quinta-feira, 15 de julho de 2010
Acredite: só a união gera resultado
Se você dirige uma equipe, um departamento ou uma empresa, precisa entender uma verdade: quando as pessoas lutam para realizar sonhos diferentes, seu poder enfraquece.
Por exemplo, quando, em um hospital, alguns profissionais trabalham para ganhar dinheiro e outros para salvar vidas, as metas tornam-se diferentes, os esforços são divergentes e é pouco provável que os resultados obtidos sejam os mesmos.
A administração do hospital pode ter uma visão clara dos negócios na área hospitalar, equipar-se, fazer altos investimentos. Mas, se não conseguir o comprometimento das pessoas, os projetos acabarão sendo engavetados, e os aparelhos, subutilizados. E os conflitos surgirão de modo inevitável.
Aproximadamente 80% dos programas de desenvolvimento que as empresas se propõem a executar são interrompidos em menos de seis meses, porque as lideranças falham no trabalho de conseguir o comprometimento de todos. A equipe não se motiva, não cumpre sua parte no trabalho e, aos poucos, os obstáculos vão surgindo, até que o projeto vai de vez por água abaixo.
Qualquer proposta que não motive os colaboradores de uma organização está fadada ao fracasso. Por isso, às vezes é mais interessante escutar todos antes de implantar um novo programa. De fato, no início é mais demorado. Mas depois todos passam a colaborar.
O bom líder sabe que a organização é como um corpo: quando uma das partes não está funcionando adequadamente, o conjunto fica comprometido. Quando não existe espírito de grupo, os interesses pessoais prevalecem, transformando a empresa em um campo de batalha. Abre-se espaço para o desespero, e o famoso vírus do salve-se-quem-puder começa a produzir seus efeitos letais, atingindo todos os escalões, contaminando toda a organização, provocando conflitos, estresse e improvisação. Cada um quer resolver os problemas à sua maneira e frequentemente os esforços se anulam porque são contraproducentes.
É mais ou menos como aquela equipe de futebol em que cada jogador quer decidir o jogo sozinho, desprezando a força do grupo.
Onde impera a desordem, quem acaba vencendo não é quem sabe mais, mas quem grita mais, quem passa rasteira melhor, quem urde intrigas mais intensamente. É uma verdadeira tragédia, que mina todos os planos de desenvolvimento empresarial.
Em momentos de desespero desse tipo, alguém precisa ter a lucidez de acalmar o grupo e convocar reuniões em que as pessoas possam desabafar, para procurar soluções melhores e voltarem a se unir em torno dos objetivos.
por: Roberto Shinyashiki
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