domingo, 13 de junho de 2010

Os 10 mandamentos da Motivação

Pessoas dizem frequentemente que a motivação não dura. Bem, nem o banho - e é por isso que ele é recomendado diariamente." (Zig Ziglar)

Imagine que numa equipe de vendas externas existam dois profissionais:
João, um excelente profissional que domina técnicas, tem uma fantástica oratória e poder de persuasão, mais além: ele é bom e sabe disso.

Antonio vende os mesmos produtos, inclusive teve os mesmos treinamentos. Ele é um tanto quanto “limitado”, tem muitos bloqueios, crenças limitantes e medos. É gago e tímido.

João espera as coisas acontecerem, não corre atrás de metas, não se preocupa em encantar e fidelizar os seus clientes. Já Antonio dedica-se e dá o seu melhor, afinal, ele sabe que se não é possível vencer pelo talento, o esforço “quebra o galho”.

João tem muito “atributos”, mas lhe falta o que sobra a Antonio: MOTIVAÇÃO {e isso faz a diferença}. Não estou dizendo que não se precisa de talentos, ao contrário! Criativos, empreendedores, bons lideres, ótimos vendedores e excelentes comunicadores são geralmente os mais ricos do mundo. Apenas afirmo que
talento sem motivação é desperdício, é como um rei sem coroa...

Pense: se um incompetente motivado é capaz de grandes feitos, o que não pode fazer um COMPETENTE MOTIVADO?!

De acordo com Maslow, considerado por muitos o “pai da motivação”, todas as pessoas querem: ter mais dinheiro, boa saúde, ter longevidade, ter felicidade, estima e aceitação, paz de espírito, segurança, etc.

Abaixo citarei o que eu classifico como os 10 mandamentos da motivação, todos são importantes e se interligam. Confira:
 
1. Não seja um procrastinador:
Não adie as tarefas de hoje. Também não adie suas decisões. Faça isso por você. Evite acumular afazeres, pois alguns tentam dedicar-se a muitas coisas ao mesmo tempo, além de estressante é um convite para o fracasso.
 
2. Comece algo e termine:
Lembro-me de uma ocasião em que passei algumas horas escrevendo um artigo e o computador “travou”. Perdi tudo {não fiquei nada feliz}. Eu havia começado, mas o final era a minha motivação. Se você começar algo, termine, a menos que o sentimento de frustração seja bom pra você.
 
3. Confie em você mesmo:
Ao atender centenas de pessoas e empresas, detectei diversos casos em que sobrava capacidade, mas faltava confiança. Há ocasiões que o segredo do êxito é apenas “confiar no seu taco” e ter “bala na agulha”. A PNL nos ensina ao dizer que: “Todos possuem os recursos que necessitam, basta acessá-los”. Fale em alta voz: Sim, eu posso... Eu me permito... Eu vou.
 
4.Valorize o que realmente importa:
Defina suas metas, suas prioridades e valores. Equilibre seu tempo, não viva só para o trabalho, por exemplo. Desfrute de momentos felizes ao lado de seus familiares. Pratique atividades físicas, leia bons livros, ouça boas músicas, exercite a sua fé.
 
5. Tenha grandes planos:
Você quer ser grande? Ande com os grandes! Quer ter grandes realizações e sucesso? Tenha objetivos e metas, e corra atrás... Não seja medíocre!
 
6. Agradeça sempre:
Pense nisso: “Sempre reclamei dos meus sapatos, até que um dia, ao dobrar uma esquina, avistei um homem sentado sem os dois pés.” Reveja seus conceitos de necessidades.
 
7. Ame-se MUITO:
O maior amor que podemos sentir é o amor próprio. Este sentimento profundo a cerca de nós mesmos nos fará amar incondicionalmente o próximo e o Arquiteto do Universo. Quando temos uma boa autoestima nossos relacionamentos são mais saudáveis.
 
8. Não tenha medo de fracassar:
O fracasso é uma ação, não é uma pessoa... É apenas uma oportunidade de fazer diferente, de recomeçar de outra forma, portanto, mesmo que você caia, levante-se com classe, e saiba que os tombos te ensinarão novas manobras.
 
9. Seja disciplinado:
Nem sempre é possível fazer o que se quer. Nem todos ganham o quanto gostariam ou fazem o que sabem e/ou amam. Disciplina é plantar pra colher, só que o plantio é árduo. A disciplina transformou um camelô num dos maiores empreendedores do mundo.
 
10. Persista, persista, persista...
Olhe para seu alvo, fixe os olhos nele e prossiga até tocá-lo. Será fácil? É bem provável que não, mas ainda que você seja surrado, não seja nocauteado. Fomos criados para sonhar e são eles {os sonhos} que abastecem a nossa alma. Não venda os seus sonhos, não desista deles, não deixem roubá-lo de você.
 
 L.U.T.E. S.E.M.P.R.E!

por:Rudson Borges

Talento é raro ou comum?

Quando falamos ou pensamos na palavra talento, temos a ideia de genialidade, algo exclusivo de poucos eleitos e além de nossos limites. Quase como castas. Isso se deve ao fenômeno de transposição para o nosso dia-a-dia desse autoengano. Significa que idealizamos uma visão de mundo e passamos a acreditar nela, com as suas naturais conseqüências. Daí a falsa conclusão de que talento é coisa de gênio, uma raridade que anda distante do meu cotidiano pessoal e profissional.

Como a questão do talento é importante para o nosso tema de carreira? Como esse autoengano influência nossas possibilidades de sucesso?

Temos uma mau costume de transformar pessoas em mitos. O rótulo de talento carrega essa carga simbólica. Se consideramos o conceito de que talento é raro e transpira genialidade, nos afastamos cada vez mais da ideia de que, independentemente da formação, gênero, raça, credo e criação, podemos ter talento.

Ao definir talento como uma ou mais habilidades que faço e reproduzo sempre de forma inteligente, prática e útil, dou início ao processo de desmistificar o conceito de talento. Portanto, cada um de nós é portador de um ou de vários talentos. Descobri-los e explorá-los em seu benefício é o desafio que deve ser superado. Nesse sentido, talento não é raro e nem significa genialidade. Ele está sob a nossa mira e é mais comum do que parece.

Numa empresa de 1.000 pessoas, todos têm talento? E numa empresa de 10.000, ou 60.000? Eu digo que sim.

Independentemente do número de pessoas, o conceito de talento aqui definido envolve a idéia de que todos podem. Contudo, as empresas não consideram esse universo como uma equipe de talentos e atuam reproduzindo essa forma de pensar. Por que? Porque trabalham com essa definição errada (cuidado, talvez você também esteja reforçando esse conceito de raridade). O conceito de que todos têm talento não está suficientemente provado, porém, praticar essa visão é difícil e requer muita observação pessoal.

É mais confortável para a gestão corporativa trabalhar com a idéia de “lista de talentos”,”banco de talentos”, “grupo de potenciais”, ou coisas do tipo, reduzindo a inteligência da empresa a poucos e privilegiados colaboradores eleitos sabe-se lá com qual critério. Posso afirmar que entrar na lista é uma glória. O pior é saber que o nome foi retirado.

A ciência prova que somos portadores de talento, mas as empresas estabelecem parâmetros subjetivos que separam os eleitos em grupos insignificantes.

É o tipo de questão que não tem resposta imediata, mas que serve de alerta para você empreender seu próprio processo de auto-conhecimento. Livre-se dessas mistificações e defina: quais são os seus talentos? Isso vai ajudá-lo a crescer profissionalmente.

Muitas empresas começam a sair do mundo restrito do talento, observando o que chamo de “capacidade de inteligência instalada” na organização. É lógico, sempre existirão graduações e responsabilidades distintas, mas o acesso está mais ligado às oportunidades de educação e formação do que ao talento como uma benção dos céus.

Qual o seu talento?

por: Carlos Faccina

sábado, 5 de junho de 2010

Escape de 3 armadilhas da produtividade pessoal

A busca da produtividade pessoal como solução para as demandas do exigente mundo moderno é uma resposta positiva para muitos de nós, mas o caminho até ela está repleto de armadilhas e desvios capazes de transformar vício em virtude – nao importando se você é um empreendedor individual em seu home office, um executivo, estudante, professor, integrante de equipe ou uma mistura dos papéis que desempenhamos todos os dias.
 
Uma causa comum é a visão isolada do conceito de produtividade, sem considerar conjuntamente o alinhamento aos objetivos, a qualidade do processo e dos produtos, ou mesmo os efeitos sobre a qualidade de vida dos envolvidos.

Outra causa que também ocorre é esquecer que produtividade é uma relação entre produto e insumos, e passar a medi-la apenas pela quantidade de saídas produzidas – sem considerar o custo ou o possível esgotamento dos meios e insumos, que – especialmente no caso dos empreendedores individuais e gestores – muitas vezes incluem em grande parte da capacidade do próprio agente em realizar seu esforço criativo.

As 3 armadilhas que veremos hoje, parecidas entre si mas com elementos diferenciais importantes, são grandes vilãs não apenas quanto a – após um período de aparente eficiência redobrada – impedir a obtenção continuada dos resultados desejados e também conduzir ao esgotamento ou burnout dos profissionais e empreendedores envolvidos.

Abraçar o mundo

Tentar abraçar o mundo e resolver ao mesmo tempo mais problemas do que se é capaz de gerenciar é uma receita de fracasso e esgotamento em qualquer contexto, mas se torna especialmente lamentável quando ocorre como resposta a uma demanda de ampliar a produtividade pessoal dos envolvidos.

Defrontar-se com um conjunto de tarefas que exceda a sua capacidade de produção é uma razão comum para buscar um ganho de produtividade, mas raramente – ao menos no sentido da produtividade pessoal – uma solução real e com qualidade permitirá de fato abraçar todos os problemas, pessoalmente e simultaneamente, realizando um esforço heroico e gerando satisfação a todos os clientes, com entregas no prazo e com qualidade.

 Demarque seu limite

Pelo contrário: grande parte do que se exige de um profissional aspirante ao sucesso é saber dizer não ao invés de aceitar tarefas e demandas que não acresçam aos objetivos da organização, que atrapalhem outras tarefas mais importantes ou urgentes, ou que poderiam ser executadas com mais eficiência de outra maneira.

Quando alguém tenta ir além da sua própria capacidade real de produção, usualmente tem sucesso nisso durante um período inicial de aceleração, enquanto equilibra toda a carga e ainda consegue continuar avançando.

Mas logo começa a ser necessário fazer malabarismos, descumprindo alguns prazos, renegociando outros sem apresentar o motivo real, entregando resultados com menos qualidade, deixando de lado algum cliente importante (ou a família, ou as atividades pessoais) – acreditando que nenhum deles está percebendo.

Mas na prática todos, ou ao menos os mais importantes, estarão percebendo sim. E quando o limite de tolerância deles se esgotar e eles tomarem alguma atitude, possivelmente o efeito será pior (e menos reversível) do que se você tivesse adequado seu volume de trabalho desde o princípio, mesmo dizendo não a alguém sem desejar.

Não delegar

Delegar, no sentido mais comum em ambientes corporativos, é transferir a outra pessoa uma tarefa ou projeto, e passar a compartilhar com ela a responsabilidade pelo resultado.

Saber delegar é uma habilidade importante, mas envolve vários desafios, tais como:
  • quem delegou ter consciência de que retém a responsabilidade pelo resultado;
  • quem recebeu a delegação entender que compartilha esta responsabilidade;
  • transferir juntamente com a tarefa o poder de decisão necessário para executá-la;
e muitos outros. Mesmo quando você sabe delegar, um desafio sempre presente é dispor de pessoas a quem delegar com confiança.

A delegação ocorre em estágios ou níveis, sendo que o desejável usualmente é dispor de pessoas às quais você possa delegar no estilo “eis a tarefa – vá em frente, entregue o resultado, me comunique quando tiver concluído”.

Mas é raro dispor de uma equipe contendo pessoas assim que já chegam prontas – você precisa formá-las, começando pelo nível mais básico de delegação, que é o estilo “eis a tarefa, vamos ver isso juntos; me traga as informações e eu lhe orientarei passo a passo”.

O artigo “Delegação: Uma Auto-análise“, do GuiaRH, apresenta um modelo progressivo de 6 níveis de delegação que podem ajudá-lo a desenvolver este potencial na sua equipe.

Quando você não delega, ou delega só parcialmente, acaba retendo para si muitas tarefas repetitivas e menores que lhe tiram a possibilidade de dedicar mais tempo às tarefas mais importantes que contribuiriam muito mais para o resultado desejado.

E isso é muito mais triste quando ocorre pela preocupação oposta, que é a de que haja perda de produtividade se a tarefa não for concentrada integralmente em suas mãos.

No caso dos empreendedores individuais, a delegação propriamente dita pode ser impossível, mas da junção das 2 armadilhas (“não delegar” e “abraçar o mundo”) podemos tirar uma solução unificada: saiba fazer parcerias estratégicas ou reconheça que é melhor contratar de terceiros os serviços auxiliares cuja execução lhe tomaria parte valiosa do tempo que você faria melhor em dedicar ao núcleo de suas atividades.

O que, inclusive, nos leva à terceira e última armadilha:

Ser o homem dos 7 instrumentos

Em inglês existe um adágio que não tem similar nacional: “Jack of all trades, master of none“, que se aplica às pessoas que “conhecem” várias ferramentas, mas não dominam nenhuma delas.

Trabalhando com TI, muitas vezes encontrei este tipo de sujeito, que chega dizendo que “conhece de PHP”, “conhece de Java”, “já viu Oracle”, aí você pergunta o que ele sabe fazer, e ele responde: “tudo”. Aí pede pra ele fazer um aplicativo simples de cadastramento, dar manutenção num PC que não está dando boot, ou corrigir um erro de macro numa planilha de faturamento, e ele falha nos 3 testes, porque o conceito de “tudo” de quem pede e de quem oferece muitas vezes é diferente…
 Essa seria sua escolha para fazer parte da sua orquestra?

Não há nada de errado em conhecer, acompanhar ou mesmo dominar múltiplas ferramentas, mas quando alguém que quer solicitar algo em que você tenha interesse for lhe perguntar o que você sabe fazer, é preciso haver uma resposta específica e que interesse a quem perguntou.

Mais importante do que isso, é preciso haver o domínio real das competências e ferramentas e necessárias para realizar esta atividade que está sendo proposta.

Ser generalista não é incompatível com isso, pois se refere muito mais à visão ampla ou ao entendimento dos diversos componentes de uma realidade, do que à capacidade de operar e realizar as atividades associadas a eles.

Há espaço no mundo para os homens dos 7 instrumentos, mas no que se refere à produtividade e ao desenvolvimento pessoal, todos saem ganhando quando eles atuam em projetos que exigem mais de um instrumento (metafórico, claro) ou técnica que eles realmente dominem, e aí chamem outras pessoas que dominem os demais 6 instrumentos.

Conclusão: Misturando tudo

A realidade, como de hábito, é mais difusa e imprecisa que qualquer descrição objetiva.

Considere o seguinte cenário e as alternativas abaixo, que se baseiam num exemplo real que conheço – mas no exemplo real, felizmente, os executivos em questão não caíram nas armadilhas, e souberam escolher alternativas que maximizaram o aproveitamento de suas habilidades:
 
Dois executivos, recém-saídos de uma grande empresa de distribuição de combustíveis, percebem a oportunidade de desenvolver um serviço on-line de cálculo de rotas para distribuição de cargas.
Um deles, que anteriormente atuou como Diretor Financeiro, fica responsável por nos próximos 30 dias obter financiamento bancário para a ideia, visitar as grandes empresas de logística da região para prospectar clientes, registrar uma empresa em nome de ambos, e desenvolver nome, marca, logotipo e website corporativo.

O outro, que foi Diretor de Engenharia, ficou responsável pelo desenvolvimento do serviço, e para isso comprou um servidor e um no-break, contratou a instalação de uma conexão dedicada em sua casa, e enquanto aguarda a entrega e instalação dos equipamentos e da linha, se dedica a aprender a gerenciar servidores Linux, administrar bancos de dados MySQL e programar em PHP, para poder começar a delinear seu aplicativo.

Em quais das armadilhas da produtividade os 2 personagens acima caíram?

a) Abraçar o mundo
b) Não delegar
c) Ser o homem dos 7 instrumentos

Acertou quem respondeu “as 3″ – considerando a questão da delegação como ela foi mencionada acima em relação a empreendedores individuais, claro.

Muitas vezes é difícil encontrar os limites entre as armadilhas. Eles não estão claramente demarcados, mas procurar por eles pode ser desnecessário – o importante é saber que as armadilhas estão no seu caminho e, como o folclórico canto da sereia, sabem disfarçar-se de forma atrativa, levando o marujo incauto a aproximar demais das rochas o seu barco.

Desviar delas requer conhecimento de suas próprias habilidades, investimento em desenvolver competências específicas, atenção ao foco e aos objetivos, e muita disciplina. Mas vale a pena: a persistência geralmente se traduz em resultados melhores, redução de desperdício (especialmente de esforço) e mais qualidade de vida para você!

por: autor desconhecido.

Sua Carreira em Dez Passos





 Caros amigos, acho interessante a idéia de variar postagens quanto à sua extensão. Entre duas maiores, uma mais light e amena, para deleite dos leitores. Um texto leve recheado de ilustrações pertinentes ao tema e um bom vídeo que nos leva à reflexão. O filme foi apresentando em uma das palestras ministradas pelo Raúl Candeloro na KLA Eventos, em



São Paulo, aplaudido com entusiasmo pela platéia. Temos o prazer de reapresentar aqui sob outro contexto.
Pelo fato de ser um material usado pelo Raúl que é palestrante, empresário e fundador da Revista Venda Mais já merece ser assistido mais uma vez com a devida atenção, cujo conteúdo pode ser de grande valia para os profissionais que labutam no empolgante campo da venda. Afinal, se analisarmos bem as coisas, quem não vende está desempenhando alguma atividade de apoio à venda.
 Claro, são algumas pílulas de grande utilidade, mas não encerram o assunto, porque o aprendizado da venda é interminável, quem executa essa atividade com paixão precisa estar sempre lendo, treinando e se informando a respeito das tendências do mercado e sobre o comportamento dos compradores. Precisamos nos habituar a treinar sempre, aprendendo um detalhe aqui, outro ali, muitas vezes com quem não tem nada a ver com o nosso trabalho. Aprender com as crianças. Aprender sobretudo com os melhores professores do mercado:
Os Clientes.

 

Além do comprometimento total com uma causa maior (qual é a sua causa?), quem trabalha com vendas, atendimento e prestação de serviço, na verdade está no ramo das experiências positivas com as pessoas. Estamos falando de sonhos e satisfação, ou melhor, da gestão inteligente de necessidades. E para surpreender o cliente com eficácia, o vídeo mostra e fundamenta algumas palavras chave de dundamental importância:



ATITUDES.

Colocando a vida em ordem com as dicas de… Bruce Lee

Bruce Lee tem uma história de vida interessante. Além de ter sido um ícone cultural como o principal responsável pelo início da onda de interesse ocidental por artes marciais nos anos 60 e 70, ele também influenciou o cinema no ocidente e oriente, e é visto por muitos como um modelo na busca da eficiência física e no domínio das artes marciais.

Não é um fato amplamente conhecido fora do círculo dos fãs, mas Bruce Lee também era graduado em Filosofia, pela Universidade de Washington. E a visão adquirida desta forma transpira para seus métodos e mesmo para seus livros de artes marciais. Quem leu o livro “Getting things done” (GTD) e conhece a citação de “mind like water”, sobre buscar ter a mente maleável e adaptável como a água, que simplesmente absorve o que é jogado dentro dela, se agita apenas durante o processo, e logo retorna ao seu estado original, talvez se surpreenda ao saber que Bruce Lee também defendia o mesmo princípio (para quem gosta: “Be formless… shapeless, like water. If you put water into a cup, it becomes the cup. You put water into a bottle; it becomes the bottle. You put it into a teapot; it becomes the teapot. Water can flow, and it can crash. Be water, my friend…”). Aliás, David Allen, o autor do GTD, também era praticante de artes marciais


Bruce Lee e Chuck Norris
E as dicas de filosofia de vida que Bruce Lee registrou, quando analisadas separadamente, podem dar boa inspiração e provocar insights. Henrik Edberg montou uma pequena coletânea das dicas de Bruce Lee para colocar a vida em ordem, e eu trago a vocês algumas delas, com a minha própria interpretação:
  • O que você está pensando – hoje? Nossos pensamentos, planos e intenções do dia-a-dia devem refletir nossas metas e objetivos de vida, ou de longo prazo. A tendência é que aquilo que nós pensamos ou pretendemos a cada dia sirva de guia ou de limitação para o que podemos alcançar e produzir, e é muito fácil perder a coerência entre o curto e longo prazos. Leia também: Planejamento estratégico: como aplicar à sua vida
  • Simplifique. A tendência de quem está procurando melhorar a vida é buscar acrescentar coisas. E pode ser bom, mas muitas vezes não temos o tempo ou a energia para realizar (ou aproveitar) o que buscamos acrescentar. Bruce Lee descreveu a sua visão sobre isso assim: “Não é o acréscimo diário, mas o decréscimo diário. Corte fora o que não for essencial”. Definir o que é essencial depende de cada um, mas o número de pessoas que eu conheço que estão estressadas por tentar fazer muitas coisas ao mesmo tempo só aumenta.
  • Aprenda sobre você mesmo observando as suas interações. Ou, como disse Bruce Lee, conhecer a si é estudar a si mesmo em ação com outras pessoas. Como as pessoas interagem com você, ou como reagem à sua presença ou às suas ações, pode ensinar muito a você. Todo mundo já ouviu isso, mas sempre vale lembrar que o que vemos, percebemos e entendemos sobre as outras pessoas pode muitas vezes ser um reflexo do que nós mesmos somos.
  • Veja o todo, e não apenas o seu lado. Não divida. Na hora de analisar algo, deixe de lado o posicionamento, a busca de saber quem está certo e quem está errado. Exceto nos momentos em que desejar ser conduzido pelas suas emoções, se você quer compreender algo, não seja a favor ou contra, observe a partir de uma perspectiva externa – conduza seu pensamento e suas emoções.
  • Não dependa de validação dos outros. Como disse Lee, “não estou neste mundo para satisfazer as suas expectativas, e você não está aqui para satisfazer as minhas.” E mais: “se exibir é a idéia que um tolo faz sobre a glória”. Depender de validação dos outros é uma busca sem fim, e acaba permitindo que os outros (mesmo sem saber) tenham o controle de como você se sente.
  • Seja proativo. Uma coisa é compreender as circunstâncias, e outra é criar oportunidades. É mais difícil não se limitar a seguir o que o resto do rebanho já está fazendo. Mas é mais recompensador, e mais efetivo, liderar e criar a oportunidade de se alcançar os objetivos, apesar das circunstâncias.
  • Seja você. Não adianta encontrar modelos e personalidades bem-sucedidas e tentar repetir seus passos. Você precisa ser você mesmo, expressar quem você é, e ter fé – no estilo “eu sou mais eu”. Seja genuíno e autêntico, e defenda quem você realmente é, e não um personagem.
Conheça a visão de Henrik Edberg a respeito em “Bruce Lee’s Top 7 Fundamentals for Getting Your Life in Shape“.

Fonte: www.efetividade.net por : Augusto Campos

A Vitória Pertence a Quem Sabe Conquistá-la

Você tem desilusões e contratempos? Tem talento, mas não consegue ganhar dinheiro? Não sabe bem se está no caminho certo? Se este for o seu caso, não se preocupe tanto, você é normal. A grande maioria, um dia vai se deparar com situações iníquas que leve a este tipo de reflexão.

Mas se é assim, o que fazer, diante de uma encruzilhada, para optar certo e não permitir que o “leme da vida” fuja do nosso controle? Muita coisa é claro, mas se você for capaz de responder de forma cristalina as questões seguintes, seguramente manter-se-á firme no leme da vida e aportará, em segurança, onde pretende chegar.

1. Eu amo o que faço?

Há um velho ditado que revela: “Se você ama o que faz, terá que trabalhar um dia em sua vida”. Mas, nem sempre amamos as coisas que fazemos. Então, se você não ama tudo que faz, então faça tudo que ama. Mas, se ainda assim não puder fazer tudo que ama, foque o principal, ou seja, o que você mais valoriza e deseja na vida. Daí se tiver que abrir mão de alguma coisa, terá realizado o que mais importa.

2. Eu tenho o talento para o sucesso esperado?

Essa é uma boa pergunta, pois você pode amar o que você está fazendo, porém sem nenhuma chance de ser bem sucedido. De nada adianta, por exemplo, trabalhar na profissão que tanto sonha se não reunir as habilidades capazes de fazer de você um vencedor. Muita gente que gostaria de ser jogador de futebol, por exemplo, consegue realizar seu objetivo, mas menos de 5% faz fama e fortuna como atleta profissional.

3. Detenho o conhecimento necessário para prosperar?

O talento sozinho não garante o sucesso. Você deve conhecer muita gente, artistas, por exemplo, que tem muito talento e acabam no anonimato. O talento é indispensável para fazer algo com maestria, mas o conhecimento dará a base necessária para transformá-lo em ouro.

4. O que faço tem reais possibilidades de sucesso?

Você pode amar o que faz e ter desenvolvido o talento necessário para conquistar o que deseja, mas se não há potencial para comercializá-lo, você não conseguirá alcançar o sucesso que tanto espera. Por exemplo, imagine você tentando começar um novo negócio para oferecer serviço de mensagem eletrônica (do tipo page, lembra-se?). Com tantas opções de contatos virtuais oferecido via celular, internet etc, será pouco provável vencer.

5. Estou trabalhando o suficiente para conseguir o que quero?

Tem gente que reúne os quatro primeiros quesitos e acha que o sucesso está garantido. Daí cruza os braços, bota as pernas para o alto e espera o dinheiro cair do céu. O que acontece? Vê todas as oportunidades fugirem por entre os dedos, como se água ou areia fossem.

Em resumo, se você respondeu “não” a qualquer destas perguntas saiba que suas chances de sucesso são limitadas, daí o melhor é mudar a rota enquanto há tempo. Porém, se respondeu “SIM” para todas as perguntas, não quer dizer que você está no paraíso, mas a vitória está próxima. Finalmente, lembre-se de que a maioria das grandes vitórias da vida está apenas alguns centímetros de distância dos maiores fracassos.

De uma coisa é certa, onde há talento, paixão, potencial, conhecimento e muito trabalho, há reais possibilidades de sucesso. Daí, é só fazer o que nos recomenda Ralph Waldo Emerson: “Escreva em seu coração que cada dia é o melhor dia do ano.”

 por: Evaldo Costa

Faça de Sua Equipe um SUCESSO!!!!

O gerente de sistemas da sua empresa acaba de receber ordem da diretoria para desenvolver um painel de vendas, por onde o presidente da empresa acompanhará em tempo real todas as vendas da empresa no mundo.

Imediatamente o gerente convoca uma reunião geral com todos os seus desenvolvedores líderes para expor o novo desafio e verificar por onde começar.

Durante a reunião, um dos analistas líderes sugere o uso de uma nova tecnologia para desenvolvimento de conteúdo multimídia e explica que com uma tecnologia moderna e um visual contemporâneo o presidente da empresa vai adorar o novo programa. Ressabiado pois ele (o gerente) nunca ouviu falar dessa nova tecnologia, solicita ao analista maiores informações. Após 30 minutos de conversa (que mais parece uma competição para saber qual tecnologia é melhor) o gerente decide: Vamos fazer com o que já sabemos, não temos tempo para aprender uma nova tecnologia e não podemos desperdiçar um só segundo.

Desmotivados pois sabem que este novo projeto não vai agregar novos desafios tecnológicos os analistas saem da reunião e voltam ao trabalho. No almoço o assunto é a decisão do gerente de podar a idéia da equipe de utilizar algo novo e continuar com o velho e tradicional arroz com feijão que impera na companhia a anos. (entenda por arroz e feijão a velha programação estruturada, o velho VB6 para novos projetos, etc…)

Quem já trabalha a alguns anos na área de desenvolvimento com certeza já vivenciou situações semelhantes à narrada acima. Dentro de uma organização, os gerentes são pressionados a entregar software de qualidade, sem erros e em tempo hábil enquanto os técnicos querem utilizar novas tecnologias, novas metodologias e fazer sempre algo novo.

Como conciliar o algo novo com a necessidade de fazer tudo para ontem e sem erros?

Estou convicto de que para manter a motivação dos técnicos em alta, elevando assim a produtividade da equipe, é necessário dar abertura para o aprendizado de novas tecnologias, ainda que a empresa não possua verbas para oferecer treinamento especializado. Então vamos lá, abaixo listo algumas dicas baratas que poderão ajudar sua equipe a ganhar motivação e farão com que o resultado do trabalho entregue seja reconhecidamente melhor.

1. Estimule a troca de informações entre os membros da equipe por meio de workshops;

Uma forma sensacional de colocar em prática este item é utilizar o último horário de sexta-feira (aquele, que normalmente ninguém quer mais trabalhar) para promover debates sobre novas tecnologias ou métodos de trabalho. Para isto, solicite de seus colaboradores que a cada sexta-feira, um membro da equipe, não importa qual o setor ou a tarefa, pesquise um tema (podendo ser na internet, em revistas, ou mesmo da experiência passada) e durante uma hora exponha este tema aos demais colegas como se fosse um workshop interno.

2. Incentive a programação em par ao menos uma vez por semana, misturando os mais experientes com os estagiários ou juniores;

Soa estranho ver duas pessoas trabalhando em um único computador, muitas vezes para quem está de fora parece que estão jogando conversa fora e não estão trabalhando, mas a realidade é que dar a oportunidade de um profissional com maior experiência acompanhar e ensinar um novato faz com que a motivação do profissional experiente suba por estar sendo reconhecido como tal e aumenta a velocidade da curva de aprendizado do profissional junior ou estagiário já que poderá contar com a experiência do seu par para fazer mais rápido e melhor. Muitas vezes, durante esta troca de experiência, o profissional novato acaba trazendo conhecimentos de novas técnicas de desenvolvimento que o profissional experiente ainda não tem por estar viciado no modelo de trabalho da empresa.

3. Dê oportunidades para que a equipe utilize novas tecnologias;

Realmente você não vai se sentir confortável em autorizar o uso de uma nova tecnologia, levando em consideração a curva de aprendizagem, as incertezas sobre o resultado e o temor de que dê tudo errado e o projeto fracasse por conta da decisão de utilizar a tecnologia errada, entretanto, durante o ano, surgem muitos projetos internos ou rotinas simples que não trarão grande impacto na estratégia empresarial. Aproveite estes pequenos e simples projetos para incentivar a equipe a utilizar novas tecnologias. Os workshops de sexta-feira e a troca de experiências entre os profissionais vão se consolidar em resultados práticos mais facilmente com a colocação em prática desta dica. Mas fique atento, sempre que autorizar o uso de uma tecnologia nova, acompanhe o desenvolvimento do projeto de perto e se sentir que a equipe está titubeando ou tendo muitas dificuldades, não hesite em abortar o projeto e voltar a utilizar a tecnologia consolidada. O importante é que mesmo após abortar um projeto você continue dando oportunidades para utilização de novas tecnologias.

4. Premie aqueles que se destacam;

Se você tem uma verba para isso, aproveite para pagar almoços, distribuir ingressos para cinemas/teatros/espetáculos e pagar cursos. Se você não possui verba específica, faça com que estes funcionários que se destacam apareçam ainda mais na empresa, dando publicidade àquilo que fizeram de bom, falando abertamente para todos os membros da equipe e demais gerentes sobre o funcionário e seus feitos. Se a sua empresa tem uma estrutura hierárquica muito grande, tente negociar com o presidente ou diretor da área uma agenda de 10 minutos por mês para conversar pessoalmente com o funcionário destacado. Vai ser um prêmio muito especial para o funcionário que de outra maneira não teria condições de acessar este dirigente e vai acabar abrindo espaço para que você (gerente) ganhe créditos com seu diretor / presidente já que seu funcionário acabará fazendo um marketing das suas ações.

5. Assuma riscos;

Colocar em prática as dicas acima não será garantia de retorno ao menos que você assuma pessoalmente a responsabilidade pelo sucesso do projeto. Engaje-se e participe com a equipe da mudança. Nos workshops, faça questão de assistir pessoalmente mas não intimide seus subordinados. Parabenize-os pelo tema e incentive a equipe a utilizar o aprendizado nos projetos do dia-a-dia. Assuma riscos controlados ao incentivar a equipe a utilizar novas tecnologias nos projetos de menor impacto na empresa (após dominar a tecnologia incentive a utilização nos demais projetos) e nunca deixe de reconhecer publicamente as boas atitudes de seus subordinados.

por: Renato Ucha

Você é um profissional proativo, reativo ou neutro ?

Existe uma lei no mundo corporativo, já defendida por Max Gehringer entre outros autores, na qual chamo de lei 2-6-2.

A cada grupo de dez funcionários dois deles são altamente positivos e realizadores, isto é, são aquelas pessoas que perante qualquer dificuldade ou desafio sempre vão encarar o problema com a certeza que será possível superá-lo. Elas são otimistas e não se abatem com facilidade perante os desafios do dia-a-dia. Vamos chamá-los aqui de “proativos”.

Agora, destes dez colaboradores existem outros dois que mediante uma adversidade se apresentam de forma negativa, pregando a impossibilidade de resolver o problema, desistindo com muita facilidade. E o pior é que eles farão de tudo para contaminar seus pares com estes pensamentos. São os pessimistas que apenas reclamam perante as dificuldades, mas são incapazes de buscar o conhecimento para transpor os desafios diários. Vamos chamar este grupo de “reativos”.

Os seis colaboradores restantes do grupo dos dez não têm opinião formada sobre a dificuldade ou desafio que foi exposto, eles são meros ouvintes e muitas vezes quando as situações de complexidade aparecem, eles não têm consciência deste processo e se limitam a esperar os acontecimentos futuros. Vamos chamar este grupo de “neutros”.

O grande problema desta questão é que os “neutros” são facilmente influenciados pelas pessoas e dependendo do poder de persuasão dos outros dois grupos eles penderão para os proativos (otimistas e realizadores) ou para os reativos (pessimistas e resmungões).

Imagine que um líder identificou que seus funcionários podem dar mais resultados dos que vêm apresentando e determine novas metas de produtividade para todo o departamento.

Dois funcionários, os proativos, estudarão novas formas de produzir, revendo os fluxos e talvez até pedindo algumas alterações no sistema informatizado para ganharem mais tempo e conseguirem alcançar as novas metas determinadas.

Outros dois colaboradores, os reativos, vão começar a reclamar dizendo, sem ao menos refletir, que será impossível alcançar as novas metas, dizendo que o líder está louco em determinar tais desafios e que a única solução para produzir estes resultados é contratando mais oito pessoas para o departamento.

Os outros 6 ( os neutros ) migram para os grupos dos proativos ou reativos dependendo do poder de influência deles.

Neste momento é muito importante a presença da liderança, pois ela terá que fazer coro com os proativos aumentando as chances de migrar os seis neutros para a proatividade resultando as ações necessárias para sucesso das tarefas. O líder precisa detectar as pessoas proativas e desenvolver nelas o poder de influência e persuasão para que no final tenhamos oito pessoas neste grupo.

Conversar com os neutros também é uma boa estratégia, instigando-os a opinarem por soluções para o sucesso do novo desafio.

Esta lei está presente em todas as equipes de trabalho sendo importante que líderes e liderados se enxerguem em quais grupos fazem parte, isto é, sou do grupo dos dois proativos que reagem positivamente perante as dificuldades ou sou do grupo dos reativos que lamenta e se revolta mediante o problema, ou ainda sou do grupo dos neutros que aguarda ser influenciado pelos outros grupos.

Reflita, busque na sua história corporativa como você reagiu perante as dificuldades ou desafios impostos. Caso você se encaixe nos grupos dos reativos ou neutros sugiro a você elaborar um plano de desenvolvimento profissional, pois como dizia Napolen Hill: as dificuldades da vida e do trabalho se dissipam a luz do conhecimento.

Descubra uma forma simples para aprimorar-se, tornando-se assim um profissional proativo, isto é, que reage positivamente perante uma adversidade ou um novo desafio, buscando formas diferentes para alcançar resultados diferentes.

por: Ricardo Piovan

Afinal, qual é o seu talento?



Calma, caro leitor! Se você não conseguiu responder à pergunta acima com a mesma presteza com que diria qual seu time do coração ou qual seu estilo preferido de música, não significa que você não seja uma pessoa talentosa.

Esse é um assunto que exige atenção e 90% das pessoas não teriam a resposta na ponta da língua. Mas é algo a se pensar, pois, em uma sociedade que se acostumou a valorizar as pessoas talentosas e em que as empresas dizem que se dedicam a atrair, desenvolver e reter, parece que não identificar em si mesmo um talento especial transformou-se numa espécie de pecado capital. Para desmistificar o assunto é útil lembrar alguns princípios. Ter talento não significa nascer com uma inteligência superior, uma habilidade artística ou uma qualidade única. Talento não é dom, não nasce com a pessoa, e sim é desenvolvido com a prática, o que demanda tempo e persistência.


A prática, a dedicação e as chances lapidam o talento


Toda pessoa tem a capacidade inata de aprimorar-se, tornar-se muito boa em algum tema ou atividade e ser, então, considerada um talento. Encontrar seu próprio talento depende, em parte, das oportunidades da vida e, em parte, da determinação pessoal. No mundo do RH, profissional talentoso é aquele que, apesar de ter bom desempenho, não se acomoda e continua em busca de mais aprendizado e aprimoramento.

Talento é a capacidade de fazer benfeito um trabalho, aprender com relativa facilidade um assunto e, acima de tudo, sentir prazer em fazer o que faz. Portanto, ser um talento está mais voltado ao campo das escolhas pessoais do que do determinismo do destino — ao contrário do que pensa muita gente. É praticamente impossível não ser considerado um talento após dedicar parte de sua vida a um trabalho com empenho, determinação e afeto. Se você ainda não encontrou seu talento, deixe que ele encontre você.

Dê-lhe uma oportunidade. Ele pode estar camuflado em qualquer trabalho que seja digno e que lhe dê a sensação de estar sendo útil. Um trabalho que dá sentido à vida é mais do que um trabalho, é uma missão, e é também a proteína que dará corpo ao seu talento adormecido.

por: Eugenio Mussak

Você Confia ou Monitora?


Muitos dirão que foi-se o tempo em que podíamos confiar nas pessoas. Hoje precisamos monitorá-las. Precisamos saber exatamente o que estão fazendo, como estão fazendo e porque estão fazendo.

Concordo que monitorar é fundamental no mundo moderno, principalmente quando falamos em termos de gestão. Contudo, confiar igualmente é crucial no mundo em que vivemos.

As pessoas se isolaram.

As pessoas ficaram mais egoístas.

As pessoas buscam não mais a essência, querem apenas a consequência.

Precisamos do oposto. Precisamos de mais contatos, principalmente contato humano. Precisamos focar na essência do que somos para termos a contrapartida financeira.

Em suma, precisamos confiar.

Precisamos delegar tarefas com prazos, objetivos e direção. Se forem feitas, conferir e elogiar. Se não forem feitas, questionar os motivos e quem sabe punir. Mas, primeiro confiar.

Se não entregamos ao subordinado um pouco de nós mesmos, como ele saberá o que fazer? Não somos máquinas que replicamos exatamente o que nos é passado. Temos nossa subjetividade, nossa autoestima, nosso eu interior. Respeitar isto faz toda diferença e evita conflitos desnecessários.

A resposta ao questionamento inicial é simples, mas profunda: Você confia ou monitora? Nem um nem outro, faço ambos. Confio na pessoa e monitoro as atitudes profissionais dela. Assim, cresço com ela em relacionamento e consigo cobrar a produtividade.

Pense nisto.

por: Gustavo Rocha

Como atrair e reter talentos e torná-los astros do desempenho

Há poucos dias foi divulgado os resultados de uma pesquisa com 365 executivos de empresas americanas e da América Latina, inclusive do Brasil. Um total de 68% dos entrevistados disseram que sua prioridade é desenvolver e reter talentos na sua empresa. O índice no Brasil foi ainda maior: 74%.
O resultado desta pesquisa não surpreende, mas convida à reflexão. Não foi isso que as empresas sempre fizeram para o sucesso de seus negócios – atrair pessoas talentosas e oferecer a elas “mimos” suficientes para que não se deixem seduzir por propostas de outras empresas?
Trabalho em RH há vinte e cinco anos, perdi a conta de quantas empresas visitei, em quantos eventos participei, das obras que li, das aulas de que participei, das aulas que ministrei, dos textos que escrevi, de teses que defendi. Posso afirmar que esse papo de talento é antigo.
A diferença é que, agora, o papo ficou mais sério, porque as empresas, finalmente, descobriram que sem pessoas com talentos elas não têm alma. Ah, e antes que me perguntem sobre essa estória de alma, quero propor que, neste contexto, consideremos a alma a energia criativa, a imaginação, a livre expressão dos talentos das pessoas e seu poder de participar das decisões – não importa em que nível hierárquico estejam.
E que tal definirmos “talentos”, nesse mesmo contexto? Talentos de uma pessoa são os dons, as habilidades, o conhecimento, a experiência, a inteligência, o discernimento, as atitudes, o caráter, os impulsos inatos e a capacidade de aprender e desenvolver-se. Cabe às empresas, definirem quais dons, quais conhecimentos, quais experiências, etc. Os talentos para o departamento de criação de uma agência de publicidade não são os mesmos requeridos por um escritório de contabilidade. E ambos precisam de pessoas talentosas.
Após repetidos erros e discursos inúteis rendemo-nos à elementar evidência, da era da informação, de que dependemos daquilo que fica entre as orelhas das pessoas e também dentro do coração, e que elas levam consigo todos os dias quando acaba o expediente, como alertou o guru máximo da administração, Peter Drucker, há vinte anos! Ele se referia à inteligência e às emoções – outra forma de se referir aos talentos das pessoas.
As empresas mais competentes em atrair e reter pessoas talentosas envolvem todos os empregados nessa missão. Cada um assume o papel de headhunter. Onde quer que estejam e vislumbrem um talento que poderia gerar resultados extraordinários para o negócio da empresa, tentam seduzi-lo: falam bem da empresa, das possibilidades de crescimento profissional, do portifólio de produtos e serviços, da carteira de clientes, dos planos de expansão.
Algumas empresas gratificam e destacam os empregados que atraem talentos que são contratados. O bom efeito colateral desta prática é a participação, o envolvimento na busca de colegas talentosos e, depois, o comprometimento com o sucesso deles no trabalho. Quem emplaca um talento na empresa sente-se moralmente responsável pelo desempenho dele.
Mas, muitas vezes, os talentos que as empresas procuram estão embaixo dos narizes delas, ou seja, possuem talentos não descobertos dentro delas mesmas, subaproveitados por gerentes incompetentes, afogados em burocracia e atividades irrelevantes.
Por essa razão, faz parte da política de recursos humanos de empresas espertas divulgar internamente todas as suas vagas e estimular que esses talentos extraviados se apresentem e se encorajem a competir por melhores cargos ou indicar pessoas de suas redes de relações.
Para não perderem talentos, depois de terem investido muito dinheiro na formação deles, recomendo às empresas escolherem muito bem quem vai liderá-los.
Liderar talentos requer a combinação de mente estratégica, habilidade de liderança e de comunicação, espírito empreendedor e capacidade de atrair e inspirar pessoas talentosas e apresentar resultados.
Os líderes devem ser avaliados pela capacidade de criar contexto para desenvolvimento dos talentos sob a sua liderança. Isto ocorre através de uma sequência de ações: dar ao talento atividades desafiadoras; orientar e aconselhar.
Então, na seleção, além de verificarmos se a pessoa é tecnicamente competente, o que já é um talento, é essencial averiguar se possui atributos de temperamento, caráter e comportamento que, usando as palavras do guru Peter Drucker, transformem o talentoso em um astro do desempenho.
por: Angela Souza

Decidir para crescer

Iniciamos nossas vidas profissionais com a convicção de que, se formos contratados por uma determinada empresa, nosso sucesso estará garantido. Pura ilusão!
De fato, estar em uma organização que oferece plano de carreira e permite o crescimento de seus colaboradores é importante. Mas isso não basta, pois o desenvolvimento individual depende, sobretudo, da capacidade de tomar decisões. E não se trata apenas de saber planejar os grandes passos. É nas pequenas decisões do dia-a-dia que está contida a semente do sucesso ou do fracasso. Em outras palavras, não existe “sorte” – o bem e o mal, o êxito e a queda, são determinados pelas nossas ações.
Por exemplo: acordar um pouco mais cedo para ler os jornais é uma atitude que fará o profissional bem informado sobressair em relação aos demais. De maneira semelhante, a forma como organizamos a nossa agenda, a atitude que temos em relação a parceiros e colegas, nosso grau de dedicação ao trabalho, nossa disposição para fazer cursos e treinamentos, entre outras escolhas e decisões, são determinantes para a construção da carreira.
Também na vida pessoal, todos os dias nós tomamos decisões importantes: será que estamos dando a atenção que as pessoas queridas merecem? Quando os problemas surgem, nós lidamos com eles de forma tranquila e sábia, ou fazemos muita tempestade em copo d’água? E a nossa comunicação, como é que anda? Analisar nossas atitudes em cada um desses pontos é fundamental para dar o rumo certo às nossas vidas.
Cabe ressaltar que, embora haja todo um discurso corporativo acerca das vantagens de separar a vida pessoal da vida profissional, a prática é bem diferente. O fato é que a sinergia é inevitável. O sucesso nos torna mais felizes: ele melhora o nosso humor e isso é positivo para a nossa convivência com amigos, familiares e parceiro amoroso. Ao mesmo tempo, se tudo está bem no campo pessoal, a criatividade flui melhor nos estudos e no trabalho, aumentando as nossas chances de alcançar resultados promissores.
A fórmula para equacionar a vida profissional e pessoal de forma saudável é dividir o tempo entre todas as atividades. Isso inclui o convívio com os amigos e parentes, os cuidados com a saúde, o curso de especialização que pode dar um “up” à carreira, a dedicação a um novo projeto. Para tanto, dispor de uma agenda bem organizada é fundamental.
Quando falamos em crescimento pessoal e profissional, não podemos classificar as pessoas por faixa etária, nem determinar o momento “certo” para a consolidação do êxito. Afinal, cada um tem seu tempo. O importante é correr atrás... Infelizmente, porém, tem gente que passa a vida chorando pelo emprego que perdeu, pela promoção que não aconteceu, pelo casamento que acabou, pela pessoa que partiu e por tudo aquilo que não foi construído. Quem vive se lamentando pelo passado não tem força para construir um caminho de sucesso pessoal e profissional.
Por isso, é importante deixar claro que não existe empresa Ideal ou pessoa perfeita para possibilitar o nosso desenvolvimento – afinal, pede-se demissão ou termina-se relacionamentos não porque, de repente, a empresa ou o parceiro se tornaram insatisfatórios, mas porque os estágios de crescimento das partes se tornaram distantes, desiguais. Quando os desligamentos acontecem, é preciso ter coragem para romper os vínculos: da mesma forma que a dificuldade extrema para se desligar do passado impede homens e mulheres de reconstruírem suas vidas, o apego a um emprego ou a uma experiência profissional do passado é empecilho grave ao progresso.
Obter sucesso significa olhar para a frente, caminhar para o futuro, superar desafios e saber que nunca é cedo nem tarde demais para buscar aprimoramento.
por: Marcelo Gonçalves