domingo, 21 de março de 2010

Águias, Ratos ou Macacos: Que tipo de profissional você quer na sua equipe?


A questão acima pode parecer um pouco estranha num primeiro momento, mas acredito que você já deve ter se perguntado isso de outro modo. Hoje, com a disseminação dos papéis da liderança, tornou-se indispensável que os gestores conheçam as pessoas que trabalham em seu time para extrair o máximo das suas potencialidades e, ainda, sejam capazes de recrutarem e selecionarem bons profissionais.
Nos trabalhos de Coaching de Equipe e inspirado no modelo de diferenciação que Jack Welch aplicou na General Electric Company, transformando-a na organização mais valiosa do mundo, podemos dividir as pessoas em três classes, de acordo com suas competências e atitudes frente às atividades que desempenham.
Para ilustrar as características de cada classe, escolhi um animal representativo que, por conta de seu arquétipo no imaginário humano, já evoca algumas premissas básicas. São eles: os Águias, os Macacos e os Ratos.

1ª Classe – Os Águias são aqueles que unem alta performance a inteligência emocional, ou seja, são profissionais que conseguem atingir suas metas sem deixar de lado um bom comportamento. Geralmente, formam 20% do quadro de funcionários de uma empresa e são os responsáveis por grande parte do seu sucesso. Assim como as águias, os integrantes desse grupo têm visão, atuam de forma estratégica e mantém o foco diante dos desafios, que aliado à disciplina possibilita o alcance de resultados expressivos, com “botes certeiros”.

2ª classe – Os Macacos representam, geralmente, 70% dos colaboradores de uma organização e são muito valiosos para qualquer empresa, ou seja, a grande massa. Assim como na natureza são os macacos, esses profissionais são ótimos imitadores. Alguns medianos, outros com potencial para tornarem-se águias, apresentam resultados na maior parte das vezes medianos, que beiram o necessário para a evolução da empresa. O principal desafio em relação a esse grupo está na figura de quem ele adota como líder – que pode ser uma pessoa com perfil de Águia ou de Rato.

3ª classe – Os Ratos, geralmente conhecidos como “gente boa” ou “puxa saco” representam em média 10% do quadro de uma organização. Eles são especialistas em fazer intrigas e fofocas, agem de uma forma na sua frente e por trás de outra. Seus resultados individuais são de medíocres para ruins; bem como o seu comportamento, sempre negativo, sustentando atitudes que prejudicam a imagem da empresa até mesmo entre seus próprios colaboradores. Além disso, os “ratos” são capazes de influenciar o resto do time para longe das metas estabelecidas pelo líder. Por conta do seu jeito despojado de ser, ele muitas vezes assume a liderança informal do grupo e, por meio de sua má influência, prejudica os trabalhos de todo o time. Esse grupo costuma representar 10% dos integrantes de uma empresa.

Para exercer uma boa liderança através do mapeamento e da diferenciação da sua equipe é fundamental desenvolver uma capacidade analítica, implementar um sistema de gestão do desempenho objetivo e claro, com metas bem definidas e um programa de avaliação de resultados consistente. Será que nesse momento você consegue localizar os membros da sua equipe dentro dessas três classes? E você? Onde se encontra? Na classe dos Águias, dos Macacos ou dos Ratos?
Com um sistema de gestão de desempenho eficaz e eficiente, pode-se mapear a equipe e criar planos de ação. Baseado no aprendizado com Jack Welch no seu livro “Paixão por Vencer”, sugiro o seguinte:

Com os Águias dê uma chuva de bônus, opções sobre ações, elogios, amor, treinamento e uma ampla variedade de recompensas, que inflam seus bolsos e suas almas, ou seja, eles são os melhores e precisam ser tratados como tais.

Com os Macacos dê treinamento, feedback positivo e tenha uma cuidadosa atenção na definição das metas. Eles precisam ser motivados e sentir-se enquadrados. Os colaboradores desse grupo que parecem mais promissores devem ser movimentados entre negócios e funções para enriquecer suas experiências e conhecimentos e para testar suas habilidades de liderança. O propósito é melhorá-los para transformá-los em 1ª classe, em Águias.

Com os Ratos seja franco, defina com clareza suas expectativas com relação a ele e aplique um processo de avaliação de desempenho. As pessoas desta classe geralmente conhecem a sua situação e quando lhes diz sobre o seu desempenho de maneira formal elas geralmente vão embora antes de serem demitidas. Um dos aspectos positivos da diferenciação é que as pessoas deste grupo muitas vezes partem para outras carreiras bem-sucedidas, em empresas ou atividades em que realmente se enquadrem e onde possam ser excelentes. Uma solução também é se livrar deles, antes que eles dêem um jeito de fazer isso com você.

Os Desafios da Liderança Empresarial


Para um líder ser extraordinário, aumentar a produtividade, manter a qualidade, aumentar a lucratividade, e assim, contribuir com um mundo melhor é preciso que ele supere alguns desafios, como:

Desenvolver a visão de curto, de médio e de longo prazo

O líder precisa ter uma visão de futuro atraente, realista, com parâmetro de tempo e de número. Assim, ele poderá inspirar e mobilizar a equipe através da apresentação desta visão com um direcionamento. Mas, para isso é preciso que o líder mantenha uma comunicação freqüente e constante com a equipe, como por exemplo, reuniões constantes.

Orientar-se para resultados através das pessoas

Além de ter uma visão, é necessário criar estratégias que envolvam as pessoas para o alcance de resultados extraordinários. Muitos profissionais em cargo de liderança falham com a equipe por dedicarem a sua atenção apenas com metodologias e números, esquecendo-se das pessoas que tem desejos e necessidades.

Ter um senso de realidade

O líder tem que perceber que a equipe, os desafios, a empresa, os clientes e o mercado nunca são e nem serão como ele gostaria que fosse. Portanto, encarar a realidade e fazer não só o que gosta, mas o que é preciso ser feito para o sucesso nos negócios são características fundamentais de um líder extraordinário e orientado para resultados.

Manter-se flexível

A flexibilidade ajuda um líder a fazer o que for preciso para alcançar os resultados esperados. Caso seja preciso mudar de rumo, treinar a equipe de uma forma diferenciada, ou até mesmo, colocar a mão na massa para solucionar um problema, ele terá que fazer. Estar preparado para modificar o caminho até o destino é essencial.

Reconhecer a equipe

Percebe-se que grande parte das reuniões realizadas no ambiente de negócios, tem como finalidade tratar de problemas ou apresentar uma direção. Mas, o verdadeiro segredo de uma equipe de sucesso é a freqüência e a forma como um líder fornece feedbacks positivos. Uma dica para fortalecer o comprometimento da equipe está em agendar reuniões quinzenais freqüentes para parabenizar a equipe e comemorar os resultados.

Mapear a equipe a si mesmo

Muitos líderes frustram-se por falta de conhecimento do perfil comportamental dos profissionais de sua equipe e de si mesmo. Antes de um líder cobrar um profissional para desenvolver um ponto fraco, ele deve apoiá-lo no fortalecimento do seu talento para extrair o máximo das suas potencialidades. Aconselho a todo líder passar por um processo de autoconhecimento seja através de programas de coaching, terapias, treinamentos, entre outros. Quando um líder conhece seu ponto fraco ele pode transformá-lo em ponto forte ou até mesmo contratar um braço direito, o grande desafio é que muitos não se permitem enxergar este pontos a serem trabalhados.

Contratar com qualidade

Infelizmente muitos profissionais têm a tendência de contratar um profissional para a sua equipe por afinidade com a expectativa de que ele será o profissional certo para o cargo, porém, nem sempre é isso que acontece. O ponto essencial da contratação é ter muito claro que tipo de profissional é necessário e qual é o perfil comportamental ideal deste futuro profissional. Para isso, aconselho utilizar instrumentos que vão mapear realmente o perfil dos profissionais.

Assumir a responsabilidade

Aconteça o que acontecer, o líder tem que assumir a responsabilidade pelos resultados. No momento de sucesso o líder deve parabenizar a equipe por esta conquista e no momento de eventual fracasso o líder deve perguntar para todos: O que podemos aprender com isso? E assim, orientar a equipe para os resultados com um novo plano de ação.

Ter uma liderança situacional

Existem momentos em que o líder tem que dizer o que fazer e existem outros momentos que o líder tem que apoiar seus liderados a fazerem da forma deles, inclusive muitas vezes melhor do que a forma como foi ensinada.
O verdadeiro líder é aquele que apóia os profissionais da sua equipe a brilharem, se desenvolverem constantemente e, principalmente, perceberem a sua importância para o sistema onde estão inseridos.
Para o Brasil aumentar a sua competitividade a nível global é preciso perceber a importância de desenvolver pessoas chaves, ou seja, os profissionais em cargos de liderança que são e/ou serão os líderes empresarias deste país.

Você é o Líder da Sua Vida!


A Liderança, tal qual a conhecemos, está com os dias contados. Os velhos e surrados atributos do líder foram concebidos para uma realidade que já não existe mais. O líder baseado apenas no carisma é uma espécie em extinção.

Pouco importa qual o seu estilo de liderança e em qual quadrante você se encaixa. Pare de se violentar. Chega de se sentir engaiolado por modelos que pretendem moldar seu estilo.
Para ser um Líder Integral, no trabalho e na vida, você não precisa fingir ou tentar ser aquilo que não é. Nem abrir mão de suas características pessoais. Relaxe. Seja você mesmo. Isso faz toda a diferença.

O mundo em que vivemos requer outro modo de liderar, menos idealizado e mais pragmático. Liderança não é sinônimo de título, posição, quantidade de pessoas, ou tempo de serviço. Um mecânico, uma empacotadora, um vendedor, um estudante, uma filha, um engenheiro, um motorista de táxi, uma advogada, um contador, um médico, um pescador, uma recepcionista – todos podem ser líderes.

Empresas, escolas, famílias e comunidades vencedoras serão aquelas que souberem formar líderes de qualidade, baseados no Pentagrama da Liderança – as Cinco Forças que farão de você um Líder Integral.

Marketing Pessoal: como trabalhá-lo para o seu autodesenvolvimento

Muito se tem falado sobre Marketing Pessoal, sobre como fazer sua imagem e atitudes trabalharem a seu favor no ambiente profissional. Porém, a utilização desse recurso requer cuidados e cautela, pois uma imagem uma vez superexposta pode gerar exatamente o efeito contrário.

Para entender melhor esse conceito, devemos estabelecer como Marketing Pessoal o conjunto de ações que visam promover as competências pessoais e profissionais de uma pessoa a um grupo ou organização. “Como estratégia sustentável, o Marketing Pessoal é aquele em que buscamos alternativas para expressar nossas melhores habilidades autênticas”, ilustra Rafael Zampieri, administrador de empresas e pesquisador de Estratégias de Comunicação.

Partindo dessa premissa, podemos compreender que, semelhante ao Marketing Tradicional, ele se utiliza de estratégias para promover comportamentos favoráveis em relação a algo; nesse caso, em relação a si próprio. Segundo Eliane Doin, publicitária, professora e palestrante do assunto, “a única diferença é que no Marketing Tradicional tratamos de um produto. E se ele ficar exposto na prateleira, bonitinho, limpinho, ele não vai criar problemas. Já no Pessoal, trabalhamos com seres humanos, o alvo do trabalho somos nós mesmos, e, por isso, precisamos estar sempre vigilantes em relação as nossas atitudes, ao nosso comportamento, pois tudo conta para a nossa embalagem”. Tudo pode depor contra ou a favor. “O Marketing é uma ferramenta legítima para se desenvolver uma marca pessoal com sucesso”, afirma.

Diferente do que se possa pensar, todos podem desenvolver seu Marketing Pessoal, independente se na vida profissional ou na pessoal. Segundo Eliane, que tem uma visão mais humanista do assunto, “as pessoas só se preocupam com as questões externas e se esquecem da questão interna, que é o aperfeiçoamento de suas vivências e competências. Muita coisa do Marketing Pessoal é genética ou de convício, de família. Eu não preciso dizer a uma pessoa como ela deve se comportar numa mesa, que ela deve ser educada, respeitosa, benevolente. Se as pessoas tivessem uma preocupação maior em cuidar da argamassa da marca EU S/A, que é onde estão seus valores, suas crenças e seus princípios, elas sempre acertariam e seriam acolhidas pelas pessoas a sua volta. Se tiver atitudes sólidas, uma vida decente, ela vai evidenciar esses valores aplicando-os para desenvolver seu Marketing Pessoal”. Zampieri adiciona: “Ele é diretamente proporcional ao nível de autoconhecimento. Isso porque uma expressão verbal e corporal é reflexo do grau de consciência que temos sobre a mente e os sentimentos. Expressar o que não existe internamente é o mesmo que fantasiar a realidade, independente da área profissional”.

Ari Lima, especialista em Marketing e Gestão de Carreiras, cita um importante benefício de incorporar aspectos do Marketing na vida profissional: “quando o profissional incorpora ações de Marketing Pessoal ao seu dia a dia, como o contato e desenvolvimento frequente de seu networking, por exemplo, dificilmente ele será surpreendido com uma situação de desemprego. E, caso isto ocorra, ele conseguirá facilmente uma recolocação no mercado. Além disso, o Marketing Pessoal praticado dentro de sua organização facilitará sua ascensão profissional através de promoções”.

Confira abaixo algumas dicas dos profissionais da área para que você aplique o Marketing Pessoal a seu favor e trilhe um caminho de sucesso:
1) Tenha consciência de que sua atitude conta, e muito, na concretização de seus objetivos.
2) Desenvolva suas competências técnicas a ponto de se tornar referência.
3) Desenvolva competências comportamentais, como comunicação, relacionamento interpessoal, capacidade de liderança e capacidade de automotivação.
4) Utilize seu bom senso: saiba dosar a exposição em cada tipo de ambiente para tornar sua presença algo valorizado.
5) Diferencie-se. Faça uma autoanálise, identifique os pontos em que você pode fazer a diferença e aplique-os sempre que possível.
6) Seja consistente no que diz e faz, e faça o que você prega. As pessoas precisam confiar em você e no que você diz.
7) Policie-se. Faça vigilância constante das suas atitudes, comportamentos e aprendizados.

É importante, porém, não fazer conexão entre Marketing Pessoal e manipulação. “Na manipulação, a pessoa tenta exibir qualidades que não possui e gasta uma enorme energia ao criar uma realidade paralela, com o intuito de enganar os demais (seus alvos)”, alerta Zampieri.

Todas as dicas devem ser praticadas sem imposição, sem ser agressivo. Deve partir de você naturalmente, por meio de treino e dedicação, e, segundo Eliane, a transparência é a chave do sucesso: “compare com um produto. Você compra um produto esperando algum benefício dele; se ele não fizer nada por você, a tendência é deixar comprá-lo. A mesma coisa acontece no Marketing Pessoal: a pessoa deve entregar o que vende. E o importante é que não só você deve fazer seu Marketing Pessoal. Trabalhe de tal maneira que outras pessoas comecem a falar positivamente de você. Crie um círculo de relacionamento com pessoas que gostam de você, confiam em você, acreditam em sua palavra. Não basta só te conhecer. Ela tem que gostar. E para isso, você tem que se utilizar de seus valores básicos, como a decência e honestidade. Na verdade, a palavra certa para desenvolver Marketing Pessoal com sucesso é RETIDÃO”, ela finaliza

por: Angélica Kernchen

Quem são as pessoas de sucesso?

Em geral, achamos que as pessoas de sucesso são ricas e/ou têm acesso
e destaque na mídia de massa (TV e jornal). O resultado de nossa
pesquisa confirmou isso. Com isso, o universo das pessoas elegíveis
nos faz concluir que poucas pessoas deram certo na vida. Na verdade,
muito poucas.

Isso é uma loucura. Para cada Ayrton Senna, há dezenas de mecânicos e
técnicos que contribuíram de maneira decisiva para as vitórias do
grande piloto. Para cada Gerdau, há centenas de funcionários que não
chegaram a ser gerentes, mas são felizes. Para cada Kaká, existem
milhões de brasileiros anônimos que conseguem realizar seus sonhos. E
essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.

Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não é
ninguém porque não conhece o castelo de Caras ou não possui um carro
importado nem um apartamento maravilhoso. Todo dia vejo porteiros
semi-alfabetizados levando seus filhos para a escola. O Zé, porteiro
aqui do prédio é um deles. O seu maior orgulho é poder contar que
embora não tenha concluído o ciclo básico, conseguiu fazer seu filho
mais velho entrar na Universidade. Conversei com esse filho esta
semana e ele se mostrou super orgulhoso do pai que tem. Então, para
mim, o Zé é um cara de sucesso!

A conseqüência de não valorizarmos as pessoas "comuns" é maior do que
pensamos. Como aponta o consultor Roberto Shinyashiki, "O mundo
corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de
recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As
corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência".

As pessoas decoram as respostas que devem ser dadas na entrevista de
seleção e quem acaba contratado, via de regra, é a pessoa boa em
conversar, em fingir, e não a mais competente. Como aponta
Shinyashiki, o modelo de gestão adotado na maioria de nossas empresas
"cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que
não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o
conhecimento".

Todos os discursos e boa parte dos cursos procuram motivar as pessoas.
Claro que muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema
no Brasil é falta de competência.  Além do que, os incompetentes
motivados são capazes de fazer besteiras monumentais!

O Caetano Veloso tem uma frase que para mim é uma síntese do Brasil.
Em 1968, quando o júri do festival da Record desclassificou sua música
Alegria, Alegria, Caetano disse que "o júri é simpático, mas é
incompetente". O brasileiro é, reconhecidamente, simpático. Morei na
França por 5 anos e eles se acham (sobretudo os parisienses)
antipáticos e nos reconhecem como um dos povos mais simpáticos do
planeta.

Mas somos, em geral, incompetentes! Os vendedores não conhecem os
produtos que vendem, o farmacêutico não é farmacêutico, atendentes não
nos dão atenção e jogadores de futebol não conseguem falar três frases
corretamente. Claro que isto é uma generalização redutora. A vida é
muito rica e diversa do que esta afirmação genérica que fiz, mas acho
que, em geral, é verdade.

Pior, como poucas pessoas conseguem ser elas mesmas e a maioria não
consegue ter o que gostaria, parece que o objetivo de vida das pessoas
passou a ser parecer... As pessoas parecem que sabem, parecem que
fazem, parecem que atendem, parecem que se envolvem, parecem que
acreditam. UHU!!!

Muito poucos são humildes para confessar que não sabem. A esperança de
mudança continua sendo depositada em heróis. Quem vai salvar o Brasil?
 O Lula ou o Meirelles.  Quem vai salvar o time?  O técnico ou o
jogador.  Quem vai salvar minha vida? O terapeuta.  Será???

Não somos super-heróis nem super-fracassados... Uma das coisas boas de
uma crise (econômica ou pessoal) é que ela pode nos ajudar a entender
que somos os únicos  responsáveis pela nossa própria vida e que só
depende de nós nos libertar dessa tirania da aparência.

Uma das coisas que procuro fazer para tentar evitar essa tirania é
observar atentamente as pessoas que cedem a ela. Toda vez que vou ao
barbeiro procuro ler a revista Caras para tentar entender o que se
passa na cabecinha daquelas pessoas. E reparei alguns traços em comum
entre elas. Em geral são pessoas que gostam de aplauso e elogios
públicos, precisam  estar com alguém para se sentirem amadas e ter
segurança e, em geral, lêem pouco (ou não lêem), e têm muitas
atividades mas pouca reflexão. Vivem uma vida supostamente intensa e
feliz, correndo de um lado para outro, atendendo celulares, correndo
atrás de sonhos que não são verdadeiramente os delas...

Achamos que o sucesso são essas pessoas, como se o sucesso não tivesse
um significado individual. Achamos que o certo é estar feliz todos os
dias. Queremos comprar tudo o que pudermos (quando troquei de carro a
secretária na Coppe me deu os "parabéns"...  eu perguntei: por
quê???).  O resultado da pressa e desses valores é esse consumismo
absurdo em que vivemos (olha o Natal aí, gente!!  ou a Páscoa, o Dia
dos Namorados, o dia da criança).

Por fim, ouvimos todos os dias os artistas, a mídia e os gurus dizerem
para fazermos as coisas do jeito certo, como se houvesse um único
caminho para se fazer as coisas, e eles fossem os únicos a conhecê-lo.
As metas podem ser interessantes para o sucesso, mas não para a
felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.


Tem gente que diz que não será feliz enquanto não comprar a casa
própria, emagrecer ou casar, mas podemos ser felizes vendo a lua, o
pôr do sol ou tomando sorvete; ficando em casa sozinho, estando com
amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar, dando uma volta no
quarteirão de casa, indo ao cinema ou deitado em silêncio ao lado da
pessoa amada.

O Drauzio Varella conta que quando trabalhava com pacientes terminais
ninguém se lamentava, na hora da morte, por não ter comprado o
apartamento dos seus sonhos ou por ter aplicado o dinheiro em ações,
mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades
para aproveitar a vida. E se, ao invés de grandes projetos, a
felicidade for feita de coisas pequenas?  Não é?

O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. 

Para mim, as  pessoas de sucesso são aquelas que trabalham para realizar seus
projetos de vida e seus sonhos,  para ficar bem consigo mesmas.
 por: Marcos Cavalcanti