um certo período, você assuma suas atuais funções e mais as responsabilidades do seu novo cargo. Desse modo você pode mostrar à chefia que:
  • você reconhece a importância de seu trabalho atual
  • você pode lidar com a responsabilidades de um novo cargo
  • por ser eficiente, você é capaz de acumular e "dar conta" de duas funções simultâneas

Ajude a procurar alguém para seu lugar

Se você conseguir a promoção, vai precisar de alguém para colocar no seu lugar, certo? Esse pequeno detalhe pode fazer com que os chefes fiquem receosos na hora de deslocar um bom funcionário para uma outra função - quem eu vou colocar no lugar e como vou escolher - eles pensam! Por isso, você pode deixar seu chefe mais tranqüilo se assegurar que vai ajudá-lo a encontrar alguém que possa assumir suas responsabilidades. Uma ajudazinha que não custa nada e vale muito!!!

Diga não aos ultimatos!

Causar confusões ou um clima ruim no ambiente de trabalho sobre o que você vai fazer se não for promovido não é, definitivamente, uma boa idéia. Mesmo que essa tática de ameaças funcione, e você acabe ganhando sua promoção, é bom saber que sua relação com os chefes e com a empresa nunca mais será a mesma.

Promoção ou fingimento?

Já ouviu falar em pseudo-promoções? Pois saiba que elas existem e por isso é bom prestar atenção! Nessas situações você só ganha um novo título para o seu trabalho, que continua sendo o mesmo, sem novas responsabilidades ou desafios. Cuidado também com posições criadas especialmente para você - mesmo o trabalho sendo legítimo, essa é uma maneira de deixá-lo contente e de mantê-lo na empresa até que não apareça uma "promoção real". Fique atento!

Que tal ir para o lado?

Já pensou em uma promoção lateral? Se você gosta do lugar onde trabalha, da cultura da empresa e das pessoas que estão ao seu redor, nada melhor do que considerar a possibilidade de permanecer na companhia fazendo um trabalho diferente do que fazia antes. Conhecer outras áreas de trabalho é uma boa oportunidade de aumentar seu conhecimento, sua experiência e sua rede de contatos, além de mostrar uma grande capacidade de adaptação que somará muitos pontos em seu currículo.

Seguindo novos rumos

Se, depois de alguns anos de trabalho e de muitos esforços você concluiu que seu trabalho nessa empresa é uma rua sem saída, infelizmente é hora de procurar novos caminhos. Mas como você sabe que chegou nesse ponto?
  • se não ganhou nenhuma promoção entre 3 e 5 anos
  • se escolheram outra pessoa para promover no seu lugar
  • se você já ouviu diversas vezes que não vai receber essa promoção 
por Daniele Aronque

Jovem demais, eu?

Você tem experiência e um histórico profissional cheio de resultados. Pronto para alcançar aquela merecida promoção, esbarra em um obstáculo teoricamente inimaginável: tem "cara de bebê", fato que compromete sua credibilidade diante dos executivos da empresa e até dos seus subordinados. No ambiente familiar ou na roda de amigos, conservar a aparência de adolescente ao longo do tempo pode ser motivo de elogios e admiração, mas como lidar com essa característica na empresa?

"Para lidar com pessoas mais velhas, o jovem executivo terá que aprender a respeitar seus subordinados, independente do cargo. Valorizar a experiência de vida desses profissionais mais velhos é o primeiro passo para romper as dificuldades iniciais", avalia Adriana Schmidt Méglia, diretora de operações da Laerte Cordeiro Consultores.

É muito importante mostrar para o grupo que os conhecimentos de um jovem profissional, agregados a bagagem de um executivo experiente, podem trazer benefícios para o desenvolvimento de novos projetos.

É natural ocorrer um clima de insegurança e receio, principalmente porque o novo executivo está na faixa dos 25 anos. " O profissional mais experiente a princípio não aceita que esse tal 'carinha de bebê' queira 'mandar' nele. Cabe então ao jovem profissional criar situações que possam derrubar essa imagem", explica Adriana.

Se você está numa situação parecida como esta, eis alguns conselhos dados por Adriana Schmidt:

Tenha um coach

É é uma figura importante para estar ao seu lado. Geralmente é um profissional mais velho, num cargo superior ao seu, que poderá oferecer orientações, aconselhamentos e auxiliar no entrosamento com os outros profissionais.

Cuidado para não tomar atitudes precipitadas

Uma característica do jovem profissional é a audácia. É uma característica que as empresas valorizam, pois é um executivo que arrisca mais, com mais agilidade - diferente dos mais experientes que agem com mais prudência. Apesar disso, cuidado para não exagerar. Converse e escute as opiniões de outros profissionais.

Demonstre suas qualificações

N ão confunda com exibicionismo. Prove que você tem conhecimento e não está falando só por falar. Conquiste o respeito e admiração das pessoas através dos resultados.

Aparência

Alguns executivos adotam um cavanhaque para dar ar de seriedade. Isso é uma escolha pessoal. Se isso trouxer segurança, você pode incluir no seu estilo, do contrário melhor não adotá-lo. As roupas devem estar de acordo com a ocasião.

por Izabel Cristina

É possível compatibilizar qualidade de vida com estes tempos loucos em que estamos vivendo ?

É possível compatibilizar qualidade de vida com estes tempos loucos em que estamos vivendo? Como ser feliz e competitivo ao mesmo tempo? Como vencer a ansiedade e a perplexidade com nível adequado de equilíbrio humano?

O caminho é difícil, além de complexo e desafiante. Mas, acima de tudo, é possível . A prova cabal de sua viabilidade está demonstrada na enorme quantidade de pessoas que conseguem chegar ao pódio dos campeões sem trazer consigo o ranço do estresse, da angústia e da infelicidade. Chegam lá felizes. É claro que do outro lado existe um número muito grande - talvez até maior - de pessoas competitivas e neuróticas, que ganham, junto com o sucesso, o vício do alcoolismo ou das drogas, a safena, um enfarte ou a família desagregada.

Exatamente pelo simples fato de existir esses dois pólos, é possível que se tente estabelecer o perfil de cada extremo. Sem a menor pretensão de síntese, a seguir alguns atributos utilizados por triunfadores e felizes:

Amor ao trabalho

Quanto mais o trabalho é feito com crença, comprometimento e paixão, mais suave fica a relação do homem com sua própria criação profissional. Quando perguntaram ao Jô Soares como ele se sentia trabalhando para produzir um livro de 400 páginas paralelamente às suas intensas atividades, ele respondeu de imediato: "Trabalhar? Quem disse que eu trabalhei para produzir um livro? Eu me diverti enquanto escrevia".

O doutor Ivo Pitanguy afirma constantemente: "Não tenho uma profissão, tenho uma missão, que é fazer as pessoas mais felizes. Razão do meu sucesso? Amo o que eu faço". Oscar Schimdt, reconhecido por sua persistência e dedicação ao trabalho, sempre alardeia: "Só tenho que agradecer a Deus. Ele me permite ganhar dinheiro fazendo aquilo que mais amo, jogar basquete". Portanto, uma primeira conclusão: transforme o seu trabalho em uma fonte inesgotável de prazer, da maneira mais corajosa que você puder, quebrando todos os paradigmas.

Disciplina

Os triunfadores felizes estabelecem de maneira até rígida alguns limites para suas atividades profissionais. Em realidade, eles tomam a frente do planejamento de suas vidas e sentem-se donos de si próprios. Competitivos neuróticos perdem as rédeas e passam a ser comandados por uma "máquina externa cruel e impiedosa".

Auto-recompensa

Quem caminha no sentido do equilíbrio usa o conhecido pensamento: "trabalho para viver e não vivo para trabalhar". Se trabalho muito, o meu esforço deve ser recompensado por atividades que me proporcionem um grande prazer. Das férias com a família ao hobby do cinema, das culinária no final de semana às sessões de jazz, o "eu" não pode ser abandonado. Nesse caminho, não é o trabalho pelo trabalho nem o poder pelo
poder que estabelecem os critérios de recompensa para o ser humano.

Atividades físicas

A prática comprova: quinze minutos diários de meditação, pausas para sessões de respiração e pelo menos cinco longas caminhadas semanais geram a paz e a endorfina milagrosas no processo da reenergização constante e consistente. No outro extremo, o fumo, o álcool e a comida em exagero detonam ainda mais o físico combalido.

Pacto com a família

Crie com a família um ambiente amigável no trabalho. Discuta, converse, troque opiniões. Não deixe que sua atividade profissional seja o monstro que separa o pai do filho. Aproxime sua família do trabalho e tente mostrá-lo como estratégia de crescimento, e não como um castigo dos deuses. Demonstre que o trabalho é uma forma humanamente correta de levarmos adiante nosso missão terrena. E lembre-se sempre que muito pior do que seu concorrente mais competitivo é uma família inimiga do trabalho.

por Marco Aurélio Ferreira Vianna*